Para que serve o exército brasileiro?, por Rogério Maestri

Por outro lado, vemos o exército brasileiro, que além de gastar fortunas no soldo de suas imensas tropas nem chegam a ter um sistema de defesa antiaérea para aviões que voem acima do 5.000 m. 

Para que serve o exército brasileiro?

por Rogério Maestri

A pergunta que é feita geralmente é para que serve as forças armadas brasileiras, porém essa pergunta quando se elimina a marinha e a aeronáutica ela faz muito mais sentido, pois na verdade o exército brasileiro perdeu a sua função há bastante tempo, enquanto as outras duas armas ainda guardam características que uma marinha e uma força aérea devem ter em qualquer país de porte médio para cima.

Se olharmos os planos de expansão da marinha e aeronáutica durante os governos do PT vemos que essas duas armas tentaram e conseguiram parcialmente manter um determinado grau de modernidade que permite deixá-las com algum poder militar frente a nações do mesmo porte militar que o Brasil. A marinha se livrou do porta-aviões obsoleto e que mais ficava nos estaleiros do que em funcionamento para incorporar na marinha brasileira o NAM Atlântico (NAM = Navio Aeródromo Multipropósito) por um preço que levou os membros do parlamento inglês questionarem a venda da sua nave capitânia moderna, bem equipada e funcionando. Além dessa compra a marinha brasileira continuou com a construção de novos submarinos apesar de todo o esforço da Lava-jato inviabilizar a sua construção. Da mesma forma a aeronáutica comprou e está adquirindo condições de construir os Gripen E, que é um avião de quarta geração ++, ou seja, não é o top de linha dos aviões de caça no mundo, mas é cotado como um dos aviões com melhor relação qualidade preço. Ou seja, tanto a marinha como aeronáutica fazem boas escolhas em termos de modernidade de equipamento, que servem para manter suas tropas treinadas e atualizadas.

Por outro lado, vemos o exército brasileiro, que além de gastar fortunas no soldo de suas imensas tropas nem chegam a ter um sistema de defesa antiaérea para aviões que voem acima do 5.000 m.

Quando vemos a qualidade dos ex-capitães do exército com seus gordinhos favoritos e mais os generais adoradores de Olavo de Carvalho , não nos surpreende em nada que tenhamos um exército tão mal preparado e equipado como o brasileiro.

A grande obra do exército nos últimos trinta anos foi o sistema Astros que significa Artillery SaTuration ROcket System, ou Sistema de Foguetes de Artilharia para Saturação de Área, ou seja, foi um sistema de lançamento de foguetes de curta e média distância do tipo terra-terra que foi desenvolvido inicialmente em 1981 a pedido do Saddam Hussein, que na época estava em guerra com o Irã. Artilharia por saturação significa uma quantidade imensa de fogo em uma dada região de forma que mais ou menos aleatoriamente atinjam alvos desejados, este sistema, que poderia ter evoluído para um sistema terra-ar, para combater helicópteros e aviões jamais deixou de ser uma simples artilharia de saturação, pois se passasse para um sistema terra-ar deveria integrar um ou mais radares e sistemas de cálculo mais complexos e pelo visto essa tal de complexidade não é muito bem vista pelo oficiais do exército.

Em resumo, podemos dizer que a preguiça de pensar dos oficiais do exército, vista pelas brilhantes respostas do general ministro da saúde, não os deixa outra saída além de conspirarem contra os civis, exatamente por esses não possuírem armamentos para contestarem a sua tomada de posse nas tetas do governo.

As opiniões contidas neste artigo refletem somente a do autor.

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8 comentários

  1. Rogério. Dá uma olhada na revista acadêmica da Aman. Ali dá para perceber o baixo nível da formação intelectual dos oficiais do exército brasileiro. E também dá para entender figuras como Bolsonaro, Pazuello e Augusto Heleno.

      • Sem dúvida. Mas não acho que o problema desses dois em particular seja intelectual. Estão mais para oportunistas mesmo. De qualquer maneira, se for fazer uma lista um pouco (frise-se, um pouco) mais completa, a estrada seria longa.

      • Bruno, há alguns anos pensava que eram personalidades, hoje em dia acredito que é um problema institucional, ou seja, como tivesse vindo uma série de ETs e tivessem tirado grande parte do cérebro dos oficiais do exército, pois não são nomes, é a corporação como um todo.
        Sinto vergonha, pois minha família por parte de mãe eram muitos militares, meu avô era um general artilheiro que procurou a montar um arsenal com capacidade de produzir autonomamente munições e consertar e modernizar equipamento e seu filho, meu tio, foi um dos maiores pilotos da segunda guerra mundial, morreu em combate poucos dias antes do armistício. Ou seja, na minha família nunca houve lugar para traidores da pátria e para militares incompetentes.

  2. Bah! Militar Brasileiro é um fardo oneroso demais aos cofres,as liberdades e a segurança física e psicológica do cidadão.
    Não doure a pílula;são bandidos,uma ameaça constante,apátridas,entreguistas,chantagistas,assassinos do próprio povo com imerecidas medalhas de lata compradas no mercado livre.

  3. O problema são os sabotadores, muitos na marinha e os próprios golpistas. É conhecida a inveja de almirantes contra o pai do programa nuclear Brasileiro Othon. Tanto que foi preso injustamente pela farsa a jato, a mando dos EUA, e a marinha o ignorou solenente. Quanto tempo e recursos os paises possuidores de submarinos e barcos movidos a energia nuclear gastaram para garantir esta tecnologia em seus arsenas? E isto, sem sabotadores internos?
    Ao contrario de outros paíse do mundo, nossas forças armadas são especialista em formar uma casta de oficiais mais interessados em mamatas e vida social que se preocupar com assuntos militares e estratégicos propriamente dito.
    Civil, durante quase uma década nos anos 90, contribui para o treinamentos de recrutas e oficiais de um batalhão do exercito brasileiro, tornando-me amigo do coronel que comandava este batalhão e ganhando homenagem de “Amigo do Batalhão”. Em nossas conversas sobre temas miltares, muitas, ele se queixava da falta de profissionalismo militar dos oficiais no exercito brasileiro.
    O plano do PT era transformar o exercito brasileiro, paquidermico, com mais generais em proporção ao numero de tropas que outras forças armadas e soldados conscritos com baixo treinamento em poucas tropas profissionais e especializadas. O exercito obstruiu desta ideia até o golpe.

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