4 de junho de 2026

Destruição do bioma da Amazônia segue em ritmo acelerado

Dados do Inpe mostram que total acumulado em 12 meses chegou a 8.712km², pior resultado da série histórica iniciada em 2015
Foto: Reprodução

Jornal GGN – Dados divulgados pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) mostram que o desmatamento da Amazônia permanece em ritmo acelerado: no período de agosto de 2020 a julho de 2021, o total de desmatamento acumulado chegou a 8.712km², a segunda maior quantidade desde o início da série histórica, em 2015.

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Além disso, os dados de janeiro a julho foram os piores desde 2016, perdendo apenas para o ano passado. Os três recordes da série foram batidos no governo Bolsonaro, no qual os alertas são 69,8% maiores que a média dos anos anteriores.

Na análise por categorias, a mineração devastou 125 km2 em 2021, a maior marca desde o início da série histórica do Deter-B, em 2016. Houve alta de 62% em relação a 2018.

Segundo o Observatório do Clima, o registro coincide com o debate no Congresso de projeto de lei apresentado por Bolsonaro no início de 2020 para liberar o garimpo em terras indígenas, além do boicote de várias operações contra garimpos ilegais – em abril de 2020, a cúpula da fiscalização do Ibama foi exonerada após uma operação de combate a garimpos em terras indígenas no Pará.

A degradação florestal (quando é removida parte da vegetação) também atingiu nível recorde: 6.062 km2 em 2021, a maior marca desde 2017, início da série histórica disponível. Houve alta de 87% em relação a 2018. Apenas a extração de madeira quase triplicou em área de alertas em 2020 e 2021 em relação à média dos anos anteriores. “O período coincide com as ações de Ricardo Salles e do presidente suspenso do Ibama, Eduardo Bim, para afrouxar o controle da exportação de madeira — pelas quais ambos respondem hoje na Justiça”, diz a entidade.

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  1. ULISSES

    9 de agosto de 2021 6:59 am

    estamos perigosamente próximos do momento em que não podemos mais fazer nada, enfatizou Alok Sharma, ministro britânico e presidente da próxima Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima ou COP 26, falando neste domingo (8) ao The Observer, informa a Prensa Latina.

    Segundo o responsável, a quem o governo britânico incumbiu de presidir a cúpula que se realizará em novembro em Glasgow, na Escócia, as inundações, incêndios e ondas de calor que ocorrem quase que diariamente em diferentes partes do mundo são sinais claros de que é necessário agir o mais rapidamente possível.

    Não podemos esperar dois, cinco ou dez anos, este é o momento, frisou.

    https://www.brasil247.com/meioambiente/lider-britanico-da-cop-26-alerta-para-catastrofe-climatica-iminente

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