Datafolha admite manipulação em pesquisa que favoreceu Temer

Jornal GGN – O jornalista Gleen Greenwald denunciou, nesta terça (20), que a edição da Folha de S. Paulo sobre a última pesquisa Datafolha cometeu uma “fraude jornalística” para beneficiar o presidente interino Michel Temer (PMDB). 

No último domingo (17), a Folha publicou que a pesquisa Datafolha de julho deste ano aferiu que 50% da população prefere que Michel Temer fique no poder até o final do mandato de Dilma Rousseff (PT), e que apenas 3% querem novas eleições.

Mas a divulgação das perguntas feitas pelo Datafolha mostra que o entrevistado teve de decidir entre Dilma ou Temer. A pergunta foi: “Na sua opinião, o que seria melhor para o país: que Dilma voltasse ou que Michel Temer continuasse no mandato até 2018?” 

Em entrevista ao portal The Intercept, Luciana Schong, do Datafolha, disse que foi a Folha de S. Paulo, e não o instituto de pesquisa, quem estabeleceu as perguntas a serem colocadas.

“Ela reconheceu o aspecto enganoso na afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições ‘já que essa pergunta não foi feita aos entrevistados'”.

Schong também reconheceu que “qualquer análise desses dados que alegue que 50% dos brasileiros querem Temer como presidente seriam imprecisos, sem a informação de que as opções de resposta estavam limitadas a apenas duas.”

Por Glenn Greenwald

Folha comete fraude jornalística com pesquisa manipulada visando alavancar Temer

Do The Intercept

UM DOS MISTÉRIOS mais obscuros da crise política que atingiu o país nos últimos meses (conforme relatado inúmeras vezes pela Intercept ) tem sido a ausência completa de pesquisas de opinião nos grandes meios de comunicação e órgãos de pesquisa do país. Há mais de três meses, no dia 17 de abril, a Câmara dos Deputados votou em favor de enviar ao Senado Federal o pedido de impeachment da presidente democraticamente eleita, Dilma Rousseff, resultando na investidura temporária de seu vice-presidente, Michel Temer, como “presidente interino”.

Desde a posse de Temer, o Datafolha – instituto de pesquisa utilizado pelo maior jornal do país, Folha de São Paulo  – não havia publicado pesquisas de opinião sobre o impeachment da presidente, nem sobre o impeachment de Temer, e nem mesmo sobre a realização de novas eleições para presidente. A última pesquisa do instituto antes da votação do impeachment foi realizada em 9 de abril e apontava que 60% da população apoiava o impeachment de Dilma, enquanto 58% era favorável ao impeachment de Temer. Além disso, a sondagem indicou que 60% dos entrevistados desejavam a renúncia de Temer após o impeachment de Dilma, e 79% defendiam novas eleições após a saída de ambos.

A última pesquisa de outra grande empresa do setor, o Ibope, foi publicada em 25 de abril, e concluiu que 62% desejavam que Dilma e Temer saíssem e que novas eleições fossem realizadas; 25% queriam a permanência de Dilma e a conclusão de seu mandato; e apenas 8% eram favoráveis a situação atual: com suspensão de Dilma e Temer como presidente interino. Essa pesquisa, mesmo sendo negativa para Temer, foi realizada há algum tempo, em abril deste ano.

De forma surpreendente, mesmo três meses depois da entrada de Temer, a poucas semanas da votação final do impeachment de Dilma no Senado e com toda a atenção do mundo voltada para o Brasil por conta das Olimpíadas, nenhuma pesquisa havia sido publicada até o último final de semana. No sábado, a Folha de São Paulo anunciou uma nova pesquisa realizada pelo Datafolha que se demonstrou, ao mesmo tempo, surpreendente e positiva para o presidente interino, Michel Temer, além de apresentar uma grande variação com relação a pesquisas anteriores. A manchete principal impressa pela Folha, que rapidamente se alastrou pelo país como era de se esperar, dizia que metade do país deseja que Temer permaneça como presidente até o fim do mandato que seria de Dilma no final de 2018.

A IMINÊNCIA DA VOTAÇÃO FINAL DO IMPEACHMENT torna esse resultado (50% dos brasileiros desejam que Temer conclua o mandato de Dilma) extremamente significativo. Igualmente importante foi a afirmação da Folha de que apenas 4% disseram não querer nenhum dos dois presidentes, e somente 3% desejam a realização de novas eleições. O artigo on-line de destaque no sábado:

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O jornal também estampou o resultado na primeira página da edição impressa de domingo, a edição de jornal mais lida do país:

Esse resultado não foi apenas surpreendente por conta da ampla hostilidade com relação a Temer revelada pelas pesquisas anteriores, mas também porque simplesmente não faz sentido. Para começar, outras perguntas foram colocadas aos eleitores pelo Datafolha sobre quem prefeririam que se tornasse presidente em 2018 e os resultados apontaram que apenas 5% escolheriam Temer, enquanto o líder da pesquisa, o ex-presidente Lula, obteve entre 21% e 23% das intenções de voto, seguido por Marina Silva, com 18%. Apenas 14% aprovam o governo de Temer, enquanto 31% o consideram ruim/péssimo e 41%, regular. Além disso, um terço dos eleitores não sabe o nome do Presidente Temer. E, conforme observou um site de esquerda ao denunciar a recente manchete sobre a pesquisa da Folha como uma “fraude estatística”, é simplesmente inconcebível que a porcentagem de brasileiros favoráveis às novas eleições tenha caído de 60%, em abril, para apenas 3% agora, enquanto a porcentagem da população que deseja a permanência de Temer na Presidência da República tenha disparado de 8% para 50%.

Considerando todos esses dados, fica extremamente difícil compreender como a manchete principal da Folha – 50% dos entrevistados querem que Temer continue como presidente até o fim do mandato de Dilma – possa corresponder à realidade. Ela contradiz todos os dados conhecidos. A Folha é o maior jornal do país e o Datafolha é uma empresa de pesquisa de credibilidade considerável. Ambos foram categóricos em sua manchete e gráfico principal a respeito do resultado da pesquisa. Curiosamente, a Folha não publicou no artigo as perguntas realizadas, nem os dados de suporte, impossibilitando a verificação dos fatos que sustentam as afirmações do jornal.

Como resultado disso, a manchete – que sugere que metade da população deseja a permanência de Temer na Presidência até 2018 – foi reproduzida por grande parte dos veículos de comunicação do país e rapidamente passou a ser considerada uma verdade indiscutível: como um fato decisivo, com potencial para selar o destino de Dilma. Afinal, se literalmente 50% do país deseja que Temer permaneça na Presidência até 2018, é difícil acreditar que Senadores indecisos contrariem a vontade de metade da população.

MAS ONTEM, os dados completos e as perguntas complementares foram divulgados. Tornou-se evidente que, seja por desonestidade ou incompetência extrema, a  Folha cometeu uma fraude jornalística. Apenas 3% dos entrevistados disseram que desejavam a realização de novas eleições, e apenas 4% disseram que não queriam nem Temer nem Dilma como presidentes, porque nenhuma dessas opções de resposta encontrava-se disponível na pesquisa. Conforme observado pelo jornalista Alex Cuadros hoje, a pergunta colocada deu aos entrevistados apenas duas opções de resposta: (1) Dilma retornar à Presidência ou (2) Temer continuar como presidente até 2018.

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Portanto, fica evidente que os 50% de entrevistados não disseram que seria melhor para o país se Temer continuasse até o fim do mandato de Dilma em 2018: eles disseram apenas que essa seria a melhor opção se a única alternativa fosse o retorno de Dilma. Além disso, simplesmente não procede alegar que apenas 3% dos entrevistados querem novas eleições, já que essa pergunta não foi feita. O que aconteceu foi que 3% dos entrevistados fizeram um esforço extra para responder dessa forma frente a opção binária entre “Dilma retorna” ou “Temer fica”. É impossível determinar com base nessa pesquisa a porcentagem real de eleitores que desejam a permanência de Temer até 2018, novas eleições ou o retorno de Dilma. Ao limitar de forma infundada as respostas a apenas duas opções, a Folha gerou as amplas distorções observadas nos resultados.

É totalmente injustificável, por inúmeras razões, que a pergunta tenha sido colocada dessa maneira, excluindo todas as outras opções, com exceção das duas respostas disponíveis. Primeiramente, o Supremo Tribunal Federal  já havia decidido que a votação do impeachment de Temer deve prosseguir, visto que o interino cometeu o mesmo ato que Dilma. Em segundo lugar, diversas figuras de destaque político no país – incluindo o ex-ministro do STF Joaquim Barbosa e a ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva, bem como um editorial da própria Folha – se manifestaram em favor de novas eleições para presidente após o impeachment de Dilma. Andréa Freitas, Professora de Ciência Política na Unicamp, disse à Intercept: “como as novas eleições são uma opção viável, deveriam ter sido incluídas como uma das opções”.

E como Cuadros observou, pesquisas anteriores sobre Dilma e Temer, incluindo a pesquisa de 9 de abril do Datafolha, perguntaram explicitamente aos entrevistados a respeito de novas eleições. Portanto, é difícil entender por que essa pesquisa do Datafolha omitiria propositadamente o impeachment de Temer e as novas eleições, e limitar as opções a “Dilma volta” ou “Temer fica”.

Mas o argumento a respeito de limitar as possíveis respostas a apenas duas opções é simplesmente referente à metodologia da pesquisa. O que aconteceu foi muito mais grave. Após ter decidido limitar as opções de resposta dessa forma, a Folha não pode enganar o país fingindo ter oferecido aos entrevistados todas as opções possíveis. Com a omissão desse fato, a manchete e o gráfico principal do artigo da Folha se tornam enganosos e completamente falsos.

É simplesmente incorreto alegar (como fez o gráfico da Folha) que apenas 3% dos brasileiros acreditam que “novas eleições são o melhor para o país”, já que a pesquisa não colocou essa pergunta aos entrevistados. E ainda mais prejudicial: é completamente incorreto dizer que “50% dos brasileiros acreditam que a permanência de Temer seja melhor para o país” até o fim do mandato de Dilma. Só é possível afirmar que 50% da população deseja a permanência de Temer se a única outra opção for o retorno de Dilma.

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Mas se outras opções forem incluídas – impeachment de Temer, renúncia de Temer, novas eleições – é praticamente certo que a porcentagem de brasileiros que desejam a permanência de Temer até 2018 caia vertiginosamente. Como observou a Professora Andréa Freitas: “pode ser que 50% da população prefira Temer a Dilma se essas forem as únicas opções, mas parte desses 50% pode ser favorável a novas eleições. Com a ausência dessa opção, não há como estabelecer que essas pessoas prefiram o Temer”.

ISSO NÃO É TRIVIAL. Não se pode subestimar o impacto dessa pesquisa. É a única pesquisa de um instituto com credibilidade a ser publicada em meses. Sua publicação se deu exatamente antes da votação final do impeachment no Senado. E contém a extraordinária alegação de que metade do país deseja que o Michel Temer permaneça na presidência até 2018: uma manchete tão sensacionalista quanto falsa.

Considere como os resultados dessa pesquisa foram reproduzidos de forma incansável – como era de se esperar – em manchetes de outros grandes veículos do país:

No primeiro parágrafo: “Pesquisa do Instituto Datafolha realizada nos dias 14 e 15 aponta que 50% dos brasileiros preferem que o presidente interino Michel Temer continue no poder até 2018. A volta da presidente afastada Dilma Rousseff ao Palácio do Planalto foi a opção de 32% dos entrevistados. Os 18% restantes não escolheram nenhum dos dois, disseram não saber ou que preferiam novas eleições”.

Em entrevista à Intercept, Luciana Schong do Datafolha insistiu que foi a Folha, e não o instituto de pesquisa, quem estabeleceu as perguntas a serem colocadas. Ela reconheceu o aspecto enganoso na afirmação de que 3% dos brasileiros querem novas eleições “já que essa pergunta não foi feita aos entrevistados”. Luciana Schong também conta que qualquer análise desses dados que alegue que 50% dos brasileiros querem Temer como presidente seriam imprecisos, sem a informação de que as opções de resposta estavam limitadas a apenas duas.

No fim de abril, a organização Repórteres Sem Fronteiras (RSF) publicou seu ranking anual de liberdade de imprensa e o Brasil caiu para a 104ª posição, em parte devido à “propriedade dos meios de comunicação continuar concentrada nas mãos de famílias dominantes vinculadas à classe política”. Mais especificamente, o grupo observou que “de forma pouco velada, a mídia nacional dominante encorajou o povo a ajudar a derrubar a Presidente Dilma Rousseff” e “os jornalistas que trabalham nesses grupos midiáticos estão evidentemente sujeitos à influência de interesses privados e partidários, e esses conflitos de interesse permanentes são obviamente prejudiciais à qualidade do jornalismo produzido”.

Uma coisa é a mídia plutocrática brasileira incentivar e incitar abertamente a queda de um governo democraticamente eleito. De acordo com a RSF, esse comportamento representa uma ameaça direta à democracia e à liberdade de imprensa. Mas é muito diferente testemunhar a fabricação de manchetes e narrativas falsas insinuando que uma grande parte do país apoia o indivíduo que tomou o poder de forma antidemocrática, quando isso não é verdade.
 

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29 comentários

  1. Fraude é palavra forte!

    A “Fraude” dita por jornalista RESPEITADO NO MUNDO EXTERIOR, não no mundinho da folha, vai pesar bastante!

    Essa informação repercutirá junto AOS BONS JORNALISTAS…

    Se bobear a folha terá que usar tornozeleiras em seu jornalismo…

    Para quem cunhou neologismo DITABRANDA e transportou mortos do regime militar para esconder da população quando seu DEVER ERA INFORMAR, chamar isso que a folha faz de jornalismo é brincadeira…

  2. Vi isto no faceburro: –

    Vi isto no faceburro: – “Vanessa Damo perdeu o mandato de deputada estadual de São Paulo em maio deste ano. Foi cassada pelo TSE e está impedida de se candidatar a qualquer cargo público até 2020. Temer lhe dá o cargo de Superintendente do IBAMA…. Panelas?????”

  3. Na minha opinião isso é

    Na minha opinião isso é desespero do PIG.

    Esses caras tem informações privilegiadas, e devem saber que o impeachment pode ser revertido no senado. Por isso a manipulação.

    Se eles tivessem certeza que o jogo estava ganho, não tinha necessidade de tamanha manipulação e mentira.

    Aliás, eles manipulam e mente como sempre para os coxinha.

    Qualquer um com um mínimo de bom senso sabe que essa pesquisa é mentirosa.

  4. Devastador

    Devastador o artigo do Greenwald e Dau. RIP jornalismo brasileiro mainstream. Mas imagino gente como o Nassif e vários outros que foram ou são do Grupo Folha. Gente séria que procura fazer jornalismo ético, e que devem estar envergonhados. O golpe venceu – pelo menos até agora – mas algumas máscaras e reputações talvez tenham morrido para sempre. Espero que tudo isto que está acontecendo no Brasil sirva de exemplo às novas gerações que surgem e que uma sociedade muito mais horizontal desponte no futuro. Como formiguinhas, vamos trabalhando para isso. 31 de Julho, 14 horas no largo da batata em São Paulo. Abraços a todos.

  5. E a TV Bandeirantes !

    Da Globo,não sei, pois nem assisto. Mas no Jornal da Band ontem, a coisa foi tão escrachada, que chegava a dar pena. O milagreiro Temer, já navega em mares calmos e tranquilos, sem nenhuma onda a perturbar. A saída da comunista Dilma, que “empacava” o país, já está fora do horizonte deles. E o Cunha nem mencionado  é, tb está fora. Agora sim, o grande “Salvador da pátria”, aliás, os grandes salvadores já estão devidamente em seus postos, Temer, Serra, o grande presidente da câmara do DEM, etc. Sem falar no Gilmar e Moro, sempre presentes e lutando com todas as suas garras expostas. Dos 3 que foram citados como contrários à lava-jato, Sarney, por exemplo, já são águas passadas e nem vale a pena investigá-los. O Aécio, que jogou tudo, inclusive sua triste figura, no golpe, deve ganhar a medalha de ouro no quesito : delatados

    Na Band, o PIB cresce, a confiança dos investidores já está lá em cima. É a onda de otimismo está caminhando celeramente, conforme se aproxima o GOLPE FINAL. A pizza já está pronta na lava-jato do Ilmo juiz  caolho Sérgio Moro, que, junto com o Joaquim Barbosa salvaram o Brasil dos comunistas, bolivarianos, ptralhas que empesteavam o Brasil.

    É ver para crer, tamanho ódio do “Salvador-Mor”, o sr. Temer. Ou Joaquim Silvério dos Reis. Será que ainda teremos a pena de morte instalada ?

    • Pois é Lenita!

      Continua a lobotomização dos incautos. Já estava prevista a melhora da economia no segundo semestre. Não é graças ao temeroso interino. Cada vez, mais, diante da situação atual, me lembro do livro “1984 ” de George Orwell. As TVs, jornais e revistas, são  a famosa TELA A TELA do livro.  E as figuras que estão sendo escolhidas pelo interino me remetem aos que apareciam no Tela Tela.

       

      • Não há melhora nenhuma.pelo

        Não há melhora nenhuma.pelo contrário…a bandnews,parece porta voz do temer.Arrumaram um ze ruela para dizer: ” que apesar dos numeros serem pessimos,estão sendo pessimos numa velocidade menor”.! tive uma crise de risos…

          • Bom dia

            Bom dia Prezados

            O…….$$$$$……voltou.

            Nossa mídia vende informação, logo, quem paga mais !!!!

            Meus caros, concessão publica foi jogada na privada a muito, e com a benção do petismo !!!

            Abração

  6. Eu não preciso de datafalha

    Eu não preciso de datafalha nenhuma para saber que o povo (digo povo) quer ver Dilma pelas costas.

    Eu particularmente preferia que ela  ficasse e nos livrasse da bananosa em que nos meteu.

    E tem mais: felizmente ou infelizmente, pro bem ou pro mal, o Temer vai ficar.

     

  7. Essa pesquisa foi

    Essa pesquisa foi objetivamente concebida para isso. Melar a articulação dos senadores liderados pelo Requião para tirar o usurpador, costurando uma saída viável para a volta da democracia. Nem sei se plebicito e eleições antecipadas seriam essa panacéia, mas que a intenção do Otavinho foi essa, não há dúvida.

    Estava absolutamente inexplicável o apoio a novas eleições ter caído de 60% para 3%, ou coisa parecida. Isso só aconteceria se o Temer, por decreto, tivesse dobrado o salário mínimo e instituido o décimo quarto salário. 

  8. Denunciar

    Tem como alguém denunciar essa “pesquisa” no Ministério Público Federal, Procuradoria Geral Eleitoral ou mesmo na Polícia Federal?

    Tanto a Folha de São Paulo como o Datafolha necessitam ser responsabilizados por esse crime!

  9. A grande mídia de mãos dadas replicando a farsa

    Chega ser impressionante a postura da grande mídia brasileira! Trocou o papel de INFORMAR para FORMAR opiniões. Para um leitor desatento (infelizmente é a maioria) do G1, passa a formar uma opinião que não corresponde a realidade. Isto porque grandes veículos de comunicação, a serviço de classes conservadoras, querem que pessoas mais simples da sociedade tenham uma noção distorcida da realidade.

  10. A pergunta é dubia,da

    A pergunta é dubia,da entender que se a pessoa acredita que temer vai continuar,ou Dilma vai conseguir voltar.

    Não expressa o que ela deseja e sim o que acha.

  11. Datafraude

    Já são tantos os episódios nebulosos envolvendo este instituto que seu nome já pode ser revisto, sem prejuízo para verdade dos fatos, para datafraude.

    Seus proprietários procuram confirmar velha peça promocional: “É possível contar um monte de mentiras, dizendo só verdades”, embora inserindo uma ou outra mentira para apimentar.

     

  12. DATAFOLHA

    Estou desiludido com a política, li dia destes em analista da América Latina ou Espanhol, definindo que as esquerdas brasileiras, são da “pior qualidade possível”. Concordo. Não uma central mesmo que voluntária ao combate hegemônico desta mídia, enquanto não tiver, será a pior esquerda. Veja este artigo sobre o “Data Folha estar empurrando Michel Temer”, é inacreditável, Temer foi construído sua posse pelo menos um ano antes, com difamações ao governo que ganhou a eleição, no primeiro instante de deposição da Dilma, a mídia magistralmente transformou o Brasil no “país das maravilhas”. E por longos 30 anos ficará nas mãos destes “mãos peludas”. Não ganham no voto, até 2018 prendem o Lula. Terão que prendê-lo ou impossibilitá-lo de disputar eleições e farão. O único movimento tênue de inteligência é este que saiu do diretório PT para resguardar, apoiar, previnir e proteger Lula, o resto é luar em paquetá.

  13. Repetindo ontem.

    Venho repetir comentário que fiz ontem aqui a um post sobre essa pesquisa: Ocupar-se com números de pesquisas do DataFolha e Ibope na quadra atual, principalmente pagas por entidades do empresariado como a CNI é, para mim um desperdício de neurônios.

    Teriam que sair números de outros institutos pra gente gastar algum tempo com elas

  14. Além do que ja falei…

    Além do que já falei antes sobre essas pesquisas da Folha, tenho absoluta certeza que elas não foram mais do que uma montagem estatística fajuta, não resistindo, portanto, a nenhum nível de auditagem que se eu tivesse condições pagaria pra ver.

  15. Data folha
    Vergonhoso porém não me surpreende pois não é a primeira vez e tão pouco será a última em que manipulam uma pesquisa, o resultado SEMPRE será favorável a quem paga pela pesquisa

  16. A falha da folha

    Achei estranho que – apesare de tanto otimismo com o “mordomo de um filme de horror”, 32% querem Dilma de volta. Ninguém achou isso estranho? No começo do golpe não eram assim, que aconteceu?

  17. Não precisa ser muito

    Não precisa ser muito inteligente para saber que essas pesquisas podem ser facilmente manipuladas de acordo com o resultado desejado, basta escolher o lugar e o perfil do público que vai entrevistar e pronto, se tem o resultado desejado. Entrevistaram 2797 em 171 cidades, então entrevistaram aproximadamente 16 pessoas por cidade, há de convir que é um número muito pequeno para se dizer que o resultado representa a maioria da população brasileira, que é tem mais de 200 milhões de pessoas. Manipulação pura e vergonhosa.

  18. “MAS ONTEM, os dados

    “MAS ONTEM, os dados completos e as perguntas complementares foram divulgados”.

     

    Faltou dizer que quem descobriu os dados, que haviam sido ocultados pela Folha, foi o Fernando Brito, do blog Tijolaço.

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