Prescrição beneficia procurador de Curitiba que pagou outdoor a favor da Lava Jato

Sindicância foi arquivada "já que o prazo para punir Castor encerrou-se em abril deste ano, um ano após o caso do outdoor chegar à Corregedoria"

Jornal GGN – A prescrição de uma reclamação à Corregedoria do Ministério Público Federal beneficiou o procurador Diogo Castor de Mattos, que atuou na Lava Jato. Com recursos próprios, ele pediu a uma pessoa de confiança para instalar um outdoor [imagem acima] em apoio à Lava Jato em Curitiba.

Depois de meses de apuração, a Corregedoria concluiu que Diogo merecia ser sancionado pela irregularidade que fere a imagem do MPF. Mas nenhuma penalidade foi imposta porque houve uma espécie de prescrição. A informação é do UOL desta segunda (27).

“Pouco antes de deixar a operação [em abril de 2019], Castor pagou por meio de um ‘contato pessoal’ a instalação de outdoor comemorativo aos cinco anos da Lava Jato. Em depoimento prestado em maio deste ano, Castor disse queria ‘elogiar e levantar o moral do grup’, o qual vinha sendo injustamente pressionado e atacado, segundo ele.”

A Corregedoria decidiu “arquivar a sindicância, já que o prazo para punir Castor encerrou-se em abril deste ano [2020], um ano após o caso do outdoor chegar à Corregedoria. Houve, portanto, uma prescrição”, definiu o UOL.

Antes de Diogo admitir o outdoor, a Lava Jato em Curitiba tentou emplacar na Corregedoria a tese de que o procurador estava com problemas psiquiátricos e não poderia responder por seus atos.

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