Atos pró-bolsonaro não preocupam ministros do STF e políticos alvos nos protestos

Coluna Painel: adesão foi descrita como menor do que a esperada e creditada em boa medida à figura de Sérgio Moro, que teria “salvado” as manifestações

Manifestantes em ato pró-Bolsonaro na Esplanada dos Ministérios-Brasília. Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil

Jornal GGN – Bolsonaro e seus apoiadores não conseguiram levar para as ruas números suficientes para alterar significativamente a conjuntura política a seu favor. Essa é a avaliação de ministros do Supremo Tribunal Federal e de integrantes da cúpula do Congresso, segundo informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

“A adesão foi descrita [por membros do STF e do Congresso] como menor do que a esperada e creditada em boa medida à figura do ministro Sérgio Moro, que teria “salvado” as manifestações pró-governo”, escreve Daniela Lima que assina a coluna.

As manifestações não causaram preocupação nem ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), um dos principais alvos dos manifestantes. Seu partido vem monitorando as redes sociais avaliando que existe uma estratégia para colocar sua imagem como foco de críticas.

Em uma reunião com aliados do centrão na tarde deste domingo, Maia comentou que os protestos do dia 15, contra o governo, foram três vezes maiores em relação aos atos de ontem, pró-Bolsonaro, que tiveram oito vezes mais compartilhamentos nas redes, sugerindo que robôs estão sendo utilizados para inflar o apoio a Bolsonaro.

Ainda segundo a coluna Painel, ministros do STF apontam que Bolsonaro está sendo ambíguo em seus discursos. No domingo, ele repetiu via Twitter que “quem estivesse nas ruas pelo fechamento do Congresso ou STF estaria na manifestação errada”, mas pouco antes havia compartilhando na mesma rede social um vídeo de um manifestante apoiando a CPI da Lava Toga, ou seja, a criação de uma comissão parlamentar de inquérito para investigar os ministros de cortes superiores.

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O presidente também participou de eventos públicos voltando a relacionar o Congresso à velha política.

“Na avaliação de integrantes do Supremo, mesmo que critique pautas radicais, o presidente estimula que parcela da população se volte contra a corte e o Congresso ao dizer que os protestos são um ‘recado aos que teimam com velhas práticas'”, completa Daniela Lima.

A colunista afirma ainda que, além de exaltar os atos nas redes sociais, o presidente enviou mensagens pelo WhatsApp a ministros enaltecendo as manifestações. Aliados do governo defenderam o presidente afirmando que a mensagem apenas foi um pedido para que o Congresso seja ‘maduro’ em relação a pauta da reforma da Previdência.
Para ler a coluna Painel na íntegra, clique aqui.

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4 comentários

  1. Subestimam o fascismo como subestimaram o não vai ter golpe,a prisão de LULA e a ascensão de um miliciano psicopata.

  2. seria ridículo se o congresso e o stf
    tivesse alguma preocupação com essas manifestações,
    claramente manipuladas pela grande midia golpista e
    seus interesses absurdos e
    obsacuros em acabar com a previdencia….
    ridículas , pingos de gente andando num domingo
    de sol entre sete quarteirões com chiques
    e equipadiussimos carros de som em cada quarteirão
    com mensagens unicamente desses interesses
    obsurantistas dessa elite infame….

  3. A burguesia fede, a burguesia quer ficar rica, enquanto ouver burguesia, não vai haver poesia.
    (Cazuza) foi o que vimos no domingo nas ruas, a burguesia neofascista defendendo a agenda escravocrata das elites contra os trabalhadores os estudantes os aposentados e a favor dos banqueiros especuladores e ricos desse país, a burguesia fede.

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