A engenharia nacional se prepara para o renascimento

Nessa entrevista, Antunes Sobrinho analisa vários aspectos do terremoto que se abateu sobre o setor de construção pesada

Presidente da Engevix, José Antunes Sobrinho é um representante de uma geração de empresários que, em determinado momento, o país apostou para levar a excelência da engenharia brasileira pelo mundo.

Esmagado pela Lava Jato – que não se limitou a punir os malfeitos, mas empenhou-se em destruir as empresas -, o setor é visto por pessoas do próprio governo como uma das esperanças para a retomada da economia pós-pandemia.

Nessa entrevista, Antunes Sobrinho analisa vários aspectos do terremotos que se abateu sobre o setor de construção pesada.

Mostra a falácia da privatização, em um quadro de crise, com falta de capitais privados e com o preço das empresas na bacia das almas.

Defende a necessidade de um investimento público, com articulação entre União, estados e municípios em um plano de emergência, focando nos setores mais geradores de emprego. Entre eles, situa o saneamento, mas dentro de um novo modelo, no qual peça chave seriam as estaduais de saneamento articulando com os municípios.

Explica também a razão das obras interrompidas, algumas por falta de recursos públicos, muitas por falta de fôlego financeiro das empresas vencedoras, em um modelo de licitação, a Lei 8666, que privilegia o preço sem atentar para a necessidade de garantias das empresas, para assegurar a continuidade dos projetos.

Mesmo com o terremoto da Lava Jato, Antunes Sobrinho diz que as empreiteiras brasileiras preservaram o conhecimento de engenharia e de projetos. E poderiam ser acionadas para o novo ciclo de obras. Mas defende principalmente as pequenas obras locais estimulando as pequenas empreiteiras e a geração de empregos nos municípios.

É bastante crítico em relação ao Ministro da Economia Paulo, a quem acusa de falta de conhecimento e de interesse na preservação da economia real. E defende o PAC com base nos números da economia até 2012.

E relata vários casos de corrupção de grandes multinacionais, que não foram destruídas pelos respectivos governos nacionais.

Clique aqui para assistir a entrevista

 

 

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