Pai de Neymar trata de processo na Receita… com Guedes

Entre um cafezinho e outro, a pauta foi a dívida do Neymar filho com o governo brasileiro.

Jornal GGN – O pai do jogador Neymar, Neymar da Silva Santos, foi visitar o ministro Paulo Guedes e o secretário especial da Receita, Marcos Cintra. Na agenda de Neymar pai estava também um encontro com Jair Bolsonaro, o presidente. Entre um cafezinho e outro, a pauta foi a dívida do Neymar filho com o governo brasileiro.

Sem previsão oficial, o encontro foi incluído na agenda somente após a reunião. Diz na agenda que o empresário queria, de início, prestar esclarecimentos a Bolsonaro sobre um processo fiscal pendente de julgamento.

Como Bolsonaro não trata de temas técnicos, que é regido por regras específicas, encaminhou-se o empresário ao ministério da Economia. Ali, Neymar pai apresentou esclarecimentos a Paulo Guedes, que o recebeu pois é usual a concessão de audiências ao setor privado, conforme reza a agenda pública das autoridades da União. Explicação da pasta.

A pasta diz, ainda, que a audiência não resolve, e todo o encaminhamento da questão se dará no âmbito do processo, observando-se todas as premissas legais aplicáveis.

Mas nem tudo está na nota. Inicialmente a assessoria de imprensa do ministério da Economia disse que o encontro foi marcado para tratar de ‘questões tributárias relativas a atividades esportivas’. O motivo é que a empresa de Neymar pai, apoiando o Neymar filho, está entre os 10 mil maiores contribuintes do Brasil.

Altamiro Bezerra, ligado ao Neymar filho, acompanhou o Neymar pai na visita. O empresário foi atuante na eleição de Bolsonaro em 2018. Inclusive posou para fotos ao lado do presidente.

O Neymar filho, por seu turno, gravou recentemente um vídeo de apoio ao presidente e sua visita a Israel.

A Folha, em dezembro, mostrou a cobrança de R$ 69 milhões em impostos e multas feita pela Receita a Neymar. A acusação era de que Neymar filho sonegou tributos quando foi transferido do Santos para o Barcelona.

Em 2015, Neymar filho foi autuado em R$ 188 milhões sob alegação de que o jogador deixou de declarar R$63,6 milhões entre 2011 e 2013, escamoteando o montante através das empresas NR Sports, N&N Consultoria Esportiva e Empresarial e N&N Administração de Bens. Sob o valor incidem multa (de 150%) e juros, em impostos que a Receita entende que o Neymar filho deveria ter recolhido no período.

Os R$ 69 milhões são o valor remanescente do processo, mais multa de 150%, o que é contestado pelo atleta.

Os conselheiros do Carf entendem que existe irregularidade na venda do jogador para o Barcelona. O clube pagou cerca de 40 milhões de euros à empresa de Neymar pai em parcelas nos anos de 2011, 2013 e 2014.

As autoridades dizem que esse valor deveria ter sido feito ao Neymar filho. O imposto daí difere, já que pessoa física paga 27,5% e pessoa jurídica, 17%.

A defesa de Neymar filho entende que o valor deveria compensar os R$ 28 milhões pagos pelo jogador na Espanha por conta da transferência, e que a multa de 150% é indevida. Acham, então, que deveriam pagar R$ 11,5 milhões, por dívida em direitos de imagem e multas aplicadas.

Com informações da Folha

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Apoie agora