Conselheira de Direitos Humanos critica nova Previdência e acaba demitida por Damares

Não é a primeira vez que Damares interfere em órgãos ligados aos direitos humanos porque seus membros se posicionaram contrariamente a medidas ou posturas adotadas pelo governo ou pelo próprio presidente

Jornal GGN – Foi só Caroline Dias dos Reis, coordenadora geral do Conselho Nacional de Direitos Humanos, assinar um parecer ao Senado recomendando a rejeição da reforma da Previdência aprovada pela Câmara, que a ministra Damares Alves mexeu os pauzinhos para garantir mais uma exoneração por motivos ideológicos.

A demissão foi publicada na segunda (26) no Diário Oficial da União, depois que a reforma que o governo Bolsonaro defende foi qualificada como responsável por “graves retrocessos sociais”.

No dia em que o parecer foi divulgado, Damares foi ao Twitter dizer que o Conselho atuava de maneira independente do Ministério dos Direitos Humanos e que suas “manifestações ideológicas” deveriam ser “ignoradas”, pois o colegiado está “longe de se preocupar com direitos humanos.”

A exoneração de Caroline é assinada pela secretária executiva do Ministério dos Direitos Humanos, Tatiana Alvarenga.

Não é a primeira vez que Damares interfere em órgãos ligados aos direitos humanos porque seus membros se posicionaram contrariamente a medidas ou posturas adotadas pelo governo ou pelo próprio presidente Jair Bolsonaro.

Neste mês, Damares removeu da Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos a procuradora Eugênia Gonzaga, depois que ela assinou uma carta questionando e repudiando o ataque de Bolsonaro a Fernando Santa Cruz, pai do presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, que foi desaparecido e morto pelo regime militar.

As informações são da Folha de S. Paulo.

 

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