Estudo do IBRE aponta desafios da produtividade no país

Assim como ocorreu no ano passado, o aumento dos níveis de produção e bem-estar da população brasileira no futuro tem relação direta com o crescimento da produtividade. Esse é o tema de mais um estudo sobre os desafios que o Brasil tem pela frente para ser mais produtivido e consequentemente mais produtivo – como o Mapa Estratégico da Indústria 2007-2015, da Confederação Nacional da Indústria (CNI) [veja abaixo], e do estudo “A Política de Inovação”, dos economistas da Unicamp, Carlos Américo pacehco e Juliop GOmes de Almeida. Chamado de  “Desafios Brasileiros no Longo Prazo” [leia abaixo], foi realizado pelos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Economia (IBRE), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), Regis Bonelli e Julia Fontes.

Em entrevista ao FGV Notícias, os autores disseram que o trabalho “enfatiza as mudanças demográficas pelas quais o país vem passando e aponta para o fato de que essas mudanças embutem importantes restrições ao aumento futuro da força de trabalho”.

Bonelli e Fontes demonstram, por exemplo, que no restante da década atual a população deverá crescer a 0,7% ao ano (a.a.), enquanto a população em idade ativa (PIA) crescerá um pouco mais, a 1,2% a.a. Taxas médias de crescimento da produtividade de 1% nesta década permitirão um crescimento de 2,3% a.a. para o PIB até 2020, o que, segundo eles, é pouco.

Bonelli e Julia ressaltam que “taxas mais altas para a produtividade, de 3% a.a., que há muito não experimentamos, permitirão crescimento mais elevado do PIB, de 4,3% anuais”. E concluem que o crescimento no longo prazo “será cada vez mais limitado pela mudança demográfica e, simultaneamente, cada vez mais dependente dos ganhos de produtividade”.
 

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