Jornal GGN – Educação é política de Estado, e não de governo. E o ministério da Educação está em frangalhos. A afirmação é de Fernando Haddad, ex-ministro da Educação nos governos Lula e Dilma e ex-prefeito da cidade de São Paulo.
Em artigo publicado no jornal Folha de São Paulo, Haddad explica que sempre teve divergências com seu antecessor, o ministro Paulo Renato, do PSDB, que ocupou o posto de ministro da Educação pelos oito anos do governo FHC. “Nossas divergências se tornaram conhecidas no debate público ao expressarmos, sempre respeitosamente, as nossas opiniões. Sobretudo quanto à educação superior e à educação profissional, as diferenças de ponto de vista eram bastante visíveis”, pontua.
Contudo, o ex-prefeito reconhece as contribuições de Paulo Renato para o desenvolvimento da educação, como o antigo Fundef e ao Saeb (Sistema de Avaliação da Educação Básica). Diante disso, o ex-ministro da Educação ressalta algo que tanto ele como Paulo Renato comungavam: educação é política de Estado, não de governo. E o que está acontecendo no MEC “é algo que deveria inquietar a todos”.
“O atual ministro (Abraham Weintraub) não parece se dar conta da responsabilidade que tem sobre os ombros. Um homem sem visão, sem projeto, sem interlocutores, sem referências. Um nada”.
peregrino
8 de fevereiro de 2020 5:44 pmRepito…
o alvo principal não é a instituição, são os estudantes
e assim será na saúde e no controle de capital, doentes e poupadores
Não é o Paulo Freire
8 de fevereiro de 2020 8:07 pmUma parte da classe média vai agradecer. Afinal, pra essa gente, a educação é um “privilégio”, não um direito. Se acabar com o Enem, o governo devolverá o “status”.
Aquele sentimento que a gente já viu a respeito dos passageiros de aviões.
Aída Paiva
10 de fevereiro de 2020 2:54 pmWeintraub falou que vai investir na Educação Básica. Eu queria saber quais mecanismos que o cidadão brasileiro tem para saber se Weintraub está investindo ou não em Educação Básica? Será que saberemos para onde foi o dinheiro da Educação Básica só depois de muito tempo?
Se eu fosse ministra da Educação eu investiria em toda carreira educativa desde o ensino fundamental, ensino médio e universidade. Aluno vindo da escola pública iria para a universidade pública onde eles prestariam o vestibular e a universidade ficaria com os melhores alunos da escola pública. Os alunos vindos da escola particular iria para a universidade paga. Eu acho que o ministro da educação deve investir na escola pública do ensino fundamental até a universidade pública.