A soprano Vera Janacopulos

Estátua executada por Adriana Janacopulos, irmã de Vera – Praça Paris-RJ.

VERA JANACOPULOS nasceu em Petrópolis e era irmã da escultora Adriana Janacopulos. Viajou para  a França aos quatro anos de idade. Dedicou-se à música de câmara e, além de interpretar autores franceses, aperfeiçoou-se em música alemã. Foi, juntamente com o pianista Arthur Rubinstein, um sustentáculo de apoio ao compositor Heitor Villa-Lobos, quando da primeira viagem desse à cidade luz.

Radicou-se em São Paulo em 1940, atuando na Rádio Gazeta durante oito anos. Apresentou-se no Brasil e no exterior, convivendo com grandes compositores e interpretando suas obras (Stravinsky, Prokofiev, De Falla, Fauré, Milhaud). Vera Janacopulos nasceu em 1896 e faleceu em 1955.

No Brasil gravou, de Hekel Tavares e Luiz Peixoto, AZULÃO, em 1936.

https://www.youtube.com/watch?v=Aqie1pExrrc]

Gravou ainda LUAR DO SERTÃO, de Catullo da Paixão Cearense e João Pernambuco, com Mário de Azevedo ao piano; MEU AMOR TÃO BOM e DANSA DE CABOCLO, de Hekel Tavares, acompanhada também por Mário de Azevedo. 

A apresentação da soprano brasileira, em 15 fevereiro de 1926, levou o poeta holandês Jan Engelman (1900-1972) ao êxtase. Após a apresentação ele publicou esse poema num jornal local.

 

The performance on 15 February 1926 of the Brazilian soprano Vera Janacopoulos sent Engelman into ecstasies. He expressed his admiration in his review for the Utrecht daily Het Centrum and in the periodical De Gemeenschap. Janacopoulos’s fabulous voice and unparalleled musicality inspired him to write a poem bearing the adored singer’s name. It was first published in the Sine Nomine collection (Utrecht 1930), and reprinted in the Tuin van Eros collection (Amsterdam 1932). Its publication evoked immediate and violent reactions. The poet Anthonie Donker called it the ‘end of poetry’ (…) “the language is void” (…) “it is a barren imitation of music’. Its champions, on the other hand, praised its musicality to the skies. The writer Victor van Vriesland called it ‘a lulling, stunning incantation, so lovable and light as a butterfly, as to silence all critical considerations’. That versatile man of letters, Simon Vestdijk, considered it ‘one of the apogees of sound refinement reached by Dutch poetry’ (…) ‘everything sounds so mellifluous, so graceful, so ethereal and dreamlike, that we truly imagine hearing music, ‘real’ music’. Its champions have been proved right by literary history: the poem was adopted in its canon, and thanks to the literary history periods in secondary education the product of Engelman’s creative imagination has become the prototype of a musical poem, a cantilena.

Johannes Aloysius Antonius Engelman (born Utrecht, June 7, 1900 – died Amsterdam, March 20, 1972) was a Dutch writer. He was the recipient of the Constantijn Huygens Prize in 1954.

Leia também:  DOMINGUEIRA GGN: Paulo Belinatti, um dos grandes do violão

 

[video:https://www.youtube.com/watch?v=vCij77tJPYk

 

Nosso agradecimento aos amigos Claudevan Melo e Wilson Melo, pelas valiosas contribuições concedidas, imprescindíveis à elaboração desse post.

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17 comentários

  1. O Tenor

     

    LUCIANOCUPOULUS

    Todos sabem que ele nasceu por aí, mas ele diz que é cearense – quem acredita nisso?

    [video:http://youtu.be/VXkxKDme-dM%5D

    Ele, que é chegado num boné escarlate, gosta de cantar a canção famosa de Raul Torres e Florêncio:

    “Meu chapéu de páia que é pro sor não me queimá. Meu chapéu de páia que veio do Ceará”

    Comandante, nem assim você vai nos enganar.

    Rimou!

     

    • Esse homi véi

      Nunca dormiu de fianga numa camarinha de taipa, nunca estudou crestomatia nem passou quinau em ninguem respondendo à tabuada. Nunca comeu corredor de boi musturado com pirão escaldado, que tem que ser comido quentim pra não arrepunar. Esse homi véi pensa que conhece as coisa véia, mas nunca foi de Fortaleza a Russas no “Misto do Jaime”. Num conheceu Dona Umbelina, minha querida avó, florista de profissão e da irmandade de Nossa Senhora do Carmo e de são Francisco. Só num era filha de Maria pois implicava com as carolices de toda e qualquer filha da virgem.

      Dom JNS, meu bom: Dona Umbelina vivia 100 anos adiantados. Vou te provar isso agora. Um dos meus irmãos me contou que foi pra Russas passar umas férias. No auge da puberdade, começo da adolescência pelos despontando e tesão de burro brabo, vivia pelos cantos, destranbelhado. Sem graça pra nada.

      Uma noite, estava com minha avó tomando  a fresca do Aracati, vento famoso, quando minha avó lhe disse de supetão:

      – Meu filho: No santuário, debaixo de Nossa Senhora do Carmo tem vinte mil réis. Pegue esse dinheiro e vá pra coaça gastar com as quengas, pois é disso que você tá carecendo… Pode???

      Vou relembrar de novo o “mixto” do Jaime e, logo após, vou botar dois comentários, o primeiro do meu irmão Franzé e o segundo desse seu parceiro menor, lá no feicibruque…

       

      Franzé Hortencio A Fatima nasceu no Crato em 1953 e somente em 1972 foi residir em RUSSAS; em 1961 comprei uma bicicleta Monark e a enviei, novinha, para a casa da vovó, no maleiro do ônibus do Jaime, que, há muito já progredira do “misto” para o novo e revolucionário transporte; eu, sim, viajei no misto com a vovó, contando, aos gritos, os bois da esquerda, os “meus”, contra os da direita, da Santa Umbelina; assim, embora conte com 61 anos, a Fátima não desfrutou da ventura de viagem tão enriquecedora para a infância; registre-se que o misto partia de Fortaleza às 14h, da Agência localizada no início da Rua 24 de maio, para atravessar a areia frouxa das estradas de então, e, somente chegar em Russas depois de 2 da manhã, se não desse o ” prego” no percurso; firme-se, ainda, que nem em sonho, havia o cinto de segurança: quem se encarregava disso era uma correntinha que “protegia” o passageiro das laterais; uma das paradas do misto era em Cristais, local em que a vovó “registrava” que foi tomar ovos mal cozidos em um copo e, ao engolir sentiu o bico do pinto na garganta…

       Luciano Hortencio Foi em uma dessas viagens que Vovó Umbelina viajou vizinho a uma mulher chatíssima, que discordava de tudo e não parava de puxar conversa. Vovó virou-se para seu companheiro (a) de viagem e sussurrou: Ai lá meu Deus com essa mulher; O que eu quero ela não quer, Se eu quero chá, ela quer café; Se eu quero fumo, ela quer rapé; Ai lá meu Deus, com essa mulher!!!

       

      • JARDINEIRAS

        Você nunca me enganou.

        Eu já sabia que o cortejado Gato de Armazém do Ceará era do tempo das jardineiras.

        Taí o gato Lulu pensando na morte da bezerra.

          • Gira Sol

             

            MANEIRA DE AMAR

            —  Craque Drummond de Andrade

            O jardineiro conversava com as flores e elas se habituaram ao diálogo. Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio. O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.

            Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.

            O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.

            Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude. A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem.

            – “Você o tratava mal, agora está arrependido?”

            – “Não”, respondeu, “estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É a minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava”.

    • Cult_Jeje

       

      – Tio, tá bem com você?

      – Tudo…

      – Gostei do vídeo que você mandou prá mim.

      – Que bom! Prestou atenção no final: “bactéria num meio é cultura”?

      – Vamos na churascaria amanhã?

      – Tamo junto!

      – Meio-dia…

      – Combinado!

      • MINERAZO

         

         

        Jejê e o priminho Guilherme aguardam o pontapé incial.

        “Ver o Brasil perder é a mesma coisa que morrer…”

         

        1º TEMPO

         

        Alemanha 1

        Alemanha 2

        – Buááá!

        Alemanha 3

        – Buááá! Buááá!

        A tia dos sofridos torcedores mirins sugere à irmã:

        – Vai lá em baixo pra você dar uma olhada nos meninos. O xororô tá demais…

        Alemanha 4

        – Buááá! Buááá! Buááá!

        O tio mala, irmão da mãe do Jejê, sem compreender o terrível drama infantil, vocifera:

        – Este time tem que perder mesmo; o Felipão não sabe escalar time nenhum…

        – Buááá! Buááá! Buááá! Buááá!

        A mãe intervém:

        – Jejê, o que é isto? Não chore! É só um jogo! Ninguém morreu e ninguém vai morrer por causa disso.

        – Prá mim, ver o Brasil perder é a mesma coisa que morrer!

        O mesmo tio mala continua provocando:

        – Este time tem que perder mesmo; já perdeu!

        Com os nervos à flor da pele, humilhado e destruído emocionalmente, como o timeco da seleção, explode o pacífico Jejê:

        – Vai embora daqui! Vai torcer pro seu time fora daqui. Vai torcer no inferno, filho da puta!

        Alemanha 5 [antes dos 30 minutos do primeiro tempo]

        – Buááá! Buááá! Buááá! Buááá! Buááá!

         

         

        2º TEMPO

         

        Alemanha 6

        – Buááá! Buááá! Buááá! Buááá! Buááá! Buááá!

        Alemanha 7

        – Buááá! Buááá! Buááá! Buááá! Buááá! Buááá! Buááá!

        Alemanha 7 x 1 Brasil

         

        A seleção do Felipão e outros malas deu sete punhaladas no fundo da alma do destroçado torcedorzinho Jejê.

  2. As Jardineiras do Hortencio

    Quem acompanha a história dos transportes rodoviários conhece as jardineiras no Brasil.

    Eram carrocerias rústicas, feitas de madeira, normalmente com as laterais abertas, implantadas sobre chassis de caminhão para o transporte de passageiros. A frente continuava a mesma do caminhão que tinha sua estrutura mudada a partir da cabine.

    Mas por que Jardineira? Porque não eram chamadas de ônibus, nome de origem francesa, do final do século XIX, que significa “para todos”, remetendo a algo coletivo?

    A origem do nome jardineira para estes veículos, se deu por dois motivos pitorescos e singulares.

    Uma pela estética dos ônibus, quadrados com aberturas laterais que pareciam os vasos compridos que ficavam nas sacadas.

    Outra dá conta que, entre os anos de 1920 e 1940, os ônibus, com as laterais abertas, transportavam, na ida e na volta, as operárias da região da Mooca e Ipiranga, que usavam chapéus floridos, que eram moda na época.

    Assim, quando estavam cheios de mulheres, estes ônibus pareciam jardineiras de tanta flor nos chapéus. Por este formato de carroceria, toda aberta na lateral, e pelas flores dos chapéus, por onde passavam, os taxistas, artesãos, padeiros e até os próprios motoristas falavam que os ônibus pareciam jardineiras. Era uma forma carinhosa de expressar admiração e elogios às elegantes e belas operárias e o nome pegou.

    Informações e imagens da Internet.

    • Besteira Besta!!!

      Conta amanhã para o meu amigo Jejê!

       

      A italianinha foi à casa do nono e lá pelas tantas lembrou de uma musiquinha que adorava:

      – Nono, canta il paquetá:

      – Non, figlia, no voglio. Non si può..

      – Dai, nono, canta… Voglio ascoltare il paquetá…

      – Va bene, carissima, va bene:

      Oh Jardineira paquetá tao triste…

       

      (Tenho absoluta convicção que peguei pesado e forcei a amizade… No entanto sei que você aguenta as forçaões de um bom amigo. Eu sou como você)

      • Qué vim?

         

        Vem!

        Vem jardineira

        Vem meu amor

        Não fique triste 

        Que este mundo é todo teu

        Tu és muito mais bonita 

        Que a camélia que morreu

  3. noir

     

    O HOMEM VESTIDO

    Minha senhora, não me venha de borzeguins

    ao leito! Então quer fazer de mim gato-sapato?

    Pensa que vou acompanhá-la com botas de sete

    léguas, até onde o diabo perdeu as botas?

    Isso que você me promete é sapato de defunto.

    Mas duvido, sabe? Duvido que me bote no chinelo.

    Aliás, devo preveni-la de que hoje amanheci de

    chinelo trocado.

    Artifícios do mago Drummond que, quando não cria, reinventa, porque sabe de palavras e de coisas.

  4. + comentários

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