Marin é extraditado para os Estados Unidos

 
Jornal GGN – José Maria Marin já chegou aos Estados Unidos, nesta terça-feira (03), e foi encaminhado às autoridades norte-americanas para que sejam definidos os próximos passos das investigações e de seu julgamento. Acusado de corrupção em contratos de transmissão de jogos de futebol, Marin permanecerá detido no país, ainda que em sua residência como prisão domiciliar.

 

Preso desde maio na Suíça, o ex-presidente da CBF aceitou a extradição na última terça-feira (28), em audiência com os investigadores suíços e concordou com o embarque para fechar acordo com a Justiça dos Estados Unidos.
 
O cartola brasileiro saiu de Zurique acompanhado de dois oficiais de polícia norte-americanos à Nova York. Uma das primeiras negociações com as autoridades é se Marin se mostrará disposto ou não a admitir os delitos ou se mantem se declarando inocente, o que deve ocorrer nos próximos dias, em audiência na Corte do Brooklin. O julgamento ocorrerá na cidade americana.
 
Dependendo de quanto aceitar colaborar com a Justiça, poderá ter alguns benefícios, como a prisão domiciliar. Para isso, será proibido de manter qualquer tipo de contato com outros cartolas, como Ricardo Teixeira e Marco Polo del Nero até o fim do julgamento. Independentemente do acordo, José Maria Marin não poderá de sair dos Estados Unidos.
 
Marin foi o último dos sete cartolas da Fifa presos em maio a ter seu caso avaliado pelos suíços. O empresário ainda acreditava que conseguiria voltar ao Brasil e, por isso, negava acordo com os Estados Unidos.
 
Ele é acusado de receber milhões de dólares em subornos pagos por empresas de marketing esportivo, relacionados à venda de direitos comerciais para a Copa América de 2015, 2016, 2019 e 2023, bem como para a Copa do Brasil no período de 2013 a 2022. De acordo com as investigações, Marin compartilhou o dinheiro com outras autoridades do futebol, ainda desviando “fundos da Fifa de duas confederações continentais e da organização nacional de futebol do Brasil”.
 

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