2 de julho de 2026

Xadrez do pai do Carlos Bolsonaro, por Luis Nassif

O pai é emocional e politicamente dependente dos filhos. E os filhos são completos sem-noção
O episódio Bebianno demonstrou que os Bolsonaro são incontroláveis

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Peça 1 – o desmanche do governo

O governo Bolsonaro não precisa de inimigos. Ele e a família se bastam. Imaginava-se que o primeiro mês de governo seria das cabeçadas. Depois, haveria uma articulação inicial para começar a implementar seus diversos sacos de maldade.

O episódio Bebianno mostrou que Jair e filhos são incontroláveis.

Como se recorda, a Folha denunciou o desvio de verbas partidárias para laranjas do PSL. Imediatamente, Carlos Bolsonaro – o filho pitbull – apontou o dedo para Gustavo Bebianno, Secretário Geral da Presidência. Para se proteger, Bebianno declarou ter conversado três vezes durante o dia com o pai de Carlos. Carlos desmentiu e o pai de Carlos confirmou o desmentido.

Frágil até a medula, o pai de Carlos anunciou que esperava chegar em Brasília com Bebianno fora do governo. Sabendo no tête-à-tête o pai de Carlos é frágil, Bebianno disse que só sairia depois de conversar pessoalmente com o pai de Carlos.

O pai é emocional e politicamente dependente dos filhos. E os filhos são completos sem-noção. O governo Bolsonaro não sobrevive com os filhos no centro dos acontecimentos. E o pai não sobrevive sem eles. Como é que se resolve esse drama nelsonrodriguiano?

Peça 2 – Bebianno e Sérgio Moro

A encrenca Gustavo Bebianno respingou pesadamente em Sérgio Moro.

Em entrevistas à imprensa, Bebianno sugeriu que se caísse levaria junto o pai de Carlos Bolsonaro. Já o Ministro Sérgio Moro anunciou que investigaria a denúncia contra Bebianno a pedido do pai de Carlos. Ora, se Bebianno diz que haveria respingos no pai de Carlos, e o pai de Carlos pede expressamente para Moro conduzir a investigação, a suspeita que fica é que o pai de Carlos tem esperança de que Moro deixe o laranjal inteiro no quintal de Bebianno.

E se o próprio Ministro Moro avisa que vai investigar o laranjal, a pedido do pai de Flávio, mais eloquente ainda ficou seu silêncio em relação ao envolvimento do motorista Fabrício Queiroz com o irmão de Carlos.

Com imbróglio dessa natureza, não adiantou sequer chamar outra vez a cavalaria – o enésimo vazamento da delação do ex-Ministro Antônio Pallocci. A esta altura do campeonato, nem as milícias virtuais de Bolsonaro acreditam mais em Pallocci.

Aliás, a maior defesa de Carlos foi o elogio que as contas do PSL receberam do ínclito Ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral. Para saber para onde caminham os ventos, sugere-se ficar de olho nas declarações de Barroso. Se ele criticar os Bolsonaros, é porque não há nenhum risco de eles manterem o poder.

Peça 3 – barbárie avança sem comando

Mesmo com quatro aloprados no comando, a barbárie avança em várias frentes:

  • Chacinas no Rio de Janeiro, sob o guarda-chuva de dois alucinados, o governador Wilson Witzel e o próprio Sérgio Moro.
  • Invasões de terras indígenas e mortes de lideranças de sem terra.
  • Paralisação gradativa da rede pública de saúde, por cortes nos repasses.
  • CPI para investigar a Comissão Nacional da Verdade.
  • Intenção de instituir a auto regulação nas instituições de ensino.

Peça 4 – as reformas de Paulo Guedes

A única esperança da família Bolsonaro seria a melhora na economia. Não há perigo de melhorar, a não ser uma pequena melhora cíclica que manterá o PIB distante do período pré-crise.

O país entra no 4º ano de recessão, após a maior queda do PIB da história. Quedas desse nível só ocorrem quando existem problemas insolúveis com a dívida externa e fuga de capitais.  E, depois de quedas drásticas, há enorme condição de recuperação rápida da economia, porque em cima de uma base já instalada.

Nada disso ocorreu por aqui. A jabuticaba foi uma recessão da qual a única causa foram erros de condução avalizados por todo o mercado e pela mídia.

Repete-se, com muito mais perdas, as ilusões de ótica da economia norte-americana. A história de que se houver cortes nos impostos, a resposta automática seria o crescimento da economia.

Quando Joaquim Levy implementou seu pacote fiscal, em uma economia já em queda, aprofundou violentamente a recessão. Resposta dos economistas de mercado, a posteriori: o ajuste não foi radical o suficiente. Depois, mais três anos de desastres do governo Temer, com Lei do Teto e tudo, e nada da economia se recuperar, o álibi é que faltou a reforma da Previdência.

É evidente a necessidade de uma reforma da Previdência. Mas, por aqui, a reforma está sendo empurrada goela abaixo da opinião pública midiática por meio de uma mentira: a ideia de que bastará a reforma para recuperar o crescimento.

Com mais gravidade, é o mesmo que foi aplicado nos Estados Unidos quando, em outubro, de 2017, o Secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, apostou que o mercado de ações explodiria se os republicanos aprovassem uma lei cortando impostos. O crescimento seria tanto que, mesmo com alíquotas menores, o aumento da arrecadação reduziria os déficits em um trilhão de dólares.

No final de 2018, o déficit fiscal norte-americano aumentou 17% em relação o ano anterior, em um total de acréscimo de US$ 779 bilhões. Depois do impacto inicial no PIB, com crescimento de 3,1% em 2018, as previsões indicam desaceleração para 2,4% em 2019 e para 1,6% nos três anos seguintes. Sem aumento da demanda, as empresas contraíram crédito para recomprar suas próprias ações.

Por aqui estimula-se a informalidade no emprego, esvazia-se a principal fonte de financiamento de longo prazo – o BNDES -, cortam-se  gastos sociais para a baixa renda, anuncia-se mais redução dos impostos, paralelamente a uma redução proporcional nos gastos sociais.

Mata-se o mercado interno, secam as fontes de financiamento de longo prazo, e espera-se que desse salseiro nasça a luz.

Peça 5 – a peça Hamilton Mourão

O governo Bolsonaro, os Ministros de confiança de seus filhos, compõem a mais estabanada equipe ministerial da história. Tem-se um Ministro da Educação, Ricardo Velez,  sem nenhuma noção do ofício; uma Ministra dos Direitos Humanos, Damares Alves, que parece vendedora de Bíblia do velho oeste; um Ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, delirante; um Ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles,  ignorante e com condenação por falsificação de documento público, e um chefe da articulação política, Onix Lorenzoni, o mais completo caso de solenidade vazia da República.

Não há a menor condição de ter vida longa. A maior prova é do STF (Supremo Tribunal Federal) começar a colocar as mangas de fora.

A dúvida é sobre o que virá depois. Pelo simples fato de falar coisa com coisa, o general Hamilton Mourão emerge como a salvação da lavoura – apesar de sua única atitude concreta ter levado à inviabilização da Lei da Transparência.

 

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Luis Nassif

Jornalista, com passagens por diversos meios impressos e digitais ao longo de mais de 50 anos de carreira, pelo qual recebeu diversos reconhecimentos (Prêmio Esso 1987, Prêmio Comunique-se, Destaque Cofecon, entre outros). Diretor e fundador do Jornal GGN.

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24 Comentários
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  1. O Escritor

    15 de fevereiro de 2019 1:38 am

    A inadequação em pessoa

    Vocês já viram, em algum país decente do mundo, um presidente comandar uma reunião oficial vestido deste jeito?

    https://www.brasil247.com/images/cache/1000×357/crop_0_246_1280_702/images%7Ccms-image-000620901.jpg

  2. Ataulpho Andrade

    15 de fevereiro de 2019 2:47 am

    Nassif, só uma coisa. Você diz “Pelo simples fato de falar coisa com coisa, o general Hamilton Mourão emerge como a salvação da lavoura – apesar de sua única atitude concreta ter levado à inviabilização da Lei da Transparência.”

    Antes de chegar ao governo, o general Mourão protagonizou duas “atitudes concretas”: ameaçou o país de golpe militar, se não me engano em 2017; e depois veio a público falar de “autogolpe”.

    Mourão é tão sujo quanto o resto desse governo. É inclusive mais perigoso que Bolsonaro por ser mais estável e por pertencer à cúpula das forças armadas (essa amada instituição que sequestrou o povo brasileiro por 21 anos).

  3. Bruno Cabral

    15 de fevereiro de 2019 7:38 am

    “É evidente a necessidade de uma reforma da Previdência” por que? A CPI já disse que não há deficit. Há 450 bilhões que podiam ser cobrados de empresas devedoras. A reforma proposta não ataca os privilégios que consomem 40% do orçamento da previdência, como o das filhas dos militares, nem traz para o INSS os fundos de pensão do congresso e do judiciário. Se estes alias tivessem que usar o INSS e SUS, com certeza a coisa melhoraria.

    A única reforma necessária para a previdência (além do real corte dos privilégios acima do teto) é tirar o dinheiro da conta única do governo e impedi-lo de mecher nele para cobrir outros rombos, como o decreto dos 600 bilhões da pedalada do Bolsonaro…

  4. Homero Mattos Jr.

    15 de fevereiro de 2019 7:43 am

    “recessão da qual a única causa foram erros de condução avalizados por todo o mercado e pela mídia.”
    na mosca.

  5. Maria Luisa

    15 de fevereiro de 2019 7:52 am

    Prezado Nassif, muito bom xadrez. O pai e os três pitbolsos ainda vão afundar o navio. Sergio Moro ao que parece tem problema de audição e lê somente os elogios.

    E quando que a reforma do GGN fica pronta? A parte para comentarios ainda esta ruim, sem contar que é impossivel logar, colocar videos etc.

  6. Eduardo Outro

    15 de fevereiro de 2019 7:52 am

    O Brasil está mudando ! Como eles são bonitos e meigos ! ( Que saudades do apedeuta e de seus filhos, ora cuidando de seus fribois !)

  7. Mírian

    15 de fevereiro de 2019 8:31 am

    Tamufu

  8. Marcos Videira

    15 de fevereiro de 2019 9:16 am

    Penso que não se deve apresentar os militares como a “salvação da lavoura”. Não são. O general Mourão está agindo de forma hipócrita, tratando bem a imprensa, porque ele está desempenhando o papel de traidor de Bolsonaro (neste caso, o Carlos Bolsonaro está com toda razão).
    Não dá pra alienar: o governo Bolsonaro é um governo militar (que quer espionar o Vaticano; que coloca um general como subalterno dos militares dos EUA; que entrega o pré-sal e a Embraer; etc.).
    Observar que o ministro da educação, “sem noção”, é professor do Alto Comando do Exército.
    Não tem saída: ou o Brasil enfrenta sua “elite do atraso”, ou o Brasil afunda no abismo.

  9. emerson57

    15 de fevereiro de 2019 9:18 am

    Hipotética peça 6 Os coxas.
    O mundo desabando e os coxas hipnotizados pela globo continuam esperando o milagre que não virá.
    O venerável de uma lojinha me recomendou esperar 6 meses para ver o paraíso nos trópicos. Tempo ao tempo, ele disse. (esse povo se considera bem informado!).
    Quando verifico o zap lá está a indefectível mensagem do amigo coxa com a última do Orgasmo de Cavalo…ops, Olavo de Carvalho. Pode? póóóde! Aqui em Santos eles são mayoria!
    Desse jeito o Brasil não vai à guerra, não tem mais porta aviões!

  10. Anônimo

    15 de fevereiro de 2019 9:23 am

    “O governo Bolsonaro não precisa de inimigos. Ele e a família se bastam. Imaginava-se que o primeiro mês de governo seria das cabeçadas. Depois, haveria uma articulação inicial para começar a implementar seus diversos sacos de maldade.”

    Olha, se Bolsonaro é mesmo um fascista, ele não obedece à mesma lógica dos políticos tradicionais. Políticos tradicionais recuam quando estão fragilizados; fascistas, quando fragilizados, inventam uma loucura nova, que possa de novo eletrizar a sua base.

    Mussolini deu o seu golpe dentro do golpe quando estava completamente acuado pelas investigações do assassinato de Giacomo Matteotti.

    Por isso, a não ser que haja vontade política da parte de outros agentes, as aparentes fragilidades de Bolsonaro não vão derrubá-lo se ele for de fato um fascista.

    Claro, existe a possibilidade de ele não ser um verdadeiro fascista. Ele não tem um partido nem de longe comparável aos de Hitler e Mussolini. Mas isso é por que ele não teve tempo, ou competência, de montar esse partido, ou é por que ele confia em outro tipo de articulação política? A experiência do vendaval de fake news pelo Whats Up leva a crer na segunda hipótese. Mas suponho que teremos que pagar para ver.

    No momento, a única força política que parece capaz de derrubar Bolsonaro são os militares. A esquerda ainda vai levar tempo para se recuperar, e a tarefa é tanto mais difícil por que a força da esquerda são as ruas, mas uma parcela considerável da esquerda desenvolveu um medo patológico das ruas, vendo “revoluções coloridas” por toda parte. O centro se suicidou ao apoiar o golpe contra Dilma. E ninguém, nem mesmo os militares, tem uma percepção clara do que é o bolsonarismo. E o que é que o Sun Tzu dizia, mesmo?

  11. Photios Andreas Assimakopoulos

    15 de fevereiro de 2019 9:33 am

    Bem, pelo visto o caolho (o cara de um olho só, que fala coisa com coisa) será rei na terra dos cegos (Bolsominiapólis ou Chucrolândia).

  12. Rui Ribeiro

    15 de fevereiro de 2019 9:46 am

    É só usar as mãos para fazer gestos de disparos que tudo se resolve e o Bebianno Pomar não joga bosta no ventilador do Bolsonaro.

    Bebianno reconhece seu erro e sua mentira e aceita sair do governo, mas honrosamente. Em outras palavras, ao afirmar “Não vou sair escorraçado pela porta dos fundos”, o Bebianno insinua que se cair desonrosamente jogará bosta no ventilador dos Bozos.

    Resta saber se o Clã Bolsonaro vai passar a mão na cabeça do Cítrico Bebianno, já que o Flávio Bolsonaro, Assessor do Laranja Queiroz, disse:

    “Mantendo nossa coerência de sempre, não existe passar a mão na cabeça de quem errou. Não fiz nada de errado, sou o maior interessado em que tudo se esclareça pra ontem, mas não posso me pronunciar sobre algo que não sei o que é, envolvendo meu ex-assessor”.

    Por seu turno, o Bolsonaro disse:

    “Dói no coração da gente? Dói, porque [o que] nós temos de mais firme, né, é o combate à corrupção. E aconteça o que acontecer, enquanto eu for presidente, nós vamos combater a corrupção usando todas as armas do governo –inclusive o próprio Coaf, que está indo agora, a partir do ano que vem, para o Ministério da Justiça.”

    Por falar nisso, cadê o Queiroz e a Micheque?

    Se o Bolsonaro passar a mão na cabeça do Laranja Bebianno é porque ele deve.

    E o Juízo de consistência do $érgio Moro?

  13. WG

    15 de fevereiro de 2019 9:49 am

    O GGN ganha muito com a intensificação das análises do Nassif. No próximo post a família Bolsonaro poderia ser identificada como os “amigos do Queiroz”. Barroso poderia ser chamado de barrão, tal a capacidade de afundar na lama. A única contribuição do Mourão é dar a aparência de que o monstro tem algum vestígio de civilidade.

  14. Bo Sahl

    15 de fevereiro de 2019 10:33 am

    Os Fernandos (Collor e FHC) começaram a aleijar o Brasil.
    Lula começou uma fisioterapia e Dilma, no primeiro mandato, a manteve.
    Com o segundo mandato de Dilma, interrompeu-se a fisioterapia.
    Num só golpe, Temer retomou o espancamento.
    Agora corre-se o risco de não haver mais recuperação.
    Rico Brazil.
    Miseráveis brasileiros.

  15. emerson57

    15 de fevereiro de 2019 11:17 am

    a barra mais comentários não funciona.

    1. GalileoGalilei

      15 de fevereiro de 2019 12:21 pm

      Os problemas técnicos do site se converteram em um grande tiro no pé.

      Ou o GGN dá conta, com uma certa rapidez, ou corre o risco de perder seu capital acumulado ao longo de tantos anos.

      Comentar, agora, virou um suplício.

      Idem para ler os demais comentários que ficam escondidos.

  16. j.marcelo

    15 de fevereiro de 2019 11:18 am

    A proposta de Bolsonaro de um ESTADO FINANCEIRO EMPRESARIAL é o fundo do fundo do poço do Brasil(quantos do)é a barbárie mesmo ,simplesmente pq se já não há freios a essa gente por causa das NOSSAS INSTITUIÇÕES Q FUNCIONAM imagina quando efetuarem seus planos financeiros empresariais,será governos dentro de governos(ainda mais)essa gente(infiltrados empresariais e dos EUA)está tomando decisões meticulosamente estratégicas,uma q me dá medo(a única)e a liberação de armas,como já disse aqui,isso é o embrião para uma guerra civil sangrenta e para a desintegração do nosso território,existe sim grupos estruturados no Sul do País não nacionalistas(pró estrangeiros)isso é fato,só não enxerga quem não quer vê(GSI,ABIN ou são tão incompetentes assim, são bons contra o PT e o povo)vejamos a arrogância da Vale em Minas,ela têm a certeza de impunidade(q humilhação,aqui pode tudo,até acabar com cidades,vidas,meio ambiente) existe até políticos de Direita infiltrados na esquerda q prega a união só se for em volta dele q não tem voto,TUDO ISSO METICULOSAMENTE PLANEJADO PARA INCRIMINAR UM GRUPO DE ESQUERDA E OS SEU ELEITORES CAIR NO COLO DO “DE ESQUERDA”AMICÍSSIMO DOS DE DIREITA,quero lembrar q a casa já tá caindo pra essa gente,o q demorou uns três anos para acontecer com o PT,já está acontecendo com os Bolsos e amigos em 45 dias,perderam a moral com a militância (envergonhados)e os militares já estão no limite com os Bolsonaros,só falta em algum momento alguém dar um empurrão e…já era governo,eu até queria q o Bolsonaro ficasse,pq sei q muitos merecem chicote nas costas,não tava ruim o Brasil com empregos/lucro empresarial/Instituições aparentemente funcionando nos governos Petistas?Agora deve estar gostoso para os Bolsominions,nós lutávamos por eles tb e só avisando vai “melhorar”e muito ainda!!

  17. Walter Araujo

    15 de fevereiro de 2019 2:25 pm

    Não consigo postar e nem ler comentários.
    Acho que o blog tem que mudar de Suporte e
    parar de ficar mudando o lay out.
    Nunca vi nada assim.
    247, PHA, etc etc estão adorando essa zorra

  18. Flavio Martins e Nascimento

    15 de fevereiro de 2019 2:25 pm

    Só sei que Temer tem sorte até nisso: Vai ficar pouquíssimo tempo com o posto de ‘Pior Presidente da História do Brasil’.

  19. Prof Ricardo

    15 de fevereiro de 2019 4:31 pm

    Essa foi a última crise da última república, não tem mais como remendar. Bolsonaro e a família metralha foi uma meia sola que se exauriu. Agora, é desmanchar essa república de quartel e fazer outra autêntica (liberdade, igualdade e fraternidade)

  20. GalileoGalilei

    15 de fevereiro de 2019 5:19 pm

    Acho que falta neste xadrez as divisões militares.

    Até onde minha vista alcança, enxergo 2 divisões, mas acho que podem ser até 3 ou 4.

    As duas divisões que consigo enxergar, encontram-se no interior do governo em uma briga de foice no escuro, disputando a hegemonia. As outras duas estariam fora do governo, provavelmente com menos capacidade de ação.

    Penso que os garotos do capitão, o astrólogo de virgínia, e alguns bolsomínions mais estridentes que exibiram faixa em Brasília detonando os generais Mourão e Heleno com termos chulos, não se atreveriam a tanto se não estivessem com costas bem largas. Nem, Jair, o pai dos garotos, parece ter esse cacife todo para afrontar a ala militar mais visível de seu governo da maneira com que vem se comportando.

    Penso que todos aqueles que estão afrontando publicamente os generais devem ter outros generais à retaguarda lhes dando cobertura.

    A briga é de gente grande e a situação de saúde de Bolsonaro complica ainda mais a equação. Bolsonaro fora de combate física ou politicamente, significa a vitória incondicional de uma divisão militar sobre a outra.

    Cá com os meus botões, o grau de desespero de uma contrasta por demais com a tranquilidade com que a outra vem recebendo as agressões sem reagir; ao menos publicamente.

    Se a experiência serve de alguma coisa, esse desespero é indicativo de fraqueza das suas posições sobre o terreno de guerra.

    Quanto a nós, acho muito perigoso apoiar esta ou aquela divisão.

  21. Guimarães Roberto

    15 de fevereiro de 2019 10:05 pm

    Os milicos ainda não chutaram o pau da barraca pra esse “governo”cair porque não sabem o que o Bozo pode fazer. Ele tem uma legião de malucos que o apoiam, tem as pms. e tem grande parte do exército (baixas patentes e sem elas). Se o Bozo e prole convocam, vão pra rua na hora. E aí?

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