Parcialidade de Moro contra Lula pode atrapalhar sua indicação ao STF

Se Celso de Mello considerar Moro suspeito, ampliará a pressão contra a nomeação ao STF justamente de um nome julgado como parcial pela própria Corte

Foto: Marcelo Cabral/ABr

Jornal GGN – A indicação do ex-juiz da Lava Jato e atual ministro da Justiça, Sérgio Moro, a uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pode sofrer um revés, a depender de um voto do ministro Celso de Mello.

Isso porque Moro, que já é cotado para uma candidatura presidencial que arrisca derrubar o próprio presidente Jair Bolsonaro, precisa antes superar a pecha da parcialidade escancarada nos processos da Operação Lava Jato, desde o início das investigações e intensificada com a VazaJato no último ano.

São essas polêmicas que suscitaram novos pedidos de suspeição ingressados pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Supremo contra Moro, pedindo a retirada do então juiz dos processos, o que pode desencadear um restabelecimento das ações contra o político ainda na primeira instância, desta vez sob o comando de outro magistrado.

A suspeição de Sérgio Moro tramita na última instância e já recebeu os votos contrários de Edson Fachin e Cármen Lúcia, e deve contar com a aprovação do afastamento do ex-magistrado de Curitiba por parte dos ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Assim, caberá a Celso de Mello, o mesmo decano que em novembro deste ano se aposenta, a decisão de desempate. Se Celso de Mello considerar Moro suspeito, ampliará uma pressão contra o governo de Jair Bolsonaro por nomear ao STF justamente um nome que foi considerado suspeito de parcialidade pela própria Corte.

Essa é a análise de Josias de Souza, em sua coluna para o Uol nesta terça-feira (04). A pressão que pode ser ignorada por Bolsonaro no Executivo seguirá contra o Senado, responsável por aprovar ou vetar o indicado do presidente a ministro do Supremo.

“Para aprovar a escolha de Bolsonaro, os senadores precisariam considerar normal o envio ao Supremo de um novo ministro que o mesmo Supremo julgou suspeito”, pontuou o jornalista.

A expectativa é que o julgamento sobre a parcialidade de Moro nos processos contra Lula seja retomado pela Suprema Corte entre março e abril deste ano. E o voto de Celso de Mello poderá impactar não somente nos rumos do ex-presidente, como também na indicação ou não de Moro ao STF.

 

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9 comentários

  1. Independentemente do processo de suspeição em curso, o semi-alfabetizado ou o alfabetizado funcional, não reúne nada além da boçalidade e do entreguismo.
    A Suprema Corte não comporta ou deveria comportar esse neofascista chamado moro.

  2. O lugar desse tal de Sérgio Moro é num presídio. Quem conspira em segredo com o promotor para prejudicar o réu não é juiz e sim BANDIDO. Aliás, ninguém ficará surpreso se a CIA der um fim nele como deu no Bin Laden. Os gringos sempre usam esses BANDIDOS e depois os descartam.

  3. É lamentável que depois de tantos crimes abomináveis à luz do dia contra a constituição, ainda exista jornalista que cogite a possibilidade de Sérgio Moro vir a ser Ministro do STF para defender a constituição! Podemos vir a ter um STF com voto de desempate suspeito! Tem coisa mais imoral?

  4. Não sei fazer comentários devido que no Brasil muitas pessoas muito ambicioso, o congresso é uma gritaria sem fim,para aprovar uma medida à favor da nação pobre brasileira, o STF encalhado. E etc.

  5. Moro é parte da epidemia de histeria que assola o povo. Como toda molestia grave, se não mata o portador, acaba desaparecendo. As panelas estão começando a ficar vazias…esperem e verão!

  6. Sérgio Moro foi um juiz parcial, é a realidade nua e crua. E o ministro Celso de Melo não sofre do alinhamento incondicional que outros ministros demonstram ter para com o ex-juiz e sua Lavajato. O ministro Celso reconhecerá, sem sombra de dúvida, que dois e dois são quatro, isto é, que o ex-juiz Moro foi suspeito para julgar muitos casos nos quais atuou permanentemente em combinação com a acusação, inclusive prejudicando e obstruindo a defesa.

  7. Sou uma cidadã comum. Não entendo muito de política, mas acredito que essa a economia está de mal a pior. É é isso que vai derrubar essa turma que está aí. Boldominios e República de Curitiba vai tudo pro esgoto lugar do qual jamais deviam ter saído.

  8. O $érgio Moro é terrivelmente parcial, não evangélico e, portanto, não será indicado.

    O compromisso do Bolsonaro com o $érgio Moro não será cumprido. É que o Bolsonaro tem certeza que $érgio Moro se vingará dele no $TF. Então, a fim de que o $érgio Moro não lhe crie problemas e faça o que lhe é ordenado, isto é, que ele escude o Bolsonaro e Famílicia com a Polícia Federal. Quando a vagar surgir no $TF, o Bolsonaro indica um Ministro terrivelmente evanjegue.

    O Moro tá no mato sem caxorro, só com a sua cadela.

    Bem feito. Quem mandou ele meter a mão no buraco do tatu?

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