Jornal GGN – Toda a imagem positiva que a diplomacia brasileira construiu ao longo dos anos está sendo demolida pela atual equipe de Jair Bolsonaro. E o alvo desta vez é a China – justamente o principal consumidor de commodities brasileiras.
Na noite de ontem, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) usou suas redes sociais para acusar a China de ser responsável pela pandemia de coronavírus – embora o país praticamente tenha controlado o avanço da doença, e a Itália seja o atual epicentro da pandemia.
Quem assistiu Chernobyl vai entender o q ocorreu.Substitua a usina nuclear pelo coronavírus e a ditadura soviética pela chinesa
+1 vez uma ditadura preferiu esconder algo grave a expor tendo desgaste,mas q salvaria inúmeras vidas
A culpa é da China e liberdade seria a solução https://t.co/h3jyGlPymv
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) March 18, 2020
As declarações do filho do presidente Jair Bolsonaro – que chegou a ser pleiteado para assumir a embaixada brasileira em Washington – foram suficientes para causar uma crise diplomática entre os dois países, gerando críticas duras por parte da Embaixada Chinesa no Brasil.
1-As suas palavras são extremamente irresponsáveis e nos soam familiares. Não deixam de ser uma imitação dos seus queridos amigos. Ao voltar de Miami, contraiu, infelizmente, vírus mental, que está infectando a amizades entre os nossos povos.
— Embaixada da China no Brasil (@EmbaixadaChina) March 19, 2020
E o atual ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, preferiu abraçar o lado dos Bolsonaro ao invés de procurar resolver o imbróglio causado pelo filho do presidente, como seu comunicado deixa claro.
Sobre postagens recentes e a relação Brasil-China: pic.twitter.com/8jxfYoBaQy
— Ernesto Araújo (@ernestofaraujo) March 19, 2020
Embora tenha dito que as críticas não reflitam a posição do governo brasileiro, Araújo exigiu que os chineses se retratem “por sua repostagem ofensiva ao Chefe de Estado” do Brasil.
Ou seja: entre procurar a conciliação com o principal parceiro comercial do Brasil ou partir para uma crise diplomática, Araújo preferiu jogar um balde de gasolina na questão. Resta saber como a China irá se posicionar a respeito.
Para um país que chegou a ter Celso Amorim, Luiz Felipe Lampreia, Celso Lafer, San Tiago Dantas e Afonso Arinos de Melo Franco representando suas relações exteriores, ter alguém como Ernesto Araújo à frente do ministério é o mais próximo de “fundo do poço” que se pode dizer a respeito da atual diplomacia brasileira.
Anônimo
19 de março de 2020 4:42 pmNo desdobrar, alguém ainda vai emprestar uma pá para o amiguinho da família cavar mais fundo esse poço.
peregrino
19 de março de 2020 5:16 pmE do pagode chinês, besta é tu…
https://youtu.be/b7cmTFwrruo
Lucinei
19 de março de 2020 6:36 pmA China agora vai fazer é silencio, já falou o que tinha de falar sobre o episódio. Eles não são de ficar de bate boca, ainda mais com um bando de boçais desvairados…
A coisa toda já passou do limite da AVACALHAÇÃO há muito tempo. Impressiona a desarticulação TOTAL da massa crítica do Itamaraty com os setores financeiros, empresariais, midiáticos, judiciários, militares… Só dá pra supor que são todos cúmplices dessa mixordia toda.
André-Kees Schouten
19 de março de 2020 6:51 pmMais próximo do fundo do poço?! Eu diria que, há muito, já atravessamos o alçapão.
Carlos Elisio
19 de março de 2020 7:17 pmO título de “idiota” não é a toa. E responder a um idiota é absoluta perda de tempo.