Governo é criticado por alardear novo remédio contra COVID-19

Teste divulgado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia foi feito em células e pode não ter resultados bons em organismos complexos

Jornal GGN – O Ministério da Ciência e Tecnologia sob Marcos Pontes anunciou nesta quarta (15) que teve 94% de sucesso com o uso de um medicamento pediátrico, de fácil fabricação nacional e de preço acessível, na luta contra o coronavírus. Nas redes sociais, a repercussão do anúncio dividiu opiniões.

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Enquanto alguns postavam que há esperança de retorno à normalidade em breve – e o próprio ministro projetou ter novidades até meados de maio – outros chamaram atenção para um fator determinante: o teste alardeado pelo governo foi feito in vitro, com células, não humanos.

Neste mesmo cenário, a cloroquina também manifestou alta taxa de sucesso, escreveram internautas em grupos de debate sobre o coronavírus. A questão é que, quando a substância é utilizada em organismo mais complexos, a eficácia caiu consideravelmente e não chega a ser comprovada.

Para os críticos, o governo errou em gerar esperança em cima de uma informação tão embrionária. Por outro lado, é elogiável a decisão de, pelo menos, não ter revelado o nome da substância em teste, para não atrapalhar os estudos nem provocar uma corrida às farmácias.

 

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