Em “ação autoritária”, professora e alunos são detidos em Goiás, diz Sindicato

A justificativa dos policiais, segundo o relato em vídeo da professora, foi de que existe uma denúncia "sigilosa" em apuração sobre o planejamento de um suposto ataque à instituição de ensino, nos moldes do que ocorreu em Suzano

Jornal GGN – O Sindicato Nacional dos Servidores Federais da Educação Básica, Profissional e Tecnológica (SINASEFE) informou nesta segunda (15) que a professora Camila Marques, do Instituto Federal de Goiás, foi presa arbitrariamente “numa ação autoritária” deflagrada pela Polícia Civil, que deteve a docente e alguns estudantes na instituição de ensino.

A professora foi levada para a Primeira Delegacia da Polícia Civil de Águas de Lindas Goiás na condição de “testemunha” depois que questionou a natureza da operação contra os alunos.

A justificativa dos policiais, segundo o relato em vídeo da professora, foi de que existe uma denúncia “sigilosa” em apuração sobre o planejamento de um suposto ataque à instituição de ensino, nos mesmos moldes do atentando a tiros que como ocorreu recentemente em Suzano, onde dois atiradores mataram 8 pessoas dentro de uma escola.

O Sindicato sustentou em nota que Camila “vinha sofrendo perseguição de professores bolsonaristas, acusada de fazer doutrinação em sala.”

No vídeo divulgado na tarde de sexta, após ter sido libertada, a professora indicou que foi presa porque, na visão dos policiais, ela “tumultuou” a operação contra os alunos quando tentou filmar a abordagem sem autorização.

No depoimento em vídeo, Camila ainda expôs que os policiais machucaram seu braço, usaram algema mesmo admitindo que ela não era investigada e ainda gritaram e fizeram terrorismo psicológico dizendo que ela seria “tratada como merece” depois que a professora reclamou, durante exame de corpo de delito, das marcas da violência deixadas no punho.

Para o Sindicato, a ação foi uma “uma agressão sem limites que precisa de ser repudiada por todas as entidades sindicais.” O advogado Bruno Conti, da ANJ (Assessoria Jurídica Nacional) do SINASEFE, foi contatado para acompanhar o depoimento de Camila, que foi liberada por volta das às 13h10. A professora diz que só teve acesso ao defensor quando já estava em frente ao advogado. O resto do tempo, teve seu pedido negado diversas vezes.

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8 comentários

  1. Já começou as arbitrariedades da polícia do plano do moro ainda nem foi aprovado. Onde já se viu testemunha ir algemada para a delegacia? E ser negado o direito de chamar o advogado? Já estamos nas trevas bolsonarianas e morinhas, Vai daí para pior!

  2. Já começou as arbitrariedades da polícia do plano do moro ainda nem foi aprovado. Onde já se viu testemunha ir algemada para a delegacia? E ser negado o direito de chamar o advogado? Já estamos nas trevas bolsonarianas e morinhas, Vai daí para pior!

  3. quem tem gosto de dar aula
    se tudo parece ser contra as
    atividades de professor com esssas
    interferencia externas
    – AS QUAIS TB NÃO TEM RELAÇÃO COM A ATIVIDADE?
    QUEM NÃO DESANIMA DE ESTUDAR UMTEMPÃO PRA APRENDER AS VERDADES CIENTIFICAS PRA DEPOIS SER XINGADO POR QUALQUER IDIOTA COM UMA FRASE IMBEcIL DEFINITIVAMENTE TOSCA?
    QUEM TEM saco de aguentar ainda a violencia extra da policia?

  4. “professor bolsonarista” é uma contradição. Ou é professor ou é bolsonarista. As duas coisas não dá. O professor tem conhecimento e tolerância para o contraditório. Já o bolsonarista é um imbecil despreparado e sem condições de convívio republicano. Infelizmente há muitos desses disfarçados de professor por aí…

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