Estudo prevê 2,5 milhões casos de coronavírus e 7 mil mortes no DF

Para pesquisadores da UnB, de 2,5 milhões dos 3 milhões de habitantes da região devem ter contato com o coronavírus

Jornal GGN – Um estudo divulgado pela Universidade de Brasília (UnB) junto à Rádio Senado, em 3 de abril, projeta que o coronavírus atingirá um pico no Distrito Federal por volta do dia 22 de abril. No mesmo momento, é possível que a população local já enfrente o problema da falta de leitos.

Segundo um dos autores do estudo, Wildo Navegantes, professor de epidemiologia, de 3 milhões de habitantes do DF, 2,5 milhões de moradores deverão contrair o vírus. “Não quer dizer que todos vão adoecer. A gente acredita que 14% disso terão algum sintoma, que dá ao redor de 350 mil casos.”

Do total de casos com sintomas, 7 mil, ou 2% dos casos totais, devem evoluir para óbito.

Os números, segundo o professor, dependem de como a região reage à doença ao longo do tempo, adotando estratégias de distanciamento social. Sem as medidas de mitigação, o número de casos pode explodir em pouco tempo.

Ainda de acordo com as projeções, o DF precisa de 3 mil leitos de UTI e mais 4,4 mil de enfermaria ou clínicos adicionais.

“Nossa expectativa é que comece o processo de lotação, ou seja, não tenham mais leitos disponíveis a partir do dia 23 de abril. Apesar do pico [se estender] lá em maio, vai chegar o momento em que não teremos mais leitos.”

O DF tinha no sábado (11), de acordo com informações oficiais, 576 casos de COVID-19 confirmados, e 14 mortes.

Ouça a entrevista completa aqui.

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