10 de junho de 2026

Mikhail Gorbachev, último líder soviético que encerrou a Guerra Fria, morre aos 91 anos

Sua reforma, conhecida como perestroika, e política de abertura, ou glasnost, desencadearam uma avalanche que derrubou o Muro de Berlim

Mikhail Gorbachev, que encerrou a Guerra Fria sem derramamento de sangue, mas não conseguiu evitar o colapso da União Soviética, morreu nesta terça-feira, 30 de agosto, aos 91 anos. Segundo informações de um hospital em Moscou, capital da Rússia, o político faleceu “após uma grave e prolongada doença”. As informações são Reuters.

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A agência internacional de notícias destacou que Gorbachev foi o último presidente soviético. Ele forjou acordos de redução de armas com os Estados Unidos e criou parcerias com potências ocidentais para remover a Cortina de Ferro que dividia a Europa desde a Segunda Guerra Mundial. Assim, forçou a reunificação da Alemanha.

No entanto, as reformas levaram ao enfraquecimento da União Soviética, um momento que Vladimir Putin chama de “maior catástrofe geopolítica” do século XX. Diante da notícia do falecimento, Putin expressou “suas mais profundas condolências” por meio do porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, à agência de notícias Interfax. “Amanhã ele [Putin] enviará um telegrama de condolências à sua família e amigos”.

Segundo a agência Tass, ele será enterrado no cemitério Novodevichy, em Moscou, ao lado de sua esposa Raisa, que morreu em 1999.

Homenagens

A chefe da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse que Gorbachev abriu o caminho para uma Europa livre. Boris Johnson, primeiro-ministro do Reino Unido, disse que o “compromisso incansável de Gorbachev com a abertura da sociedade soviética continua sendo um exemplo para todos”.

Perestroika, Glasnost e Nobel da Paz

Após décadas de Guerra Fria, Gorbachev aproximou a União Soviética do Ocidente com uma série de reformas que ficaram conhecidas como “Perestroika”. A política de “glasnost” de Gorbachev – liberdade de expressão – permitiu críticas anteriormente impensáveis ​​ao partido e ao Estado, mas também encorajou nacionalistas que começaram a pressionar pela independência.

Quando protestos pró-democracia varreram as nações do bloco soviético da Europa Oriental comunista em 1989, Gorbachev se absteve de usar a força – ao contrário de líderes anteriores, que enviaram tanques para esmagar revoltas na Hungria em 1956 e na Tchecoslováquia em 1968. Porém, os protestos pela independência em 15 repúblicas levou, nos dois anos seguintes, à desintegração da União Soviética.

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Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

1 Comentário
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  1. 31 de agosto de 2022 12:32 pm

    Não. Ele foi só um traidor. Lixo da História. Ele se rendeu aos Estados Unidos da pior forma, sem contrapartidas. Não há equivalente a ele na História Mundial quanto ao grau de traição à História de luta de seu povo. Nem mesmo Petain foi tão covarde.

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