Projeto de privatização dos Correios já está com Planalto

Proposta foi apresentada pelo Ministério das Comunicações; objetivo é que a estatal seja vendida até o final de 2021

Jornal GGN – O Ministério das Comunicações apresentou ao Palácio do Planalto nesta quarta-feira o projeto de lei sobre a privatização dos Correios, com objetivo em vender a empresa até o final de 2021.

De acordo com a CNN, o ministro das Comunicações, Fábio Faria, declarou que o texto traz princípios e não regras, e que todos os servidores terão oportunidade de conversar com os congressistas. Segundo Faria, a “universalização” do serviço postal segue inalterada, e que o objetivo da proposta é melhorar a capacidade de entrega dos Correios.

O projeto também prevê a criação da Agência Nacional de Comunicações (Anacom), em substituição à atual Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), que também responderá  pela regulação dos serviços do Sistema Nacional de Serviços Postais, alterando a Lei nº 9.472 de julho de 1997.

Uma consultoria do BNDES está em andamento para definir qual o melhor modelo de privatização. A análise está perto de ser finalizada, e será apresentada ao Congresso Nacional junto com o projeto de lei.

 

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1 comentário

  1. Em outras épocas, os correios eram uma instituição que nos enchia de orgulho. Desde a qualificação dos administradores postais, à velocidade da entrega, qualidade dos selos, o apoio a países africanos na organização dos seus correios, tudo isto, demonstrou de forma inequívoca a competência do setor público, quando bem administrado. Mais recentemente, por conta da ideologia vigente, o correio foi sucateado com o objetivo de torná-lo exemplo de incompetência. Demoras nas entregas, pessoal negligente, terceirizações, deixaram o consumidor desamparado entre ideológos e sindicatólogos, que apenas aprisionam a empresa, sem se preocupar o público, ah o público! Agora está as portas de ser vendido. Noves fora o fato que o mundo mudou e as entregas são uma realidade do subemprego que os correios poderiam ter corrigido, a instituição agoniza sem oferecer alternativa adequada. Triste fim!

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