Coaf é “só a primeira” das derrotas que Moro vai saborear enquanto ministro

Quando Moro é citado em rodas de conversa em Brasília, não se fala em outra coisa que não impor derrota atrás de derrota aos projetos que mais interessam à estrela da Lava Jato, diz colunista

Foto: Agência Brasil

Jornal GGN – Mesmo abrindo o gabinete para conversar com parlamentares, e deslocando-se até o Congresso para defender a manutenção do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) na pasta de Justiça, o ministro Sergio Moro acabou derrotado na votação da comissão mista especial que analisava a Medida Provisória que reorganiza a estrutura do governo segundo os critérios de Jair Bolsonaro.

A MP 870/2019 foi aprovada não com uma, mas duas derrotas para o governo: além de Moro perder o Coaf, que volta para o Ministério da Economia, a ministra Damares Alves, da Mulher, Família e Direitos Humanos, perdeu a Funai na íntegra (não esquartejada entre mais de um ministério) para a Justiça.

No caso de Moro, a derrota é “só a primeira” de muitas que ele deve saborear, se depender do Congresso. Segundo a Folha, partidos de oposição (esquerda) e alguns ao centro e até mesmo à direita se uniram para tirar o Coaf do ex-juiz. Lauro Jardim, em O Globo desta quinta (9), acrescentou que, nos bastidores do Congresso, quando Moro é citado, não se fala em outra coisa que não impor derrota atrás de derrota aos projetos que mais interessam à estrela da Lava Jato.

“O objetivo de enfraquecer o ministro mais popular do governo está em todas as conversas de bastidores sobre ele no Congresso”, anotou Jardim.

Além da questão indígena e do Coaf, o governo Bolsonaro sofreu derrotas em outras definições. Reportagem da Agência Senado mostra como a MP foi aprovada. Agora, ela deve ser discutida nos plenários da Câmara e Senado, onde ainda pode passar por mudanças.

A manutenção do Coaf no Ministério da Economia foi defendida por associação de auditores fiscais, em artigo publicado hoje pelo GGN.

Leia mais:

Auditores Fiscais pela Democracia: COAF deve permanecer no Ministério da Economia

 

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13 comentários

  1. Ainda há esperança pra esse congresso, a derrota do bolsonaro é a vitória do povo humilde e que precisa realmente de proteção.

  2. E ao fazer o que fez e aceitar o que aceitou, vislumbrava um caminho livre para continuar criando das suas. Com tanta gente a desejar-lhe o mal, vai em breve preferir ter continuado a ser um funcionário público bem remunerado, sem precisar ter caído na armadilha anti-Brasil dos EUA e acreditado que o PIG tem amigos. Fora do governo, sem poder retornar ao cargo antigo e agora, se quiser ser advogado vai ter de passar por exames da OAB.

  3. Só está esperando a hora de dar o bote……

    Ou vai para o “desmorolizado” stf, ou concorre a um cargo público….

    Vive de mímimi dizendo que vai pedir demissão mas não larga o osso…. interessante seria ver quem iria lhe socorrer se isso ocorresse…. explicaria muita coisa…..

    Ninguém larga um empregão daqueles a toa…….

    Será que vai bater bumbo amanhã pro cramunhão também?!?!?

  4. Que perca todas! Ele merece! Que a lei do retorno o atinja das mais diversas formas possíveis! É o meu desejo! Esse ser de olhos piscantes, voz de assustado e que não consegue encarar seus interlocutores, jamais me convenceu. Apenas o idolatram aqueles que se exultaram com o “SERVIÇO ” que esse ser desprezivel ( na minha opinião ), executou sem dor nem piedade! Amém!

  5. O deputado paulo teixeira tem um vídeo no facebuque
    imperdível, onde segundo alguns desmascara as tramóias do moro…
    fornece dados do desemprego promovido pela l
    ava-jato e seus interesses internacionais
    – e tem gente que acha que o moro precisava do cargo
    de juiz para viver, se conhece bem as entranhas da cia e do departamento de estado norte-americano….

  6. Se acham, que Sérgio Moro vai deixar o ministério da Justiça, estão enganados, o objetivo dele é o STF, nada vai tirar o foco dele, se fosse uma pessoa com o ninimo de bom senso, já teria pedido sua demissão, pode sofrer qualquer derrota, vai coninuar no ministério, mesmo sendo desmoralizado pelo governo.

  7. O país no caminho descaminho. Sem poder e sem oposição responsável., o sonho de mais uma queda embala o sono dos hipócritas. Somos uma nação à deriva no meio da tempestade.

  8. Não é por ideologia ou qualquer princípio ético a aparente reação do Congresso a Sérgio Moro. É puro “instinto de sobrevivência” – no que eles, políticos, estão cobertos de razão em minha opinião.
    Os mais espertos já perceberam que Moro tem um profundo desprezo pela classe política. Tirando os aliados diretos e os que desejou blindar – como os tucanos, por exemplo – Moro é o responsável direto por todo o descrédito dos congressistas, e se tornou óbvio que a Lava Jato tornou-se, ela mesma, um projeto político de PODER.
    Ora, porque os atuais parlamentares alimentariam com mais corda e madeira alguém que adoraria colocar vários deles em um cadafalso?
    Só um político absurdamente ingênuo – não sendo tucano…. – daria a Moro ainda “mais moral e poder” do que o que já desfruta.
    Penso mesmo que, pela maioria deles, Moro de algum modo bem poderia cair em desgraça por qualquer tipo de escândalo que sujasse sua imagem. Deve ser o sonho de consumo de nove em cada dez políticos em Brasília.

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