Ecovias afirma que pagou propina em governos do PSDB por 18 anos

Jornais não divulgaram valores da propina nem o nome dos tucanos que foram delatados pela concessionária

Jornal GGN – Em um acordo cível com a Promotoria de São Paulo, a Ecovias, concessionária que administra o sistema Anchieta-Imigrantes, admitiu que pagou propina e fez doações via caixa 2 em benefício do PSDB no Estado durante 18 anos.

Pelo menos 12 contratos estariam implicados e outras empresas, envolvidas no cartel. A “delação”, contudo, é apenas da concessionária, e está sob sigilo absoluto.

A Ecovias relatou aos promotores que os crimes ocorreram a partir de 1998, durante a gestão de Mário Covas (1930-2001) e pararam em 2015.

“A companhia citou à Promotoria as pessoas que teriam recebido os valores, entre eles políticos que ainda hoje têm mandato”. Nenhum jornal revelou, contudo, os nomes dos delatados.

De acordo com a Folha desta terça (7), o PSDB negou “qualquer relação com a empresa citada ou com os fatos mencionados e tem absoluta convicção de que os atos administrativos das gestões de Mário Covas, Geraldo Alckmin e José Serra seguiram estritamente o definido por lei”.

No total, a Ecovias se comprometeu a pagar R$ 650 milhões, sendo R$ 450 milhões em obras, R$ 150 milhões na redução de 10% do pedágio durante 21h e 5h, e R$ 50 milhões em multa. O governo João Doria (PSDB) ajudou a definir as obras que serão feitas sem lucros para a Ecovias.

Os promotores do caso, Silvio Marques, José Carlos Blat e Paulo Destro, não quiseram dar entrevista.

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