Já ouviram falar sobre o que é um “Lanceur d\’alerte”.

Pois bem, alguns traduzem a palavra como denunciante, porém na verdade, denunciante para mim é um dedo-duro, logo não é uma boa tradução para o português. Uma expressão mais exata na nossa língua é o famoso “Vai dar merda”.

Pois bem na Wikipedia francesa o “Lanceur d’alerte” é definido claramente como:

Un lanceur d’alerte est toute personne, groupe ou institution qui, ayant connaissance d’un danger, un risque ou un scandale, adresse un signal d’alarme et, ce faisant, enclenche un processus de régulation, de controverse ou de mobilisation collective. La notion est apparue en français à propos d’alertes sanitaires et environnementales dans les travaux sociologiques publiés par Francis Chateauraynaud et Didier Torny en 1999 dans l’ouvrage intitulé Les sombres précurseurs.

Il s’agit généralement d’une personne ou d’un groupe qui estime avoir découvert des éléments qu’il considère comme menaçants pour l’homme, la société, l’économie ou l’environnement et qui, de manière désintéressée, décide de les porter à la connaissance d’instances officielles, d’associations ou de médias, parfois contre l’avis de sa hiérarchie.

Ou traduzido para o português fica:

Um “lanceur d’alerte” é qualquer pessoa, grupo ou instituição que, sabendo de um perigo, risco ou escândalo, emite um sinal de alarme e, ao fazê-lo, desencadeia um processo de regulamentação, controvérsia ou mobilização coletiva. A noção apareceu em francês sobre alertas ambientais e de saúde nas obras sociológicas publicadas por Francis Chateauraynaud e Didier Torny em 1999 no livro intitulado “As sombras precursoras”.

Geralmente, é uma pessoa ou grupo que acredita ter descoberto elementos que considera ameaçadores ao homem, à sociedade, à economia ou ao meio ambiente e que, abnegadamente, decide trazê-los à atenção de órgãos oficiais, associações ou meios de comunicação, às vezes contra a opinião de sua hierarquia.

Pois desde a segunda dezena de janeiro desse ano comecei a observar atentamente o que ocorria na China com o na época chamado meramente de “Coronavírus”, o nome Covid-19 veio depois. Somente em 30 de janeiro que a OMS declarou o Covid-19 como “Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional”.

Em 29 de janeiro já havia escrito o segundo artigo sobre esta atual pandemia em que dava uma espécie de alerta a todos, o artigo era intitulado “Para nossa sorte os chineses estão contendo o coronavirus, mas imagine com este governo se ele chegasse aqui!”, quem quiser que procure no GGN e confirme que lá escrevi:

“Quando todos escutam as besteiras de um governo formado por idiotas, a maior parte das reações são de memes, lacrações ou no máximo tentativas de aberturas de processos contra ministros e demais abortos da natureza que ocupam os maiores escalões do governo. Porém, todos esquecem que vírus, destruição das forças produtivas, os resultados econômicos de inconsequentes políticas internas e externas beirando a imbecilidade e mais centenas de tipos de catástrofes naturais ou artificiais, criadas pelo próprio governo, podem fazer sobre o nosso povo.”

Somente uma pessoa se interessou pelo artigo o Sr. Roberto Paulo/SP-2010. Vi que a classe médica nem se interessava pelo problema e escrevi um artigo mais pesado com o seguinte título: “A classe médica está fazendo o jogo da Poliana. Poderá custar milhares de mortes.” em que alertava sobre os milhares de mortos que poderia causar essa epidemia, nesse artigo escrevi:

Este tal de Coronavirus se entrar em países subdesenvolvidos ou em países governados por IMBECIS, vai provocar um verdadeiro pandemônio (não pandemia, um pandemônio mesmo).

Isso foi escrito em 31 de janeiro e como a editoria deve ter achado meio violento nem elevou para o site principal, afinal era época em que todos diziam que com o nosso SUS poderíamos confrontar a epidemia.

Daí por diante continuei a escrever uma série de artigos que eram algumas vezes retirados do meu Blog e elevados para o jornal, mas tudo estava tranquilo.

Estamos agora na MERDA e parece que poucos se deram conta do risco que corríamos.

Já havia ativado um canal do YouTube (Engenheiro Maestri) que usava para falar sobre assuntos diversos e de engenheria e no dia 29 de janeiro já fiz um vídeo com o seguinte título: “Coronavirus e um Estado sendo desmontado pelo governo Bolsonaro. O que nos espera?”, na época teve poucas visualizações e um só comentário “Maestri, o volume está muito baixo.” (e pior que estava).

Escrevo isso não para me promover, mas para repartir com quem estiver lendo a minha FRUSTRAÇÃO e a minha RAIVA de mim mesmo, por não ter conseguido dar mais ênfase desde o meio de janeiro quando vi o risco e não consegui nada de efetivo para pelo menos salvar umas quinhentas ou mil pessoas da morte e só consegui nesse tempo todo me tornar mais amargo, mais irritado e brigar com toda a família.

A única vantagem que tive, foi que quando fui comprar as três caixas de máscaras cirúrgicas com cinquenta máscaras cada uma, comprei pelo preço habitual e os vendedores da farmácia me acharam meio louco, mas não consegui ser um “Lanceur d’alerte”, que merda.

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