10 de junho de 2026

Condenação do TCU contra Dallagnol por diárias da Lava Jato é anulada

Vara de Curitiba defendeu o ex-procurador da Lava Jato e anulou a condenação do TCU
Foto: Reprodução/Redes

A 6ª Vara Federal de Curitiba anulou a decisão do Tribunal de Contas da União (TCU) que condenou Deltan Dallagnol. O ex-coordenador e procurador da Operação Lava Jato havia sido considerado culpado por gastos excessivos nas diárias de hospedagem pagas a membros e colegas da força-tarefa.

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O órgão paranaense determinou que Dallagnol não era responsável por decidir o modelo de escolha das hospedagens. Essa decisão “foge das atribuições de um Procurador da República de primeira instância”, posiciona a Vara.

“(Deltan Dallagnol) não exerceu papel algum como ordenador de despesas e nem sequer arquitetou o modelo de pagamento das diárias e passagens dos colegas integrantes da força-tarefa relativa à denominada ‘Operação Lava Jato”, defende o despacho.

LEIA: Condenação de Dallagnol é “recado” a todos os agentes que abusam de seu poder, diz Grupo Prerrogativas

O texto da Vara de Curitiba também alega que Bruno Dantas, ministro do TCU responsável pela ação que condenou Dallagnol, não evidenciou o quanto foi gasto a mais nas diárias:

Ele (Bruno Dantas) resolveu, por sua própria iniciativa, quantificar a dívida ao Erário, sem considerar que o órgão de instrução técnica do TCU ainda não havia apurado a ‘diferença entre os custos com diárias e passagens e aqueles que teriam sido despendidos caso fosse realizada a remoção de interessados para atuar na força-tarefa da Lava Jato’, completou.

Johnny Negreiros

Estudante de Jornalismo na ESPM. Estagiário desde abril de 2022.

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2 Comentários
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  1. AMBAR

    6 de dezembro de 2022 4:01 pm

    QUE “BÊNÇA”!Os acusadores deverão recorrer da primeira instância, e, claro, da segunda também, na república do paraná. Em não logrando êxito, é começar outra ação, dessa vez com acusações pormenorizadas e mais provas, já que não foi julgado o mérito da questão.
    Como o indigitado está protegido, e os recursos sucessivos poderão levar à prescrição, é melhor achar outro caminho, ou fazer uma acusação nova e mais robusta.

  2. IVETE MARIA CARIBE DA ROCHA

    6 de dezembro de 2022 4:53 pm

    Curitiba sempre protegendo meliantes da elite, até quando vão usar o poder da toga para blindar os verdadeiros corruptos?

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