Lava Jato gastou mais de R$ 5 milhões em viagens de procuradores

Somente a extinta turma de Curitiba, então liderada por Deltan Dallagnol, gastou quase R$ 3 milhões do total apurado até agora, em viagens que ocorreram entre 2014 e 2020

Foto: José Cruz/ABr - Agência Brasil

Jornal GGN – Os procuradores da Lava Jato em Curitiba, Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre e Brasília gastaram, juntos, R$ 5,3 milhões em passagens aéreas e pagamentos de diárias de viagens relacionadas aos trabalhos da operação. É o que afirma um levantamento divulgado pela revista Veja, que afirma ter tido acesso a dados que estão em apuração no Tribunal de Contas da União.

Somente a extinta turma de Curitiba, então liderada por DeltanDallagnol, gastou quase R$ 3 milhões do total apurado até agora, em viagens que ocorreram entre 2014 e 2020.

O TCU busca nas mensagens da Operação Spoofing (hackeadas dos aparelhos dos procuradores) novos indícios relacionados aos gastos com viagens. Em uma das conversas, de 2017, Dallagnol deixa claro que seu intento sempre foi gastar o máximo possível com deslocamentos internacionais. Ele informou, naquela oportunidade, que a Procuradoria tinha um saldo de 108 mil reais para gastar com diárias e passagens, caso contrário o valor seria devolvido ao Ministério Público. Ele sugeriu que os colegas pensassem em viagens para gastar o valor. “Quando mais gastarmos agora, melhor”, comentou.

“Desde as primeiras reuniões para definir as primeiras fases da operação, Carlos Fernando recebeu 361.716,50 reais em diárias; Antônio Carlos Welter, 506.238,65 reais; Isabel Groba embolsou 332.095,82 reais em diárias de trabalho; Januário Paludo, 391.067,40 reais; e Orlando Martello, outros 461.460,14 reais”, anotou Veja.

O TCU investiga os gastos e pode denunciar os procuradores por peculato, entre outras possíveis irregularidades.

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