5 de junho de 2026

Negligência da Braskem põe Maceió em estado de emergência por risco de colapso

Exploração feita de forma incorreta de sal-gema comprometeu o solo, causando afundamento de cinco bairros e abalos sísmicos frequentes
Crédito: Divulgação/Braskem

A população de Maceió voltou a sofrer com a irresponsabilidade da Braskem. Desde a última quarta-feira (29), a Defesa Civil alertou que a região próxima ao bairro de Mutange, já desocupado devido ao afundamento do solo, pode ter um colapso e virar uma imensa cratera.

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Ao longo de novembro, o região passou por cinco abalos sísmicos, o que fez com que a prefeitura criasse um gabinete para monitorar a situação e gerenciar a crise, além de decretar estado de emergência por 180 dias.

Além de Mutange, os bairros de Bebedouro, Pinheiro e parte do Farol já foram desocupados, porém os moradores do Bom Parto também devem fazer parte do programa de realocação da Braskem.

“Com base em estudos técnicos apresentados pela prefeitura de Maceió, a Justiça Federal determinou que a Braskem realoque famílias do Bom Parto, atendendo uma solicitação do MPF, DPU e MPE. Parabenizo as instituições que de forma séria sem espetacularização têm feito seu papel”, informou o Executivo municipal.

Mapeamento de áreas de risco em Maceió. Crédito: Divulgação/ Defesa Civil

Entenda o caso

Segundo relatório da Defesa Civil, a região de Mutange sofreu um grande deslocamento abrupto do solo, o que pode gerar um sinkhole, termo em inglês usado para descrever crateras de grandes proporções.

O fenômeno pode ser desencadeado como consequência da exploração de sal-gema realizada em Maceió pela Braskem, que desestabilizou cavernas subterrâneas que já existiam na região. A extração foi encerrada em 2019, mas ainda hoje a população sofre as consequências desta tragédia ambiental e social.

A negligência colocou em risco a integridade de 15 mil imóveis, fazendo com que mais de 60 mil pessoas, o que equivale a 6% da população, tivessem de deixar suas casas, muitas delas sem receber a devida compensação financeira pelo dano patrimonial.

Caso a região afunde, a Braskem fará ainda mais vítimas, tendo em vista que a cratera poderia atingir a Lagoa Mundaú. Além de danos ao meio ambiente, que já estão em curso, pois uma das margens está afundando, a irresponsabilidade da Braskem pode afetar comunidades ribeirinhas até de outros municípiosda região metropolitana de Alagoas.

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É repórter do GGN desde 2022.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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