UFRJ sofre corte de mais de 40% do MEC, após decisão de Bolsonaro

"A Reitoria alerta que a não reversão da medida trará graves consequências para o desempenho das atividades da UFRJ, comprometendo a rotina de atividades acadêmicas"

Jornal GGN – A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), outra das universidades públicas alvos do bloqueio do Ministério da Educação do governo de Jair Bolsonaro, divulgou nota informando que o congelamento dos recursos, da ordem de R$ 114 milhões, impactará diretamente no funcionamento da instituição.

“A Reitoria alerta que a não reversão da medida trará graves consequências para o desempenho das atividades da UFRJ, comprometendo a rotina de atividades acadêmicas antes do segundo semestre”, afirmou. A UFRJ identificou que o corte nos repasses foi identificado nesta quinta-feira (02) e que representou mais de 40% das verbas destinadas à manutenção da Universidade.

Leia a nota abaixo:

Da Reitoria da UFRJ

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) identificou na quinta-feira (2/5) que o Governo Federal bloqueou 41% das verbas destinadas à manutenção da instituição. A obstrução orçamentária, de R$ 114 milhões para manutenção e outras rubricas, impactará no funcionamento da UFRJ, atingindo diretamente despesas ordinárias de custeio, como consumo de água, energia elétrica, contratos de prestação de serviços de limpeza e segurança. Já o bloqueio de recursos para investimentos impede o desenvolvimento de obras e compra de equipamentos utilizados em instalações como laboratórios e hospitais.

A Reitoria alerta que a não reversão da medida trará graves consequências para o desempenho das atividades da UFRJ, comprometendo a rotina de atividades acadêmicas antes do segundo semestre. Há cinco anos, a Universidade vem sofrendo cortes e contingenciamentos sem reposição. Em valores corrigidos, a diferença entre o orçamento de 2014 e o de 2019 é superior a R$200 milhões.

Os valores aqui citados são referentes ao orçamento definido pela Lei Orçamentária Anual e créditos suplementares. Devido aos cortes, a UFRJ opera em déficit de aproximadamente R$ 170 milhões.

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Nos últimos anos, a Reitoria implementou um amplo programa para redução de despesas, visando à melhor gestão dos recursos frente aos cortes de orçamento. Foram reduzidas em mais de 30%, nos últimos dois anos, as despesas com serviços de segurança, limpeza, combustíveis e manutenção de veículos, entre outras. Para aumentar a arrecadação própria, a Universidade revisou contratos de aluguéis e permissionários instalados nos campi, entre mais ações para enfrentar o cenário de déficit.

Em relação aos cortes anunciados nesta semana, a UFRJ buscará interlocução com o Governo Federal e o Congresso Nacional, com objetivo de impedir a interrupção ou compromentimento de atividades de ensino, pesquisa e extensão universitária na graduação, pós-graduação, Colégio de Aplicação, educação infantil e unidades de atendimento hospitalar.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro 

Prestes a completar 100 anos em 2020, a UFRJ é a maior universidade federal do país. Presença registrada nas cinco melhores posições nos mais diversos rankings acadêmicos na América Latina, a instituição conta com 266 cursos/habilitações de graduação, 130 cursos de mestrados acadêmico e profissional e 94 cursos de doutorado. Segundo o Ranking Universitário Folha 2018, a Universidade é a mais inovadora do país, o que também se deve à sua pluralidade: seu corpo social é composto por 67 mil estudantes, mais de 4 mil docentes e 9 mil servidores técnico-administrativos.

A UFRJ tem estrutura similar à de um município de médio porte, compatível com o seu grau de relevância estratégica para o desenvolvimento do país. Quarta instituição que mais produz ciência no Brasil, possui dois campi em outras cidades do Rio de Janeiro: um em Macaé, no interior do estado, e um em Duque de Caxias. Com projetos de ponta nas áreas científica e cultural, a antiga Universidade do Brasil tem sob seu escopo nove hospitais universitários, 13 museus, 1.200 laboratórios, 45 bibliotecas e um Parque Tecnológico de 350 mil metros quadrados com empresas de protagonismo nacional e internacional.

3 comentários

  1. Temos que ter paciência com o Bolsonaro,

    Por favor, trocaram o cérebro dele pela bolsa de fezes que ele carregou no hospital e ele piorou bem mais. Antes ele vomitava excrementos que subiam pelo esófago. Agora vem direto do SNC dele…É apenas um demente eleito devido a Imprensa suja que levou esgoto para a casa do brasileiro médio evangélico e analfabeto funcional por anos seguidos… Já que o PT resolveu fazer o básico da constituição e incluir a população negra. As famílias ficaram com medo destes cobraram a dívida histórica direto na fonte de problemas, quando passassem a organizar e comprar armas como bons cidadãos de bem incluídos…

  2. Este conjunto de forças negativas que hoje governa esta colonia, criou um buraco negro que hoje suga toda esperança de futuro para o povo brasileiro.
    Este governo nefasto, composto por rentistas, não somente entrega nossos ativos para o capital estrangeiros. Este grupelho, mostra na precarização da educação sua face mais preconceituosa, cruel e maldita, pois além de customizar a educação de qualidade para os mais ricos, claramente favorecem a educação privada, aumentando exponencialmente os já imorais lucros de poucos grupos dominantes na educação.
    Toda vez que cruzo com algum pobre que votou nesta excrescência e que tente justificar voto, não deixo de mostrar que enquanto ele ou seus filhos terão pouca ou nenhuma chance de acesso a educação de qualidade (se é que terão alguma educação academica), complementando que o acesso será restrito às familias de militares, pastores, ‘lideres comunitarios’, outros lideres religiosos, donos de seitas, de “igrejas”, e donos lojas caipiras, que sob palmas e urros direcionaram seus votos.

    Aliás, falando em lojas caipiras que obrigaram funcionários a votar, noto que ficaram bem depois do desfile escroto de apoio ao que hoje destrói o futuro destes funcionários e suas familias. Eu, que nunca havia ouvido falar destes caras, passei a ver uma grande campanha de mkt, desde painéis em jogos de futebol até patrocinio de eventos em canais à cabo.

    Como Lula falou: “Um bando”

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