Bolsonaro ignora denúncias e mantém Wajngarten no cargo

Presidente volta a criticar imprensa após denúncia; chefe da Secom não apresenta relação de contratantes ou valores pagos

Fabio Wajngarten, chefe da Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência, e o presidente Jair Bolsonaro. Foto: Reprodução/Twitter

Jornal GGN – O presidente Jair Bolsonaro voltou a ignorar as denúncias feitas pela imprensa, e anunciou que Fabio Wajngarten segue no cargo de chefe da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência).

Nesta quarta-feira, foi revelado que Wajngarten recebe dinheiro de emissoras de TV e agências de publicidade contratadas pela Secom, ministérios e estatais do governo Bolsonaro. O pagamento é feito à uma empresa da qual ele é sócio.

A Secom realiza a distribuição da verba de propaganda do Planalto, e dita as regras para as contas dos demais órgãos federais. O gasto registrado com campanhas apenas no ano passado chegou a R$ 197 milhões.

“Se foi ilegal, a gente vê lá na frente. Mas, pelo que vi até agora, está tudo legal, vai continuar. Excelente profissional. Se fosse um porcaria, igual alguns que tem por aí, ninguém estaria criticando ele”, disse o presidente, segundo informações do jornal Folha de São Paulo. Bolsonaro também criticou o veículo quando foi questionado sobre a permanência do secretário, chegando a mandar a reportagem calar a boca.

Wajngarten foi nomeado para a Secom em abril de 2019. Porém, ele continua como principal sócio da empresa FW Comunicação e Marketing – ele detém 95% de participação da companhia, que possui contratos com pelo menos cinco corporações que recebem do governo, dentre elas as TVs Record e Band, que têm ampliado sua participação na verba publicitária da Secom.

Em entrevista à Folha, o empresário Fabio Liberman, que foi nomeado por Wajngarten para ser o administrador da FW Comunicação, disse que a empresa conta com diversos clientes privados, entre agências de publicidade e veículos de comunicação. O chefe da Secom não apresentou a relação de contratantes, sequer os valores pagos e as datas dos contratos fechados.

A legislação em vigor proíbe que integrantes da cúpula do governo mantenham negócios com empresas ou pessoas físicas que venham a ser afetadas pelas decisões tomadas.

6 comentários

  1. Antes era tudo mais fácil para “nomear” um parente seu, de ex-esposa ou de miliciano para um dos gabinetes de sua família, nos métodos de velha política e de mamatas polutas. Era só combinar que o chefe do milicianismo na família passava para recolher a parte do leão. Quem não desse, perdia a mamata e a mão.
    Agora ficou complicado, pois são tantos os compromissos de campanha e com tanta gente com história enrolada, passado sinistro, currículo vazio, que mesmo para o grande Brasil, está mais difícil para cooptar desqualificados. Com seu antigo partido contra si, oposição partidária, incompetências, economia fragilizada, rolos familiares, vão penar já no começo do ano. Fora os ataques que aparecem, tem carnaval e cerimônia do oscar pela frente, a lhe fazerem raiva. Coitados dos repórteres do cercadinho do planalto, pois vão receber muita patada,

  2. Imagino que deve rolar uma rachadinha…..o Bolso da pro bispo, SS e outros a verba publicitaria federal, e o impronunciável recolhe em “prestação de serviços”………Tipo uma rachadinha mais”alto nível”…..essa parada com miliciano da muito nas vista…..coisa de pobre “churrascão na laje”…….agora a coisa é mais gourmet……

  3. A questão agora é saber QUANTO o vagabundo Jair Bolsonaro está recebendo de PROPINA nessa parada… Mas não pergunte isso a Sérgio Moro, pois ele já demonstrou ser um COITEIRO fiel do mito corrompido.

  4. Bolsonaro e Fabio Wajngarten estão “amarrados” até o resto de suas vidas.Fabio Wajngarten e Meyer Joseph Nigri(dono da Tecnisa) fazem parte da comunidade Judaica de SP e foram eles que indicaram o oncologista, Antonio Luiz Macedo e planejaram a transferência do Bolsonaro para o Albert Einstein após a” facada”.Fabio é filho do cardiologista, Maurício Wajngarten que trabalha no Einstein.O Fabio disse a revista Época no ano passado que Macedo já salvou a vida do pai dele.O atual chefe da Secom teve livre acesso ao quarto na. época que Bolsonaro fez cirurgias no Albert Einstein.Toda essa imprensa monopolista que está assistindo esse episódio envolvendo o chefe da Secom sabe da fakeada,mas jamais irá investigar e tornar público isso.O antropólogo e especialista em estratégia militar,Piero Leirner acredita que eles jamais irão admitir a fakeada,porque cairia a medicina brasileira,as instituições” e o Albert Einstein

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