Policiais formam tropa pró-Bolsonaro nas redes sociais, diz revista

Discursos contra instituições democráticas são compartilhados em todo o país; bolsonaristas representariam um terço efetivo das Forças Armadas

Foto: Governo do Estado de São Paulo

Jornal GGN – Os jornalistas Renato Sérgio de Lima e Samira Bueno publicaram na revista Piauí um levantamento preocupante: os policiais brasileiros aceitam abertamente que as instituições da República sejam fechadas e que o presidente Jair Bolsonaro realize uma intervenção para romper a ordem democrática do Brasil.

Declarações pedindo o fechamento do STF e do Congresso têm sido compartilhadas sem constrangimento por pelo menos 12% de policiais militares, 7% de policiais civis e 2% de policiais federais com contas em redes sociais e que interagem abertamente em grupos e páginas no Facebook.

Se extrapolada a amostra do estudo realizado, esses números representam aproximadamente 15,3 mil policiais analisados dentre 141.717 profissionais pesquisados. Mas esse número pode ser maior, uma vez que o estudo não apurou manifestações em perfis privados. Se esse perfil for um retrato dos demais, fala-se de pelo menos 120 mil policiais convertidos para discursos golpistas, dentre os 885.730 integrantes efetivos das polícias.

“Ou seja, a tropa de choque de Bolsonaro nas polícias seria, hoje, equivalente a ⅓ do efetivo ativo das Forças Armadas. E, com um agravante, trata-se de uma tropa experiente e treinada, com acesso a material bélico e com poucos canais formais de controle externo”, alertam os jornalistas. “Se optarem pelo enfrentamento, dificilmente as demais forças de segurança e defesa do país, se aceitassem se contrapor a elas, conseguiriam subjugá-las sem grandes baixas e risco de convulsão social e guerra civil”.

Além de questões operacionais e tecnológicas, os jornalistas afirmam que uma crise pode surgir de onde menos se espera, uma vez que a tropa bolsonarista está espalhada pelo Brasil e não se concentra em uma única corporação. “A população está submetida à incerteza e, mais do que defender que um golpe é iminente, é nosso objetivo explicitar os riscos envolvidos e mobilizar os olhares para eles”.

A íntegra da reportagem pode ser lida abaixo:

A tropa de choque de Bolsonaro

 

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