Para Pazuello vacina russa é ‘rasa’ e ‘incipiente’

No entanto, o ministro de Bolsonaro defendeu o uso cloroquina para tratar casos da Covid-19. O medicamento não tem comprovações cientificas sobre sua eficácia

Imagem: RDIF/Reuters

Jornal GGN – O ministro interino da Saúde de Bolsonaro, Eduardo Pazuello, afirmou que a nova vacina Sputnik V, da Rússia, contra o novo coronavírus ainda é muito “incipiente” e “rasa”. As informações são da Folha de São Paulo. 

O titular da Saúde, ainda afirmou que a parceria com a Universidade de Oxford, que o governo Bolsonaro liberou 1,9 bilhão de reais para a produção de 100 milhões de doses, “se mostra a melhor opção” para o país.

As declarações foram dadas durante audiência na comissão mista do Congresso sobre ações de enfrentamento à Covid-19. Pazuello disse que esteve em videoconferência com o governador do Paraná, Ratinho Júnior (PSD), e com os técnicos que assinaram um acordo de  R$ 200 milhões com Rússia para pesquisa e produção do imunizante no Brasil.

“Essa videoconferência mostrou que, concordo com os dados ali, está muito incipiente, as posições estão muito rasas. Nós não temos profundidade nas respostas. Não temos acompanhamento dos números”, disse o ministro.

A parceria entre o governo do Paraná e a Rússia foi anunciada logo após o presidente russo, Vladimir Putin, anunciar o registro da vacina, o primeiro do mundo referente ao combate da Covid-19.

Vacina russa é ineficiente, mas cloroquina não 

Vale lembrar, que apesar de Pazuello levantar desconfianças sobre o imunizante russo, o ministro de Bolsonaro defendeu o uso cloroquina para tratar casos da Covid-19. A droga foi excluída de estudos feitos em todo mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS), após se mostrar ineficiente em pacientes infectados pelo novo coronavírus. 

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