CNMP arquiva representação contra procuradores da Lava Jato

    Corregedora-geral nega pedido de Juristas pela Democracia para afastar Thaméa Danelon e de Deltan Dallagnol por tentarem articular impeachment de Gilmar

    Jornal GGN – Alegando “ausência de elementos probatórios mínimos” que comprovem desvio de função, a corregedora-geral do Ministério Público Federal, Elizete Maria de Paiva Ramos, decidiu arquivar uma representação impetrada pela Associação Brasileira de Juristas pela Democracia (ABJD) contra os procuradores da Lava Jato Deltan Dallagnol e Thamea Danelon.

    A entidade entrou com uma reclamação disciplinar no Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) com base em revelações de trechos de conversas trocadas entre os procuradores. Thamea dizia ter sido procurada pelo advogado Modesto Carvalhosa para redigir o pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

    “O Professor Carvalhosa [Modesto Carvalhosa, advogado] vai arguir o impeachment de Gilmar. Ele pediu para eu minutar para ele”, disse Danelon em conversa com Dallagnol, que respondeu: “Sensacional Tamis! Manda ver”.

    As mensagens, divulgadas na coluna do jornalista Reinaldo Azevedo, da rádio BandNews, fazem parte de um lote de conversas raqueadas de procuradores da Lava Jato entregues ao site The Intercept Brasil por uma fonte anônima, segundo o portal de notícias.

    Na reclamação aberta no CNMP, os Juristas pela Democracia cobravam os afastamentos de Thaméa e de Deltan Dallagnol. Porém, na sua decisão, a corregedora disse que não viu elementos suficientes para atender o pedido.

    “Há de se notar a ausência de elementos probatórios mínimos aptos a sustentar o indigitado desvio funcional”, escreveu.

    Assim como outros membros da força-tarefa, a defesa de Thaméa classificou o uso do material como provas “ilícitas e criminosas”, “obtidas por hackers já detidos e com amplos antecedentes criminais”.

    Indo por essa linha, seus advogados – Marcelo Knoepfelmacher, Felipe Locke Cavalcanti e Mariana Figueiredo Paduan – afirmam que as mensagens não têm validade jurídica por estarem suscetíveis a adulterações.

    *Com informações da coluna Painel, da Folha de S.Paulo

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