4 de junho de 2026

40 anos de “Pedro Nadie” !!

Com essa estória toda de eleições esquecemos de uma das mais importantes efemérides musicais do ano.

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Bom, para mim pelo menos…

Em out./1970 “Pedro Nadie”, de Piero em parceria com José Tcherkaski ganhou o 1º prêmio no V Festival Internacional da Canção, no Maracanãzinho.

Piero é um compositor e cantor ítalo-argentino pouco comentado hoje no Brasil, o que é uma pena, pois é um grande talento, embora menos atuante desde meados dos anos 90.

http://en.wikipedia.org/wiki/Piero_De_Benedictis

Outra biografia:

http://www.musica.com/letras.asp?info=45603&biografia=18010&idf=5

Meu primeiro contato com a música de Piero foi com a vitória no V FIC (1970)

Eu era criança, tinha 6 anos, mas meu irmão, 10 anos mais velho, se empolgou e comprou a edição da Manchete sobre o FIC e os compactos que havia disponíveis na época (algumas músicas foram lançadas no Brasil na esteira do sucesso no FIC.)

Passamos muitos meses ouvindo Pedro Nadie, Mi Viejo, Juan Boliche (ou Juan Tequila) & Waldemar El Brasilero na eletrola (daquelas com aquela correia de borracha que teimava em romper…)

Muito tempo depois, no final dos 90, visitando Buenos Aires, lembrei dele e comprei um CD-duplo com os maiores sucessos, 30 canções. É muito gostoso de ouvir, ótimo para viagens.

Penso que as canções de Piero podem ser divididas em 3 grupos : políticas ou com temas sociais, românticas e as que falam mais do cotidiano (minhas favoritas, mas gosto de todas.) Em alguns casos nota-se a mistura de temáticas em uma mesma canção.

Tem até uma letra, “Y Todos los Dias”, (não sei o ano, mas está em uma coletânea de 1993), que fala que nos jornais só se publica bobagem…

“Y todos los días, y todos los días
la gente laburaba, noche y día,
todos los días, todos los días.
los diarios publicaban porquerías,”

Abaixo links no YouTube de algumas das músicas mais famosas…

A linda e premiada “Pedro Nadie” (1970), que lembra do mundo rural :

“Pedro venia con la mañana a cuestas
pensando en la Juana para la siesta
tenia en la mano trigo de lunes
y un amor puro como la tierra…”

E a sensível e um tanto existencial “Mi Viejo” (1969) :

“Es un buen tipo mi viejo
Que anda solo y esperando
Tiene la tristeza larga
De tanto venir andando…”

Mas a que eu adoro mesmo e nunca canso de ouvir é a realista mas alegre “De vez en cuando viene bien dormir”:

“Si uno solo sabe dormir
Solo le queda soñar o morir
La verdad es que cuesta reír
Pero en fin
Haciendo un esfuerzo
Se puede vivir
De vez en cuando viene bien dormir…”

Na realidade não sei se ele era o letrista ou o compositor de todas as canções, o meu CD é coletânea sem muita coisa no encarte além das letras.

Quem não o conhece, arrisque, acho que vale a pena!

Redação

Curadoria de notícias, reportagens, artigos de opinião, entrevistas e conteúdos colaborativos da equipe de Redação do Jornal GGN

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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