Informalidade no mercado de trabalho bate recorde no trimestre

Total de trabalhadores por conta própria chega a 24,4 milhões, segundo IBGE; taxa de desemprego fica estável em 11,8%

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Jornal GGN – A taxa de desemprego no Brasil apresentou estabilidade no trimestre encerrado em setembro, mas o volume de trabalhadores que estão no mercado informal, por conta própria ou trabalhando menos tempo do que gostariam exerceram um impacto direto nos dados.

Segundo a Pnad Contínua divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), a categoria dos trabalhadores por conta própria chegou a 24,4 milhões de pessoas, novo recorde na série iniciada em 2012, crescendo 1,2% (mais 293 mil pessoas) frente ao trimestre anterior e 4,3% (mais 1 milhão de pessoas) em relação ao mesmo período de 2018.

Os trabalhadores que estão empregados sem carteira registrada no setor privado chegaram a um total de 11,8 milhões, recorde na série histórica e superando o visto nas duas bases de comparação: 2,9% (ou mais 338 mil pessoas) em relação ao trimestre anterior e 3,4% (mais 384 mil pessoas) frente ao mesmo trimestre de 2018.

Já a população subutilizada (27,5 milhões de pessoas) recuou (-3,4%, ou menos 952 mil pessoas), frente ao trimestre móvel anterior (28,4 milhões de pessoas) e ficou estatisticamente estável frente ao mesmo trimestre de 2018 (27,2 milhões de pessoas).

Os dados do IBGE mostram que a taxa de desocupação variou -0,3%, para um percentual de 11,8% – ou 12,5 milhões de pessoas. Nos três meses encerrados em junho, o mesmo número de pessoas estava sem emprego, e a taxa foi de 11,8%. Em 2018, o total apurado no trimestre fechado em setembro foi de 11,9% e o grupo de desempregados era de 12,7 milhões de pessoas.

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De acordo com informações do jornal O Globo, a analista do IBGE Adriana Beringuy disse que, apesar da desocupação estar caindo, o total de desocupados ainda é o dobro do patamar mínimo registrado, em 2013, e não se sabe ao certo quantos trimestres serão necessários para esse patamar ser retomado.

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1 comentário

  1. Mais uma notícia no GGN tipo copia-cola sem o mínimo de crítica, pois vamos a elas:
    1º) Considerar pessoas que trabalham por conta própria como empregados deve ser visto com cuidado, não são profissionais liberais como médicos, dentistas ou engenheiros, são trabalhadores que vivem de BICOS, por exemplo cortadores de grama, entregadores de alimento por bicicleta, transportadores de UBER e assemelhados, etc.
    2º) Série de desemprego deve ser comparadas com dados sazonais e não um trimestre comparado com o anterior.
    3º) Considerar os empregos gerados pelas novas leis trabalhistas com a anterior não abarca contratos temporários que foram liberados ao extremo e a terceirização.
    Falta crítica nas reportagens tipo copia-cola, talvez tenha que ter um pouco mais de conhecimento de quem as edita.

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