30 anos depois, Collor pede desculpas pelo confisco da poupança

"Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas", escreveu no Twitter

Jornal GGN – O ex-presidente Fernando Collor usou o Twitter nesta segunda (18) para pedir desculpas a quem foi “prejudicado” pelo plano de bloqueio de ativos lançado em março de 1990, no início de seu governo, e que entrou para a história sob a alcunha de “confisco da poupança”.

“Acreditei que aquelas medidas radicais eram o caminho certo. Infelizmente errei. Gostaria de pedir perdão a todas aquelas pessoas que foram prejudicadas pelo bloqueio dos ativos”, escreveu o hoje senador.

Collor sustentou que, naquela época, o país enfrentava “imensa desorganização econômica, por causa da hiperinflação: 80% ao mês”. Nesse cenário, os “mais pobres eram os maiores prejudicados, perdiam seu poder de compra em questão de dias, pessoas estavam morrendo de fome.”

“(…) tomei conhecimento de um plano economicamente viável, mas politicamente sensível, com grandes chances de êxito no combate à inflação. Era uma decisão dificílima. Mas resolvi assumir o risco.”

“Eu e a minha equipe não víamos alternativa viável naquele início de 1990. Quisemos muito acertar. Nosso objetivo sempre foi o bem do Brasil e dos brasileiros”, escreveu.

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10 comentários

  1. Desculpas aceitas antes de levar um tiro na nuca. Fdp. Só faz o arrependido porque fracassou totalmente. Se tivesse domado a inflação ele seguiria o modelo de Fujimori no Peru: fechar o congresso e ter pleno poderes.

  2. Nunca é tarde para se reconhecer um erro. Não apaga a responsabilidade assumida com as pessoas afetadas mas permitirá que ele possa sair da auto culpa para a ação de construir uma nova etapa de ajuda às pessoas, pois ainda tem poder político para tal.

  3. Não!
    Não errou.
    Milhares de pessoas foram prejudicadas; muitas tiveram suas vidas despedaçadas.
    Conheci um casal que, por infeliz coincidência, ela resolveu montar um gabinete dentário em outra cidade, enquanto ele, engenheiro e aprovado em concurso da Petrobras na mesma cidade. Ele, teve o dinheiro da venda do ser ex-consultório bloqueado, e ele teve a contratação suspensa por mais de ano.
    Eu, funcionário público federal tive meu salário reduzido a 32 por cento. Mas sobrevivi, mesmo tomando outra pancada no Real, com salário com defasagem de 25% congelado por cinco anos.
    Se não fosse a “loucura” de Collor em 1990 não teria havido Real em 1994 e possivelmente também não o boom da primeira décda deste século.
    E só um louco para fazer aquilo e destruir pela cepa uma cultura inflacionária de cinco décadas, exitosa com o Plano Real, como ele mesmo, Collor afirma na longa entrevista em vídeo ao Nassif.

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  4. FDP e quanto mais, resgatei o FGTS de 23 anos na saída da empresa, estacionei o “fruto da corrupção” no banco aguardando fechar compra de um apto. O dinheiro sequestrado foi devolvido com o o pedagio de 25% pago à banca advocatícia.
    FDP você não roubou o meu dinheiro, roubou 23 anos de trabalhos.
    Nem esquecer nem perdoar!!!!!

  5. Faltou inteligencia e humildade ao candidato que poderia ter aberto uma ampla consulta sobre o problema a todos os setores da sociedade na ocasiao da formulacao de seu plano de governo. Deu errado porque ouviu apenas os banqueiros, grandes empresarios e economistas de visao liberal.

  6. Muitos afirmam que se isto tivesse ocorrido nos EUA, com uma confissão dessas alguém entraria com ação por perdas e danos. Sei lá se é verdade.

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