Ritmo de Bonat mostra que Moro era o juiz das sentenças prontas

Substituto leva 1 ano para proferir sentenças, enquanto Moro já condenou réu apenas 15 minutos depois de encerrar processo

Jornal GGN – O ritmo de Luiz Antonio Bonat para concluir julgamentos nas ações da Lava Jato mostra como Sergio Moro era um juiz de sentenças prontas.

Enquanto Bonat leva meses para decidir o destino de um réu, Moro já chegou a proferir condenação apenas 15 minutos depois de o processo estar pronto para ser julgado. O caso aconteceu em 2014.

Segundo levantamento do UOL, em 4 anos e meio, Moro proferiu, em média, 10 sentenças por ano (46 em 54 meses). Já Bonat, em 1 ano atuando na Lava Jato, proferiu apenas uma sentença. Hoje ele possui ao menos 20 processos aguardando uma conclusão, de acordo com o site.

Entre eles, está a terceira ação penal contra Lula, envolvendo a Odebrecht, o Instituto Lula e o empresário Glaucos da Costamarques, que tem elos com José Carlos Bumlai. A Lava Jato alega que Glaucos comprou, com dinheiro da Odebrecht, um apartamento que foi usufruído pela família de Lula. Além disso, os procuradores afirmam que a empreiteira tentou comprar um terreno para o Instituto com recursos que supostamente teriam ligações com a Petrobras.

HARDT. A juíza Gabriela Hardt, que substituiu Moro enquanto Bonat não assumia a cadeira em caráter definitivo, tentou imprimir o mesmo ritmo do hoje ministro da Justiça. Em 4 meses de Lava Jato, ela proferiu 4 sentenças. Condenou Lula no caso Atibaia, copiando trechos da sentença de Moro na ação do triplex.

4 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

AMORAIZA

- 2020-03-06 23:57:05

Falando assim, "olhos piscantes", fica tão romântico. Prefiro dizer, olhos furtivos e piscadas nervosas próprias de suas feições patibulares.

peregrino

- 2020-03-06 15:24:35

Não sou da área, mas... não é preciso ser para deduzir que uma sentença pronta pode servir de base para investigações, depoimentos e até mesmo para adaptar e direcionar as delações para uma homologação garantida pelo que foi divulgado das incongruências, foi tão na base da receita de bolo que chegou-se ao cúmulo de uma juíza simplesmente copiar e colar, talvez por saber que nem seria lida por ninguém das instâncias superiores fica a pergunta: quem descobriu que era copidesque, defesa ou TRF4?

Marly

- 2020-03-06 14:02:26

Se somente esses fossem os pecados dos olhos piscantes...

Rui Ribeiro

- 2020-03-06 13:33:57

Resta saber quem carregava o piano que o $érgio Moro tocava. Acho que as tais sentenças eram redigidas acima do Trópico de Câncer e subscritas abaixo da Linha do Equador.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador