4 de junho de 2026

Appio revoga prisão de Tacla Duran, em decisão que clama pela Constituição e democracia

Novo juiz da Lava Jato assegura o direito constitucional de presunção de inocência e lembra os vícios da Operação. Confira a decisão
Juiz Eduardo Appio, homem branco com terno e gravata, expressão séria e estante de livros no fundo da sala
O juiz federal Eduardo Fernando Appio

O novo juiz da Lava Jato no Paraná, Eduardo Appio, revogou a prisão preventiva contra o advogado Rodrigo Tacla Duran, decretada em 2016 por Sergio Moro, em decisão que assegura o direito constitucional de presunção de inocência, lembra os vícios da Lava Jato e faz apelo pela “sobrevivência das frágeis raízes da democracia brasileira”.

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Appio lembrou que infringir o direito constitucional mínimo da inocência tem sido uma dos tipos de “ataques ancorados em pilares intelectuais totalitários e policialescos”, e ressaltou que os próprios ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) vêm sendo vítimas desses ataques.

O novo juiz também destacou que foram aplicados, na Lava Jato, “a personalização da perseguição estatal” e “parcialidade do juízo”, como já confirmaram os ministros do Supremo, nas decisões que anularam as condenações de Sérgio Moro.

“Todos somos contra a corrupção no país. (…) Todavia, os meios para se atingir tão nobre desiderato devem ser empregados dentro da lei, assegurando-se imparcialidade do juízo, bem como a ampla defesa (a qual inclui imunidade do cidadão contra a personalização da perseguição estatal).”

Concluiu afirmando que “a lei penal e a justiça criminal são impessoais e republicanas”.

“O cidadão Tacla Duran tem, a meu ver, o direito de exercer seus direitos de defesa (devido processo legal substantivo) em liberdade, até que sobrevenha eventual condenação (até porque se encontra hoje amparado em recentíssima decisão do Egregio Supremo Tribunal)”, determinou Appio.

Confira, abaixo, as últimas conclusões do magistrado, na decisão que garantiu a Duran o direito de responder em liberdade:

A íntegra da decisão:

“Democracia é coisa frágil. Defendê-la requer um jornalismo corajoso e contundente. Junte-se a nós: www.catarse.me/jornalggn

Patricia Faermann

Jornalista, pós-graduada em Estudos Internacionais pela Universidade do Chile. Coordenadora de Projetos. Repórter e documentarista de Política, Justiça e América Latina do GGN desde 2013.

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4 Comentários
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  1. AMBAR

    16 de março de 2023 7:35 pm

    Enfim um juiz. Ou esse magistrado não estudou no Paraná ou moro e dalanhol ingressaram nas suas carreiras de”pistolão”.

  2. Célio Ferreira Facó

    16 de março de 2023 7:49 pm

    Um Juiz! Que diferença entre um Juiz e um lacaio das Oligarquias e da Rede Globo semianalfabeto! Bravo!

  3. Mário Mendonça

    17 de março de 2023 10:44 am

    Ambar e Célio, no caso Banestado, que envolve diversas oligarquias,quem foi mais juiz, Moro ou Elen Gracie?

  4. AMBAR

    17 de março de 2023 8:49 pm

    Mário Mendonça, moro, minúsculo mesmo, nunca foi juiz: ele estava juiz, como se observou em seguida.Ellen Gracie Northfleet, nomeada pelo FHC para a suprema corte, tanto quanto o moro, serviu ao fim a que destinava.

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