Doria compra 3 mil respiradores da China, por R$ 180 mil cada, e vira alvo do MP

Governador adquiriu aparelhos para guerra contra coronavírus do mesmo fornecedor chinês que abasteceu Nova York

Jornal GGN – O Ministério Público decidiu investigar a compra emergencial que o governo de São Paulo realizou junto a um fornecedor chinês, para garantir a chegada de 3 mil aparelhos respiradores para abastecer o sistema público de saúde durante a pandemia de coronavírus.

Segundo informações da Folha, o MP questiona o valor médio dos aparelhos – R$ 180 mil cada – e o tempo de entrega – o governo publicou o decreto entre os dias 23 e 24 de abril, e espera receber a entrega nos próximos dias. O custo total foi de 100 milhões de dólares, ou 550 milhões reais no câmbio atual.

A Secretaria de Saúde afirmou que não há ilegalidades, pois a compra seguiu exigências previstas nos decretos estadual e federal de calamidade pública. Os respiradores foram cotados junto a 8 empresas que apresentaram as “melhores condições do mercado, como prazo e garantia de entrega e volume necessário.”

A empresa Hichens Harrison & Co (de origem britânica, com sócios brasileiros e escritório no Rio de Janeiro), intermediou a compra em favor do governo de São Paulo. Ela também atuou na venda de respiradores para o governo de Nova York.

“Somos representantes e distribuidores exclusivos da Shenzen Comen Medical e da Beijing Eternity, fábricas de equipamentos hospitalares chineses, dentre outras empresas do gigante asiático”, explicou a Hichens Harrison.

No começo de abril, o Ministério da Saúde comprou 6.500 respiradores por R$ 322,5 milhões, uma média de R$ 49,6 mil por aparelho. A entrega de 2.000 deles será feita ainda neste mês e o restante não tem data certa, mas deve ocorrer em até 90 dias.

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9 comentários

  1. Favor corrigir a frase “O custo total foi de 100 milhões de dólares, ou 550 mil reais no câmbio atual” – já que a conversão para reais ficou incorreta.

    O tucano, que tinha uma lucrativa “LIDE” nos tempos anteriores à covid-19 e como teve de pausar seus 220 projetos de privatização, não vai perder a chance de privatizar o prejuízo dos paulistas, principalmente com a proteção dos engavetadores do tucanistão

  2. As pessoas imaginam que o uso do respirador vai salvar qualquer um.
    Quando a pessoa chega no ponto de necessitar de um respirador, a situacao eh tao critica que ela nao tem musculo suficiente pra mover a caixa toraxica e colocar ar dentro do pulmao. As chances de sobrevivencia mesmo pra outras doencas sao bem baixas.
    O procedimento eh tao drastico, que necessita de coma induzido para o paciente nao se desesperar com a introducao de um tubo na garganta. Uma pessao que entra em coma induzido pode desenvolver PTSD. Imagina ficar preso num pesadelo durante dias? Tem gente que fica semanas entubado por covid-19
    Uma pessoa em coma induzido perde uma grande quantidade de massa muscular. Muitos precisam fazer fisioterapia por meses para reaprender a utilizar todos os musculos que foram perdidos.

  3. Está é a hora das grandes pilantragens.
    Em momentos de desespero os pilantras ficam mais pilantras do que nunca.
    É o respirador da USP? Só porque é barato e nacional não presta?
    Por que não investir pelo menos parte dessa dinheirama no desenvolvimento dele?
    São Paulo merece porque vota no atraso desde 1982 e está contente.

  4. A USP desenvolveu um respirador, ao custo médio de R$ 1.000,00 (hum mil reais) cada um… Por que não dão prioridade à industria nacional ? $$$$erá que os importados$$$ $$$ão mai$$$ eficiente$$$ ?

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