Richa estimula milícias para desocupar escolas no Paraná, por Esmael Moraes

Jornal GGN – No Paraná, o governador Beto Richa (PSDB) estimula a criação de grupos para forçar a desocupação das escolas da rede pública estadual.  Denúncias falam em confrontos entre estudantes e membros do Movimento Brasil Livre (MBL).
 
De acordo com alunos e organizações da sociedade civil, o governador se reuniu com estes grupos na sede do governo estadual. Segundo o blog do Esmael Morais,  o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni, também fez reunião com a cúpula das polícias e da segurança pública para desocupar as escolas.

 
As ocupações de escolas tiveram início no começo deste mês, e, em todo o país, 1016 instituições de ensino estão ocupadas, incluindo 51 universidades e 82 Instituto Federais (IFs), de acordo com levantamento da UBES. Os jovens protestam contra a PEC 241, que impõe um teto aos gastos públicos, e contra a Medida Provisória da Reforma do Ensino Médio. 
 
Do blog do Esmael Morais
 
 
O governador Beto Richa (PSDB) estimula a criação de milícias fascistas para desocupar mais de 900 escolas da rede pública do Paraná. Há relatos de confrontos entre estudantes e membros do MBL (Movimento Brasil Livre), que estariam atuando com violência a soldo do tucano.
 

O governo Beto Richa, ao invés de estimular, tem a responsabilidade de dar voz de prisão a essas milícias fascistas, que agem como se fossem forças paramilitares, à margem da lei, sob pena de instituir o caos social no Paraná.

Segundo denúncia de estudantes e organizações da sociedade civil, Richa esteve reunido em Palácio Iguaçu antes da ação ‘paralela do Estado’ desenvolvida pelos fascistas da MBL.

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Após o encontro entre governo e os fascistas, o MBL “tentou a sorte” no Colégio Estadual do Paraná (CEP) — o maior do estado. Na oportunidade, a União Brasileira de Mulheres (UBM) lançou manifesto contra os extremistas e mercenários contratados pelo governo do Paraná.

“A UBM manifesta seu intenso repúdio à ação violenta e covarde do protofascista Movimento Brasil Livre (MBL)”, diz um trecho do documento.

Neste fim de semana, de acordo com autoridade militar ouvida pelo Blog do Esmael, o chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), também se reuniu com as cúpulas da segurança pública e das polícias. Ou seja, o governo Richa estaria preparando um novo 29 de abril — com massacre de estudantes nas escolas ocupadas.

Rossoni tem histórico de violência contra os movimentos sociais legítimos e contra a dignidade da pessoa humana.

A estratégia do governo seria estimular os fascistas do MBL a invadir as escolas ocupadas, gerar o conflito, para justificar uma ação violenta da PM.

Conforme vídeo divulgado nesta segunda (24) pelo Movimento Advogados Pela Democracia, houve arrombamento e depredação numa “desocupação” no Colégio Estadual Guido Arzo, no bairro CIC, região Sul de Curitiba. “A prova de que os grupos criminosos causam a quebradeira e tentam responsabilizar os alunos”, afirma a organização.

Além de agir criminosa e covardemente na capital, sempre com a anuência do governo do estado, o MBL também rondou escolas do município de Londrina.

União Brasileira de Mulheres repudia ação provocadora do MBL contra ocupações estudantis

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“A União Brasileira de Mulheres (UBM) – entidade feminista de defesa dos direitos das mulheres – manifesta seu intenso repúdio à ação violenta e covarde do protofascista Movimento Brasil Livre (MBL) de Curitiba contra estudantes que ocupam o Colégio Estadual do Paraná (CEP). Na legítima e democrática ocupação do CEP, os estudantes resistem denodadamente contra as medidas antipopulares, antinacionais e antidemocráticas do presidente golpista Michel Temer e seu aliado no Paraná, o governador Beto Richa, destacadamente lutando contra a MP 746 (“Reforma” do ensino médio) e a PEC 241.

Em 19 de outubro, secundaristas que ocupam o maior colégio do Paraná relatam que viveram momentos de assédio e terror, quando cinco homens, apresentando-se como integrantes do MBL, liderados por Eder Borges (candidato derrotado a vereador pelo partido de Bolsonaro), tentaram adentrar o Colégio. Os representantes do MBL abusivamente interrogavam os estudantes com perguntas descabidas, filmavam e ameaçavam, chegando ao ponto do assédio sexual físico contra uma aluna.

Tais atitudes violentas contra estudantes constituem prática fascista, machista e covarde, merecedoras de reprovação da sociedade brasileira.

O repulsivo episódio tem da parte da União Brasileira de Mulheres veemente condenação, pois violam não só a Constituição Federal como também o Estatuto da Criança e do Adolescente.

Diante da gravidade do caso, vergonha para Curitiba e para nosso Estado, demandamos rigor na apuração dos fatos e punição dos agressores do MBL.

Saudamos todas as ocupações dos estudantes que lutam bravamente por seus legítimos interesses e entendemos que estão construindo, pela própria experiência, sua formação de cidadãos críticos, um exemplo para outros segmentos sociais que também prezam a democracia e a Educação Pública Gratuita de qualidade.

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Viva a luta da juventude! Abaixo a MP 746 e a PEC 241!

Viva a luta do povo brasileiro!

Fora fascistas! Fora Temer Golpista!

Curitiba, 21 de outubro de 2016.”

 

 

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8 comentários

    • Seria válido para o jornalismo?

      Talvez não possam ser consideradasválidas informações atribuídas a fontes na forma do futuro do pretérito do verbo nem com o uso do condicional. Mas para os órgãos oficiais que gastam fortunas para custeio de operações espetaculares e diligências de investigações, que rompem sigilis privacidades e tantos outros direitos, é plenamente aceito o uso desmedido e recorrente de ilações suposições, verbos no condicional e no futuro do pretérito e, sobretudo, colocar todas essas ilações e suposições como forma de acusação preliminar e sentença condenatória, ao publicá-las na mídia. Pra isso, então, vale, né o Mané?

      • Não adiante me ofender, a

        Não adiante me ofender, a matéria é um mero contorcionismo.

        Não dá para confiar em uma informação deste tipo.

        Em verdade, ela vai no sentido contrário eis que a nota apresentada não é de estudantes, o que acaba comprovando o fato de que colégios não estão ocupados por estudantes e sim por grupelhos com vies de esquerda que vem tentando impor uma situação de descontrole das forças de segurança sobre os prédios públicos,.

        Gritar por educação proibindo as pessoas de estudarem é lamentável

        Peço a atenção dos Pais aos seus filhos que estão divindo espaço pessoas que não tem qualquer interesse em educação

  1. Blog do Esmael?

    Parece muito com a Veja fazendo seus contorcionismos pra que uma meia verdade seja uma mentira completa.

    Inconfiável, não merece crédito esse tipo de notícia, a meu ver, fantasiosa.

  2. Poesia da ocupação: melhor imagem

    Xico Sá escreveu no El País (21 out.) sobre essa foto (https://goo.gl/x31Cc0). Alunos de Foz do Iguaçu mudando o nome da escola de “Castelo Branco” para “Clarice Lispector”:

    A gente precisa ouvir o que a juventude pobre está dizendo nessas ocupações. Há coisa mais linda que trocar o nome de um criminoso pelo nome de uma escritora? E como se eles, os jovens, nos dissessem: queremos poesia e não ódio; luz e não trevas; beleza e sentido e não o vazio.

    Curioso observar que alunos quando ocupam escolas nunca as destroem. Sabem que ali está o seu futuro, mas percebem o desprezo com que são tratados pelos governos de elite.

  3. https://www.facebook.com/Ocup

    https://www.facebook.com/OcupaPr/photos/a.1739317713007174.1073741827.1739298856342393/1813287232276888/?type=3&theater

     

    Importante nota do Ocupa Paraná sobre a morte de um estudante em escola ocupada naquele estado.

    Por enquanto só sabem que ocorreu de fato, pois não deixam ninguém, nem os advogados, entrar.

    Em um país decente, com uma sociedade decente, isso seria caso de Ministério da Justiça tomando apuração por PF e MP.

    Mas só em um país decente, com uma sociedade decente, um ministro da justiça decente, um MP decente e uma PF decente.

    Imagino que num país desses esses jovens não precisariam estar lá.

     

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