Maia é minado antes de definir sua candidatura

Cobertura dos principais jornais se fixa em declarações seguidas de deputados ressaltando contradições ou como estrategista para se desconfiar  
 
Rodrigo Maia (Foto: Wilson Dias / Agência Brasil)
 
Jornal GGN – O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), possível candidato nas eleições deste ano, está sendo avaliado como contraditório na sua estratégia de disputa, pela imprensa. Mesmo não oficializando que participará da corrida eleitoral como candidato, sua agenda e declarações estão servindo como material para testificar as intenções do democrata.  
 
Hoje, o Painel da Folha confirmou que o deputado se reuniu nesta quarta-feira (10) com os presidentes do PP Ciro Nogueira (PI), e do Solidariedade, Paulinho da Força (SP), e os ministros do Temer, Alexandre Baldy (Cidades) e Mendonça Filho (Educação) para ampliar o apoio do deputado e missão de atrair outras siglas sendo que as primeiras que estão na mira são PSC e PR. Alias, se confirmada a sua pré-candidatura, Maia já estaria na frende dos demais concorrentes como o único até agora com o apoio de dois partidos. A informação já havia sido destacada ontem pelo Estadão, incluindo que a candidatura de Maia “já é dada como certa”.
 
O jornal ainda deu a agenda de viagem para os Estados Unidos que Maia fará no próximo sábado incluindo uma entrevista ao The Washington Post, um jantar com jornalistas e um encontro com o secretário-geral das Nações Unidas (ONU), o português Antonio Guterres. Além de uma viagem para Cancún onde participará de um fórum econômico. 
 
Um artigo da Agência Lupa, por sua vez, reforça contrariedades do posicionamento de Maia. No dia 9 de janeiro, por exemplo, o parlamentar comentou ao jornal O Globo: “Não vejo problema em discutir o assunto (candidatura à Presidência)”. Enquanto no dia anterior havia declarado ao Canal Livre da TV Bandeirantes que as chances de ser escolhido como candidato à Presidência pelo DEM  era “zero”. A matéria do Agência Lupa segue pontuando mais algumas declarações em que Maia negou o interesse de concorrer ao Planalto, se contradizendo logo em seguida. 
 
O que fica claro em todas as jogadas, tanto da imprensa quanto de Maia, é que, primeiro, o presidente da Câmara provavelmente está articulando sua possível candidatura mas evitava qualquer declaração à imprensa para não ser queimado antes da largada. A imprensa, por sua vez, reveste as ações de Rodrigo Maia como de um estrategista, a frente dos demais candidatos que, assim como ele, seguem a linha das reformas de Temer. Porém, o deputado é excessivamente contraditório, como se isso pudesse fazer parte do seu caráter, reduzindo-o a um presidenciável em que a população pode desconfiar.  
 
Como peça de estratégia maior
 
A possível candidatura de Maia também foi apontada pelo Estadão ontem como uma estratégia de minar a candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. A saída para o pleito do deputado, inclusive, estaria  recebendo o apoio nos bastidores do governador e também presidenciável, Geraldo Alckmin para este fim. 
 
Em outras declarações, Maia chegou a afirmar que Meirelles chegará na disputa sem o apoio do próprio partido, o PSD, e de Temer que se conseguir melhorar a imagem do seu governo nos próximos meses promoverá a própria candidatura. Por outro lado, se o governo fracassar e aumentar o desgaste com a opinião pública, nenhum dos seus ministros terá chance. 
 
Leia também: Meirelles diz que avalia condições “políticas” e “eleitorais” para candidatura
 
 

1 Comentário

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Neotupi

- 2018-01-11 15:33:49

Maia é a não notícia do não candidato.

Fala sério. Maia é candidato a se reeleger deputado eleitoral, e só. O resto é valorizar o passe dele próprio e do DEMos para ver se emplaca vice e melhorar a cotação das moedas de troca nas coligações estaduais.

Maia é candidato a continuar cacique na Câmara e, se um Janio Quadros ou Collor do século XXI ganhar na loteria eleitoral de 2018, candidanto a cacique em um suposto governo conservador. Só isso.

Esse tipo de "notícia" dos jornais é reprodução do que assessores de imprensa de Maia e do DEMos plantam.

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