Inmetro vai multar comerciante que vender lâmpadas incandescentes

Jornal GGN – A venda de lâmpadas incandescentes está proibida em todo o território nacional. O estabelecimento que desobedecer a determinação poderá pagar multa de R$ 100 até R$ 1,5 milhão. A fiscalização será feita pelo Inmetro por meio dos institutos de Pesos e Mediadas estaduais.

A legislação tem o objetivo de minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica. Uma portaria interministerial deu início à modernização em 2010.

A troca de lâmpadas incandescentes começou em 2012. Primeiro foram proibidas as incandescentes com mais de 150 watts. Em 2013, foi a vez das de 60 a 100W. Agora estão proibidas as lâmpadas incandescentes com potência de 40 até 60 watts.

Desde o ano passado, os comerciantes estão cientes da proibição mais recente. “Entendemos que o impacto não é brusco para os comerciantes, porque eles já vêm sendo instruídos nesse sentido desde a assinatura da portaria, em 2010”, disse o responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro, engenheiro Marcos Borges.

Da Agência Brasil

Venda de lâmpadas incandescentes está proibida no país a partir de hoje

Por Alana Gandra

A partir de hoje (30), está proibida a venda de lâmpadas incandescentes no Brasil. O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) começa a fiscalizar amanhã (1º), por meio dos institutos de Pesos e Medidas (Ipem) estaduais, estabelecimentos comerciais que ainda tenham à disposição lâmpadas incandescentes com potência de 41watts (W) até 60 W. Quem não atender à legislação poderá ser multado entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão.

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A restrição foi estabelecida pela Portaria Interministerial 1.007/2010, com o objetivo de minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica. Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75% em comparação a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. Se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%.

A troca das lâmpadas incandescentes no Brasil começou em 2012, com a proibição da venda de lâmpadas com mais de 150W. Em 2013, houve a eliminação das lâmpadas de potência entre 60W e 100W. Em 2014, foi a vez das lâmpadas de 40W a 60W. Este ano, começou a ser proibida também a produção e importação de lâmpadas incandescentes de 25 W a 40 W, cuja fiscalização ocorrerá em 2017.

Fiscalização

Segundo o responsável pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE) do Inmetro, engenheiro Marcos Borges, a fiscalização tem caráter educativo, porque os comerciantes foram orientados sobre a proibição desde o ano passado. “Por isso, entendemos que o impacto não é brusco para os comerciantes, porque eles já vêm sendo instruídos nesse sentido desde a assinatura da portaria, em 2010.”

Borges informou que, desde o apagão de 2001, o Inmetro desenvolve um programa de educação do consumidor brasileiro, no qual mostra que as lâmpadas incandescentes duram menos e consomem muito mais energia do que, por exemplo, a lâmpada fluorescente compacta. “Ficou claro para o consumidor que a lâmpada fluorescente compacta era muito mais econômica que a incandescente.”

Economia

Ele citou, como exemplo, o caso de uma casa com dois quartos que usaria em todos os cômodos lâmpadas incandescentes de 60 W. “Elas gerariam valor em um mês de R$ 20 a R$ 25 para iluminar a casa. Ao trocar por uma lâmpada equivalente fluorescente compacta, essa conta cairia para R$ 4 ou R$ 5 em apenas um mês. O consumidor entendeu isso e, ao longo do tempo, já vai deixando de usar esse material.”

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Números do Inmetro mostram que, em 2010, 70% dos lares brasileiros eram iluminados pelas incandescentes. Agora, somente 30% das residências usam esse tipo de lâmpada, que não podem mais ser comercializadas no Brasil, seguindo recomendação da Agência Internacional de Energia (AIE).

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41 comentários

  1. O consumo de energia no Brasil, sofrerá um impacto que ….

    O consumo de energia no Brasil, sofrerá um impacto que pode ser confundido com outros fatores econômicos, outra coisa que deveríamos proibir são os chuveiros elétricos, mais uma Belo Monte de economia de energia.

  2. O preço das lâmpadas

    O preço das lâmpadas fluorescentes, de led ou outros tipos já está no mesmo patamar dos preços das incandescentes? Embora realmente exista desperdício de energia, também tem que se pensar no bolso do comprador na hora da compra.

    • O custo é uma questão fundamental

      O custo maior das lâmpadas é compensado pelo menor consumo. Porém é verdade que para comunidades carentes e famílias de baixa renda pode haver uma barreira, principalmente no caso de substituição de lâmpadas de menor uso, caso em que a economia leva muito mais tempo para se fazer notar.

      Porém eu acho que é melhor debater e reivindicar a redução do preço das lâmpadas econômicas do que manter a produção das lâmpadas com tecnologia obsoleta.

  3. O comerciante que se ferre

    O comerciante que se ferre com o estoque que tenha, afinal, ele não fabrica…

    Igual àquela maldita tomada de 3 pinos, que, por si só, já merecia um impeachment…

    • mimimi

      Houve tempo suficiente para qualquer comerciante renovar seu estoque apenas com lâmpadas mais modernas. Esse argumento não procede. Se o comerciente ignora os avisos e insiste em comprar lâmpadas incandecentes mesmo sabendo da proibição iminente é uma decisão (errada) dele.

      E esse mimimi sobre a tomada de 3 pinos é ridículo. O padrão nacional é moderno, correto e era necessário. Trata-se de uma questão de segurança. É claro que a mudança implica em um ônus, mas não foi uma bobagem nem foi feito para fazer graça e muito menos para vender adaptadores. Foi feito porque era necessário.

      • Mas ha problemas na prática…

        O novo padrao de pinos mais grossos, por ex., para máquinas mais potentes. Como as instalaçoes que já temos nao recebem esses pinos, o que todos fazem? Usar um adaptador. O que significa que a energia obtida é a mesma que se obtém com os pinos mais finos… Ninguém vai mudar todas as tomadas da casa… E menos ainda dos locais de trabalho, onde isso nem é uma opçao.

        • Mas as instalações novas vão

          Mas as instalações novas vão ser feitas corretamente. Aliás pelas normas vingentes há mais de 40 anos (estou tomando como base as normas de projeto elétrico de 1976, quando eu fiz o curso do SENAI) faz muito sentido trocar as tomadas que recebem fiação de maior bitola (tomadas de cozinha, áreas de serviço e áreas externas), pois as tomadas normais tem contatos muito finos em comparação ao diêmetro da fiação. Ou seja, as normas de projeto elétrico há muito tempo preveem uma fiação mais grossa para tomadas que podem ser usadas por aparelhos de maior potência, havia uma falha em relação a normatização das tomadas.

          É verdade que muitas instalações estão fora do padrão, mas isso é o errado, as normas procuram impedir que seja feito o errado e induzir a fazer o certo. Por isso mesmo o errado dá mais trabalho e despesa.

          Na transição há um ônus. Você tem um custo em trocar todas as tomadas de casa, portanto usa adaptadores, mas ao longo de vários anos com todas as trocas normais de manutençao e as novas construções sendo feitas seguindo o novo padrão.

          A pessoas chiam porque só percebem a despesa e não realizam a questão da segurança. Depois que ocorre um acidente reclamam que as autoridades não previram o perigo e não fiscalizaram direito.

          • Concordo. Mas vai levar tempo…

            Mudei algumas das tomadas da cozinha. Mas nao na casa inteira. E, na universidade, nao tenho como mudar, e provavelmente nao vao ser mudadas nunca, nao há dinheiro nem para pagar os terceirizados. Estamos sem limpeza, sem elevadores, sem papel higiênico…

  4. Convenção social

    A moda é uma questão de convenção. Até meados do século XX o jeans era considerado um tecido grosseiro próprio de roupas de trabalho e não aceito como roupa de uso normal. A camiseta idem. Chapéus e bengalas cairam em desuso.  Roupas engomadas deixaram de ser exigidas como traje social e passaram a ser consideradas ridículas, ninguém mais usa abotoaduras e por aí vai. A moda tem seus fluxos e refluxos, o que é obrigatório em uma época cai em desuso e chega a ser ridicularizado em outra. Tudo é apenas uma questão de convenção social.

    Então de uma tacada a moda pode economizar uma Itaipu para o sistema elétrico apenas mudando uma convenção. Basta que a moda seja roupa amarrotada e roupa passada passe a ser fora de moda e considerado feio. Pronto, de cara aposentamos o ferro de passar roupa que é um dos maiores consumidores de energia, junto com o chuveiro elétrico.

    Tomar banho frio não é uma questão de convenção social, passar a roupa é.

    • Caro Ruy
      Acho que a questão extrapola um pouco a moda, mas sair com uma roupa bem feita, bem passada, feita com um bom tecido vai além da moda. Assim como uma boa comida, um bom vinho e uma boa música. Alguns prazeres perpassam o tempo, apesar da moda mudar.

      • Convenção social II

        Antigamente uma roupa bem passada significava colarinho e punhos engomados, coisa que hoje é considerada ridícula.

        Os Jeans eram considerados um tecido da pior qualidade, hoje há calças e casacos de Jeans caríssimos e considerados e extrema qualidade.

        Roupas bem feitas também são uma convenção social. Hoje existem calças jeans cuidadosamente desbotadas, desfiadas e esburacadas, custando muito mais por isso enquanto uma calça jeans em perfeito estado e sem nenhum desbotado é considerada feia e de peior qualidade.

        Nada é mais bonito que um terno de linho puro que fica completamente amassado em minutos, aliás quanto mais amassado mais bonito fica.

        Alguns prazeres perpassam o tempo, mas a convenção que diz que as roupas devem ser passadas não é um deles. É uma convenção social que poderia facilmente ser mudada.

        Entendo seu ponto de vista, mas boa comida e bom vinho é bem diferente de passar ou não a roupa.

  5. O risco das fluorescentes

    Embora haja esses argumentos econômicos contra o uso das incandescentes, ninguém fala sobre o risco altíssimo do mercúrio presente nas fluorescentes. Falo por experiência própria: certa vez estava tomando café da manhã e uma fluorescente explodiu, caindo os pedaços com o mercúrio sobre a minha cabeça e a mesa. E ainda tem a questão da engenharia reversa (recolhimento do descarte), ainda muito mal resolvido pela indústria.

    • LED

      Você tem razão. As lâmpadas fluorescentes compactas já ficaram obsoletas diante das lâmpadas de LED. Estou substituindo gradativamente todas as lâmpadas fluorescentes de casa por lâmpadas LED. É um investimento, mas são lâmpadas melhores, mais econômicas e mais duráveis.

      Como medida paliativa temporária até que essa substituição se complete é importante usar as lâmpadas fluorescentes compactas ou não com proteções de vidro ou plástico translúcidos (lustres) para evitar acidentes assim e também é fundamental descartar corretamente essas lâmpadas quando queimadas.

      Acho que em breve mesmo as fluorescentes compactas devem ser proibidas e os investimentos devem seguir pela tecnologia do LED.

    • o risco….

      a ditadura está no dna do poder público nacional. Sabe com quenm tá falando/! Teje preso!!! Aqui é “otoridade”!!! TÁ PROIBIDO!!! Comerciantes que se ferrem. F´[abricas, que dão centenas de empregos que se ferrem. O mercado e seu bolso que se adapte às lampadas 4 ou 5 vezes mais caras. Quanto se gasta com energia residencial? 10 ou 15% do consumo nacional? O restante é industrial. Destes 15% quanto é por causa delampadas incandecentes? É o país do poder de cima pra baixo mesmo!!!  

  6. Deixa eu entender

    INMETRO é aquele povo que impôs uma nova tomada e forçou meio Brasil a comprar adaptador ( as indústrias, muitas delas, simplesmente estão fazendo aparelhos com dois pinos apenas) e não satisfeitos, quando o equipamento é um pouco mais potente exigiram um pino com diâmetro um pouco mais grosso exigindo em contrapartida uma tomada de igual diâmetro mas que não há projeto elétrico- me mostrem um – especificando qual tomada deve ter tal especificação. 

    Eles são ótimos.

    • padronização necessária

      Continuo não entendendo esse mimimi em relação ao novo padrão de tomadas. Não dava mais para conviver com uma situação em que não havia um padrão definido. O novo padrão é tecnicamente correto e vem para melhorar. É lógico que durante a transição há um ônus, mas se não fosse assim não iria mudar nunca e as questões de segurança atendidas por esse padrão são importantes. Não dá para ignorar questões de segurança e depois ficar chorando pelas ocorrências de incêndios e outros acidentes provocados pela falta do padrão.

      O INMETRO define os tipos de tomadas. Há tomadas de dois pinos (sem aterramento) tomadas de três pinos (com aterramento) e tomadas para aparelhos de maior potência, que exigem condutores mais groso e por isso tem um conector também mais robusto. Tudo isso estã definido em normas técnicas exatas, sem ambiguidade.

      Há normas e há fiscalização, o que não impede de muitas pessoas ignorarem as normas e recomendações e não fazerem o aterramento por exemplo. Mas elas estão erradas e estão expondo as pessoas a riscos.  Apadronização não consegue obrigar a melhora de todas as instalações, mas é muito pior sem ela.

       

      • Prezado Ruy

        A questão da padronização eu até aceito – não vou entrar no mérito porque mais um quando no mundo já existe um tanto. Mas como disse, eu desconheço projeto elétricos de edificações onde seja especificada qual a corrente (ou potência) pode ser demandada nesta ou naquela tomada. E o normal são os orifícios com diâmetro “normal”. Mas aparelhos mais potentes e hoje estão cada vez mais potentes, veja por exemplo máquina de café, são equipados com plug de pinos mais grossos, o que força a um sem número de usuários a comprar um adaptador de tomadas (mesmo nas novas instalações). Já enviei email ao INMETRO solicitando os esclarecimentos: qual seria a diferença, em custo, se todos os plugs e tomadas já fossem feitos com pinos mais grossos? Eles querem ver nós irmos às lojas comprar os benditos benjamins.

        • Esses adaptadores não deveriam ser usados

          Esses adaptadores não deveriam ser usados, o certo é fazer um projeto elétrico correto.

          No projeto elétrico é previsto sim a potência dos aparelhos. Tomadas de áreas de serviço, cozinhas e áreas externas devem ter um cabeamento mais robusto pois é lá que se ligam as máquinas de lavar roupas, ferros elétricos, cafeteiras e aparelhos de jardim. Usar um adaptador que reduza o diâmetro do contato pode estressar a fiação que se aquece mais e expôe a instalação ao perigo de um curto-circuito. Não quer dizer que vai acontecer sempre, mas acontecerá em alguns casos e aí trata-se de salvar vidas, mais do que bens materiais.

          Inclusive os adaptadores que reduzem a bitola dos contatos não são homologados pelo INMETRO, sendo portanto equipamentos clandestinos. O mesmo ocorre com os adaptadores que mudam de três para dois pinos, inutilizando o fio terra.

          Sim, a cultura hoje é despezar o fio terra e não dar bola para os riscos de uma instalação inadequada. Depois em caso de incêndio é chorar sobre o leite derramado (ou pior, sobre o cadáver de um ente querido).

          Você tem razão, hoje temos muito mais equipamentos elétricos do que no passado, por isso mesmo a falta de preocupação em relação à qualidade das instalações elétricas que é costume que já vem de muitos anos, torna-se cada vez mais perigosa.

          Segurança tem um custo e a maioria das pessoas não gosta de arcar com ele porque acha que os acidentes só acontecem com os outros. Depois que a desgraça acontece ficam reclamando que as autoridades competentes não previram e não fiscalizaram direito.

  7. Fluorescentes sao muito piores!

    Liberam mercúrio no ar, mesmo quando nao estao quebradas. E há o problema do descarte delas. Proteger a saúde das pessoas é mais importante do que economizar energia! As de Led sao as melhores por enquanto, mas sao muito caras, e nao sei durante quanto tempo serao mais econômicas: as fluorescentes tb eram, no início, e já deixaram de ser… Os fabricantes tomarao as medidas necessárias para isso, nao vao querer vender menos.

    Por mim, comprei cerca de 900 reais em lâmpadas incandescentes antes que ficassem inencontráveis. Como já tenho 68 anos, acho que tenho lâmpadas para o resto de minha vida, rs.

    • estoque

      Você tem razão quando fala que o preço é alto. Mesmo sendo mais econômicas, há uma questão de acessibilidade para quem tem menor poder aquisitivo. É importante investir fortemente na redução do preço das lâmpadas LED (já não compensa investir nas fluorescentes compactas), esse é um ponto fundamental na questão.

      A questão de durabilidade e a possibilidade das empresas reduzirem a qualidade (e por consequencia a vida útil) do produto para vender mais é válidapara qualquer tipo de lâmpada, assim coo para qualquer produto em geral. Não é uma questão específica das novas tecnologias de lâmpadas.

      Você está no seu direito de fazer um estoque de lâmpadas incandecentes, mas acho que fez um mal negócio. Efetivamente se for substituindo as lâmpadas queimadas por lâmpadas LED você vai fazer economia. A diferença de consumo é brutal. Uma lâmpada LED consome 80% menos que uma incandecente com a mesma capacidade de iluminação. Para lâmpadas que permanecem a maior parte do tempo apagadas pode ser que essa economia não seja perceptível, mas para lâmpadas muito usadas não há como não notar a diferença. Fazer um estoque envolve custo, você está imobilizando dinheiro, então acho que pelo lado econômico não vale a pena. MAs se você gosta mais da luz incandecente aí é outra história, vale para satisfazer uma preferência pessoal.

        • Mesmo tipo de problema que as econômicas e que as LED.

          O problema tanto das econômicas como das LEDs é que elas tem um baixo Ídice de Reprodução de Cores (IRC), ou seja, trabalham numa gama estreita do espectro. O IRC de uma lâmpada de filamento é em torno de 100% e uma LED pode ser abaixo de 85% (mínimo aconselhado para o conforto visual).

          Há lâmpadas LED RGB (Red Green e Blue) que na realidade são três lâmpadas justas, porém o preço é um mimo, acima de R$150,00, estas tem um IRC de 100% e quem quiser uma luz correta para trabalhar tem que procurar isto, se não as cores ficam distorcidas.

          Em resumo, mais uma vez nos entubaram.

          • É ótimo qdo nos explicam algo q a gente sente s/ saber por quê..

            Obrigada!

            Na verdade, no escritório uso uma fluorescente dita correspondente a 200watts (nao lembro de quantos watts ela é), porque para usar lâmpadas incandescentes de 200watts o gasto com energia seria muito alto. Tentei trocá-la por duas de led ditas correspondentes a 150 watts cada uma, mas de luz mais amarelada, que julguei que seriam mais confortáveis à vista; só que isso nao proporcionou iluminaçao suficiente, meu escritório é grande, tive que voltar para a fluorescente, de cuja luz já nao gosto.

          • Paulo, para leitura é melhor utilizar uma iluminação localizada

            Paulo, para leitura é melhor utilizar uma iluminação localizada com uma lâmpada halógena, pois o índice de reprodução de cores (IRC) é de 100% como uma incandescente.

            Ninguém explica direito, o conforto visual não é dado pela eficiência energética das lâmpadas, mas sim pelo IRC, que deve ser maior do que 80%, várias lâmpadas econômicas tem índice abaixo disto e as LEDs estão no limite, logo onde é necessário que as cores não estejam distorcidas deve ser colocado uma iluminação focalizada com uma halogênica, ou se conseguir uma LED com IRC maior do que 85% aí serve.

        • Boas para decoração

          Lâmpadas halógenas são lâmpadas incandecentes co filamento de tungstênio e um halógeno (halógenos é um grupo de elementos da tabela periódica) misturado a umgás inerte no bulbo. São lâmpadas mais eficientes que as incandecentes comuns e sempre foram mais caras. Geralmente são produzidas com menor potência e às vezes tem um refletor para direcionar o feixe de luz.

          É que a luz dessas lâmpadas realça as cores de modo que é muito usada para iluminação direcional de quadros, arranjos florais ou outros elementos decorativos. Muitos projetos de iluminação usam essas lâmpadas e criaqm ambientes muito bonitos e agradáveis, mas geralmente em salas de visitas, salas de estar, corredores e outros cômodos de estar. É incomum seu uso em áreas funcionais como cozinhas e áreas de serviço.

          • O link que eu coloquei no

            O link que eu coloquei no post acima não funcionou.

            Posto a imagem da lâmpada halógena que comprei por 5 reais.

            O que me surpreendeu foi o formato que é similar a de uma incandescente.

            Obrigado Ruy.

      • Seja como for, o negócio está feito

        Portanto, é mais econômico eu usar o que comprei. E realmente gosto mais da luz das incandescentes. Quanto à durabilidade, o que os fabricantes podiam fazer para diminuí-la eles já fizeram com as incandescentes e fluorescentes, mas acho que ainda nao esgotaram o estoque de maldades com as de led, até porque desejam que todo mundo raciocine que serao mais econômicas. Basta que mais gente migre para elas que a durabilidade irá diminuir.

        • Obsolecência planejada é um fenômeno do capitalismo

          Lâmpadas com tecnologias diferentes tem gamas de cores diferentes e realmente tem muita gente que gosta mais da luz das lâmpadas incandecentes. Se essas lâmpadas fossem usadas alternativamente às mais econômicas, sendo minoria, não haveria necessidade de proibir sua produção. No caso a proibição foi feita para forçar uma mudança de hábito, já que muita gente que poderia preferir as lâmpadas mais modernas não o faria por costume ou pelo preço menor.

          Na verdade a partir do momento em que as lâmpadas LED atingirem uma maior economia de escala de produção, tecnicamente elas poderiam se tornar até mesmo mais baratas que as incandecentes.

          É claro que a indústria tem práticas perciciosas como a obsolecência planejada ou a não redução de preços mesmo havendo redução de custos (através de processos de cartelização), mas isso não é culpa desta ou daquela tecnologia, é culpa de um sistema pernicioso que coloca o lucro de poucos acima dos interesses da maioria da sociedade, ou seja, o capitalismo.

           

  8. Fora do padrão físico

    Há lustres, abajures, suportes, spots, candelabros, enfim, uma quantidade imensa de componentes de iluminação onde simplesmente não cabem as lâmpadas fluorescentes compactas. As de LED até tentam ter o mesmo formato, mas muitas fluorescentes não seguem o padrão, pois o reator é muito mais largo que a parte rosqueada.

    • não mais

      Tem várias lâmpadas de LED (na verdade a maioria) que tem exatamente o mesmo formato das lâmpadas incandecentes.Esse argumento valia quando só havia a alternativa das lâmpadas fluorescentes compactas, mas hoje não mais.

  9. Prefiro as incandescentes

    E tenho uma razão prática para isso. Sou professora de botânica, e a estufa de secagem de plantas da escola, muito utilizada, funciona com lâmpadas incandescentes. Tenho um pequeno estoque de lâmpadas, mas como vou fazer quando acabar? Existem estufas a gás, mais modernas e caras, e enquanto não comprar uma ficamos sem desenvolver parte importante de nossos trabalhos de ensino e pesquisa?

    E os produtores rurais que utilizam chocadeiras com lâmpadas, como ficam?

    Além disso, a luz das incandescentes é mais bonita. Gostaria de continuar escolhendo o tipo de lâmpada que vou utilizar.

    Posso desconhecer outros tipos de lâmpada que também emitem calor, para resolver o problema da estufa.  Nesse caso, alguém sabe informar se existem?

    • Lâmpadas infravermelhas

      Existem lâmpadas de infravermelho que são feitas para esse tipo de aplicação. Elas continuarão a ser produzidas porque são feitas para gerar calor, ou seja, é uma aplicação específica. O uso de lâmpadas comuns é uma gambiarra. Se quiser fazer uma estufa com uma gambiarra baratinha pode até usar uma resistência de aquecedor elétrico, mas eu não recomendo. O usop de lâmpadas infravermelas é muito mais seguro e correto e o custo não é proibitivo.

    • Aquecedores de ambiente
      Neste inverno, ainda mais se fores do sul, uma pesquisa básica e encontrarás um tanto.

  10. E pra leitura? Qual lâmpada usar?

    Tenho o hábito de usar lâmpadas incandescentes de 100W e é a melhor para leituras à noite. Lâmpadas de LED e fluorescentes deixam o ambiente com penumbra, tensiona a leitura. São lâmpadas muito diferentes que não compactuam para atividades de leitura, como a incandescente. Qual a melhor opção no mercado agora??

      • Leitura e cores

        Olha, eu leio muito tanto livros em papel quanto com um leitor com tela de e-Ink (que reproduz a imagem de papel impresso). Meu leitor de eBook não tem iluminação própria. Em todos eos casos leio à noite usando duas lâmpadas de LED de 5W cada (5W LED = 60 W incandecente). Gosto muito dessa iluminação. Como os livros são impressos em tinta preta sobre papel branco tanto faz a fidelidade de reprodução de cor.

        Para livros de arte com reproduções coloridas ou livros de fotografia o ideal não é bem lâmpadas incandecente. As lâmpadas halógenas seriam melhores, É verdade que lâmpadas halógenas são um tipo especial de lâmpadas ioncandecentes, mas também são mais caras e mais eficientes que as incandecentes comuns. Mas nesses casos (ilustrações ou fotografias coloridas) o ideal mesmo é a luz solar (ou seja, mes as gravuras/fotografias de dia).

  11. Como fica a questão das lâmpadas para uso dentro de fornos e gel

    Ruy Acquaviva,

    Como fica a questão das lâmpadas que são utilizadas em fornos e geladeiras? As lâmpadas abaixo de 40W continuarão sendo vendidas?

     

     

    • Acredito que sim

      Acredito que sim porque a economia em trocá-las é mínima. São lâmpadas que ficam acesas por curtos períodos de tempo, além de serem menos potentes, portanto não fazem grande diferença no contexto total. Vale mais a pena investir na eficiência da geladeira do que se preocupar com o consumo da lâmpada.

       

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