Lava Jato: Só jogando para a plateia, por Rogério Maestri

Donde se conclui que realmente a expressão “não tenho provas, mas tenho convicções” é uma representação da falta de qualidade dos promotores, que sabem tudo de leis e zero de processo de investigação.

Lava Jato: Só jogando para a plateia, por Rogério Maestri

Não gosto muito de comentar assuntos a partir de fatos e documentos do dia ou da semana, simplesmente porque acho que isto é uma função de um jornalista, para que não tenho a mínima qualificação. Entretanto a partir das leituras das conversar do Moro e os dalanhóis, percebi uma coisa o amadorismo em termos de investigação destes “doutores” e agora entendo o porque do desconforto das polícias civis e federal perante a intromissão dos promotores dentro do processo investigativo, poia são verdadeiras marocas fofoqueiras que só querem jogar com a imprensa.

Quanto as tramoias de Moro e dos Procuradores, nada me surpreendeu, porém o que se vê é que a imprensa não correu tão atrás destes agentes da justiça, mas simplesmente foi exatamente ao contrário, a Lava Jato se preocupava não em achar provas ou rechear o processo com algo mais positivo, o que se vê em todos os documentos vazados para o “The Intercept”, que a maior preocupação da Lava Jato era jogar para a plateia, ou seja, ver qual era a repercussão de cada ato que eles faziam.

Se analisarmos com cuidado, veremos que o trabalho dos promotores não foi nada intenso em termos de procurar algo, mas sim em com o quase nada que tinham era de ver a forma de ficar mais palatável para a imprensa de direita, pois para a imprensa não engajada na perseguição ao PT e presidente Lula só vi uma referência ao GGN.

Leia também:  Encontro secreto de Deltan envolveu bancos réus na class-action da Petrobras

Acho que este esquema de Ministério Público investigando, está mais para fofoqueiros do que para investigadores, não há uma referência de algo que eles pensaram para expandir as suas “provas” que eram simplesmente inexistentes e ficaram o tempo todo preocupados com o que a imprensa iria falar. Donde se conclui que realmente a expressão “não tenho provas, mas tenho convicções” é uma representação da falta de qualidade dos promotores, que sabem tudo de leis e zero de processo de investigação.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora