Total de empresas criadas bate recorde no quadrimestre

Entre os estados, São Paulo segue em primeiro no ranking, representando 28,1% do total

Jornal GGN – O país registrou a abertura de 674.975 novas empresas durante o primeiro quadrimestre de 2016, o que foi considerado o maior registro para o período desde 2010, de acordo com levantamento de nascimento de empresas elaborado pela consultoria Serasa Experian. O número é 4,1% maior que no primeiro quadrimestre de 2015, quando foram registrados 648.488 nascimentos. Em abril, houve queda de 5,6% em relação ao mesmo mês do ano anterior, totalizando 158.774.

O número de Microempreendedores Individuais (MEIs) totalizou 540.772, um aumento de 10,4% sobre o mesmo período de 2015, quando 489.736 novos MEIs surgiram. Os dados também mostram crescimento dos MEIs entre todas as naturezas jurídicas apuradas no decorrer dos anos. No mês de abril de 2016 o número de MEIs totalizou 127.217, ligeira alta de 0,2% sobre abril de 2015, quando 126.932 novos MEIs surgiram.

Por outro lado, as demais naturezas jurídicas pesquisas perderam força no período. O número de nascimentos em Empresas Individuais apresentou queda de 23,7% no período, com 45.515 companhias nascidas, contra 59.683 no mesmo período do ano anterior. As Sociedades Limitadas também registraram diminuição nos nascimentos de um quadrimestre para outro, de 65.455 para 54.999, queda de 13,9%. O nascimento de empresas de outras naturezas teve alta de 4% e totalizou 33.689.

A avaliação setorial mostra que a área de serviços continuou sendo a mais procurada do pelos empreendedores nos primeiros quatro meses de 2016, com a abertura de 425.026 novas empresas no segmento, o equivalente a 63,0% do total de nascimentos. Em seguida, 192.002 empresas comerciais (28,4% do total) surgiram nos três primeiros meses do ano e, no setor industrial, foram abertas 56.266 empresas (8,3% do total).

O indicador revela ainda um crescimento constante na participação das empresas de serviços no total de negócios que surgiram no país nos últimos seis anos, passando de 52,8% (abril de 2010) para 63% (abril de 2016). Por outro lado, a participação do setor comercial tem recuado gradativamente: de 35,9%, em abril de 2010, para 28,5%, em abril deste ano. Já a participação das novas empresas industriais se mantém estável.

O Sudeste foi a primeira região em número de novos negócios nos primeiros quatro meses de 2016, com 340.756 empresas, ou 50,5% do total. A Região Nordeste ocupou o segundo lugar, com 16,6% (111.769 empresas) e a Região Sul ficou em terceiro lugar, com 16,3% de participação e 109.688 novas companhias. O Centro-Oeste registrou a abertura de 58.606 empresas ou 8,7% de participação, seguido pela Região Norte, com 33.097 novos empreendimentos ou 4,9% do total de negócios inaugurados no período.

De acordo com o indicador, as regiões Sudeste e Sul puxaram a alta de nascimentos de empresas no país no primeiro trimestre, enquanto as demais regiões apresentaram queda no número de novos empreendimentos. A maior alta no período, em comparação com os quatro primeiros meses de 2015, foi registrada no Sudeste (4,8%), seguida pelo Sul (1,8%). Enquanto isso, a Região Centro Oeste apresentou queda de 6,5%, e a Região Nordeste queda de 5,7%. A Região Norte registrou ligeira queda de 3,5%.

Segundo os economistas da consultoria, o aumento de novas empresas no primeiro quadrimestre foi puxado exclusivamente pelo surgimento de novos microempreendedores individuais (MEIs). “Este movimento tem sido determinado, principalmente, pela perda de postos formais no mercado de trabalho (aumento do desemprego no país) por causa da recessão econômica, impulsionando trabalhadores desempregados a buscarem, de forma autônoma e formalizados, alternativas econômicas para a geração de renda”, ressaltam.

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