Rosa Weber nega liberdade a suspeitos de hackear celulares de autoridades

Gustavo Santos e Suelen de Oliveira foram presos no dia 23 de julho e a segunda fase da Operação foi deflagrada hoje, com outras duas prisões.

Jornal GGN – A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF), Rosa Weber, negou conceder liberdade aos dois suspeitos de hackear celulares de autoridades, presos na Operação Spooting da Polícia Federal, na tarde de hoje (19). Gustavo Santos e Suelen de Oliveira foram presos no dia 23 de julho e a segunda fase da Operação foi deflagrada hoje, com outras duas prisões.

Na fase de hoje do inquérito que investiga o hackeamento de celulares de cerca de 1000 pesoas, incluindo a força-tarefa de Curitiba e autoridades como o presidente Jair Bolsonaro, a PF prendeu o programador de computadores Thiago Martins, conhecido como “Chiclete” e Luiz Molição. O programador já esteve envolvido em episódio anterior da compra de uma Land Rover com o ex-jogador de futebol Tulio Guerreiro.

Nos pedidos de liberdade ingressados na última instância, a ministra considerou que não havia “flagrante ilegalidade” nas prisões de Gustavo e Suelen. Com os dois, foi preso também Walter Delgatti Neto, suspeito de ter acessado conversas dos procuradores da Lava Jato, no vazamento de mensagens que ficou conhecido como Vaza Jato.

Os investigadores consideram que há indícios contra eles na apuração, como o suposto recebimento de R$ 99 mil. Para a ministra, autorizar o pedido de liberdade “implicaria suprimir instâncias de julgamento”, já que o caso tramita na primeira instância. “Não está caracterizada, assim, situação de flagrante ilegalidade ou abuso de poder que justifique a excepcional intervenção de ofício desta Corte”, entendeu.

A ministra, por outro lado, tampouco considerou que os investigados são culpados ou criminosos, mas que até o momento só haveria a declaração de ambos de que são inocentes e a investigação segue: “sem qualquer antecipação de julgamento a respeito da culpabilidade dos Pacientes, a favor de quem vige a presunção de inocência, é forçoso constatar que a premissa na qual se funda o Impetrante, no que diz com a suposta conclusão das autoridades do sistema de Justiça a respeito da não participação dos Pacientes nos crimes cibernéticos, está fundada em solo não tão estável quanto se alega”.

Leia também:  #VazaJato: Sergio Moro orientava e participava de reuniões da PF para definir operações

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2 comentários

  1. Depois da Lava Jato vem aí a Lava Celular para apurar não se sabe o que…..ah sim o celular do Moro foram raqueados…..e os crimes do Moro vieram a tona…..ué mas os crimes do Moro ninguém vê……

  2. Devido Processo Legal? Transitado e Julgado? Presunção de Inocência? Supressão de Liberdade como último recurso? Alice no País das Maravilhas ou a Terra de Oz? Pobre país rico. Mas de muito fácil explicação.

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