Procurador da “Mãos Limpas” critica proximidade de Moro e Deltan

"Se as regras sobre a imparcialidade e do processo não são seguidas, a Justiça não pode ser justa", diz Gherardo Colombo

Foto: Club Milano

Jornal GGN – O ex-procurador italiano Gherardo Colombo, que atuou na famosa Operação Mãos Limpas, criticou em entrevista divulgada pelo UOL, nesta segunda (15), a relação de proximidade denotada pelas mensagens de Telegram entre Sergio Moro e Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava Jato.

Colombo disse, segundo relatou o UOL, que “juiz precisa se manter distante das partes envolvidas para manter sua imparcialidade e realmente fazer justiça”.

“Se as regras sobre a imparcialidade e do processo não são seguidas, a Justiça não pode ser justa”, afirmou.

Colombo ainda explicou que, na Itália, uma operação como a Lava Jato seria feita por dois juízes “justamente para garantir um julgamento imparcial”.

Mas mesmo sem dois juízes, é esperado que o magistrado mantenha distância das partes do processo. Moro, por outro lado, instruída as ações do Ministério Público, como provou a Vaza Jato.

“Na minha opinião, um juiz só pode se comunicar com um procurador formalmente, por meio de documentos oficiais. A exceção são as trivialidades”, disse Colombo.

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