Gurgel é denunciado por transformar o MP em uma “megagrampolândia”

Jornal GGN – Faltando seis dias para deixar o cargo de Procurador Geral da Republica, Roberto Gurgel, é acusado pelo CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público) de violar e grampear informações. Segundo o relatório do CNMP, o procurador ordenou o grampeamento de, pelo menos, 16,4 mil telefones em investigações de promotores e procuradores por todo o país, até maio de 2013.

O relatório do Conselho “revela que 292 e-mails foram monitorados – sendo que 9.558 pessoas são investigadas. O número pode ser ainda maior porque o Ministério Público de São Paulo forneceu informações incompletas, e os Estados de Minas Gerais, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte não informaram”.

“Não há rotina de inspeção dos grampos usados nas investigações realizadas pelo Ministério Público, algo que o Conselho deveria sanar”, afirmou conselheiro do CNMP Fabiano Silveira. Ele também pede a punição para as unidades que não prestarem informações ao CNMP.

Os dados foram divulgados pouco mais de um mês após o Congresso derrubar a PEC 37, que visava esvaziar o poder de investigação do órgão. Porém, devido à jornada de mobilizações de junho, várias reivindicações foram colocadas na ordem do dia, inclusive o debate sobre a PEC.

Mais escândalos

Nessa semana, o CNMP entrou com pedido de representação contra Gurgel por suspeita de proteger o ex-senador Demóstenes Torres.

O procurador-regional da República, Manoel Pestana afirmou que há graves ocorrências contra Gurgel e cita, inclusive, a Operação Monte Carlo, da PF. “Há fortíssimos indícios de que o PGR faltou com a verdade ao afirmar que reteve o mencionado inquérito por razões de estratégia”, afirma Pestana.

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 Para o procurador-regional, Gurgel sentou-se sobre a Operação Monte Carlo, dificultando os inquéritos e obrigando a Polícia Federal reiniciar quase do zero as investigações. Para Pestana a proteção de Gurgel “ajudou o bando de Carlinhos Cachoeira e Demóstenes a eleger seus representantes políticos e se infiltrarem em postos no governo”.

Com informações do Portal 247

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1 comentário

  1. Grampo

    Quem pede o “grampo” não é o Procurador Geral da República, mas cada procurador ou promotor (no caso dos MPs Estaduais) de cada caso…

    E pela lei, tem de ter autorização da Justiça ou então é ilegal e não vale como prova…

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