21 de maio de 2026

Justiça britânica aceita parcialmente recurso de Assange e adia decisão sobre extradição para os EUA

A decisão foi vista pela defesa de Assange como uma vitória parcial, já que nos EUA ele corre o risco de ser condenado a 175 anos de prisão
Julian Assange | Foto: Divulgação/Flickr Espen Moe

O Tribunal Superior de Justiça de Londres acatou parcialmente, nesta terça-feira (26), o recurso de Julian Assange, fundador do WikiLeaks, sobre o pedido de extradição feito pelo Estados Unidos.

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A decisão foi vista pela defesa de Assange como uma vitória parcial, já que nos EUA ele corre o risco de ser condenado a 175 anos de prisão, acusado de espionagem, por tornar públicos mais de 700 mil documentos confidenciais sobre atividades militares e diplomáticas do governo americano.

A decisão do tribunal britânico, publicada nesta manhã, também estabeleceu o prazo de três semanas para que o governo americano preste mais informações sobre o caso.

O senhor Assange não será extraditado imediatamente. O tribunal deu ao governo dos Estados Unidos três semanas para dar garantias satisfatórias“, decidiu o tribunal.

A decisão final da Corte de Londres é considerada a última chance de Assange escapar da extradição aos Estados Unidos, que alega que as revelações do WikiLeaks colocaram em perigo a vida dos seus agentes, porque publicou “indiscriminadamente e conscientemente” os nomes de fontes.

Assange foi preso pela polícia britânica em 2019, depois de passar sete anos refugiado na embaixada do Equador em Londres, a fim de evitar sua extradição para a Suécia, onde enfrentou acusações de agressão sexual, que posteriormente foram retiradas.

O jornalista está há quatro anos na penitenciária de segurança máxima de Belmarsh, no leste de Londres. Em janeiro de 2021, um tribunal britânico rejeitou, em um primeiro momento, o pedido de extradição para os EUA. Porém, uma apelação americana fez com que, 11 meses depois, o tribunal anulasse essa decisão. 

Já em junho de 2022, o governo britânico aceitou sua extradição, mas Assange recorreu, o que atrasou a execução de sua entrega para os EUA.

A esposa do ativista, Stella Assange, declarou que o marido pode morrer se for extraditado aos EUA. “Sua saúde está piorando, física e mentalmente. Sua vida corre perigo todos os dias que ele permanece na prisão e se for extraditado morrerá”, disse Stella.

Assange tem nacionalidade australiana. Recentemente, o primeiro-ministro Anthony Albanese e o Parlamento da Austrália aumentaram as pressões para que os EUA e a Inglaterra desistam da extradição.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

3 Comentários
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  1. Frederico Firmo

    26 de março de 2024 11:23 am

    A justiça britânica não está apenas julgando o pedido absurdo de extradição ela se especializou aem torturar Assange. Assange está preso há muitos anos a espera de uma decisão absurda de extradição. Estados unidos passam a mão na cabeça de Trump cheio de documentos secretos no banheiro da mansão na Flórida e depois de incitar a tomada no capitólio e trata o wikileaks como traição. Os inglêses continuam de quatro fazendo tudo que os americanos querem Enquanto isto Assange continua preso sem acusações na inglaterra. Sequer o direito de ser julgado em liberdade lhe foi dado. Sem julgamento Assange cumpre uma pena que sequer foi julgada honestamente. Precisaram criar uma acusação de estupro para mantê-lo preso com ajuda da Suecia que finalmente entrou para a Nato e cujo governo de direita, administrou tão mal a pandemia que matou milhares de suecos desnecessariamente.

  2. Fábio de Oliveira Ribeiro

    26 de março de 2024 11:58 am

    Não é possível comemorar essa decisão. Julian Assange continuará preso e, portanto, totalmente à disposição dos seus acusadores americanos. As autoridades inglesas continuarão tratando-o como um objeto que pode ser utilizado na arena diplomática para a Inglaterra extrair vantagens nas suas relações bilateriais com os EUA. Pior, na prática a Suprema Corte da Inglaterra se recusou a proferir uma decisão em favor de Assange ou contra ele. De acordo com a decisão, Assange não é nem um jornalista que não pode ser politicamente perseguido pelos EUA, nem um criminoso que pode ser extraditado para ser julgado pelos gringos com base na Lei de Espionagem. A Justiça inglesa renunciou em parte à tradição da Common Law, proferindo uma decisão claramente inspirada no processo “per formulas” da Roman Law, em que o Iudex podia se recusar a decidir um caso declarando não estar esclarecido (“non liquet”, algo que obrigava as partes a desistirem da ação ou buscar outro juiz).

  3. carlos marques

    26 de março de 2024 2:29 pm

    KKKKKKKKKKKKKKKKKK….desculpe mas não poderia deixar de rir. Qual jornalista nesse mundo que recebesse esses dados não iria publicar? Além de publicar a metade das informações, venderia o resto para todos os interessados. Somente se fosse um jornalista jumento.

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