General Paulo Sérgio ou Portella: quem quer o golpe?, por Luis Nassif

É possível que Portella seja um "legalista" que o general Paulo Sérgio quer varrer da comissão eleitoral criada pelo TSE

General Portella e general Paulo Sérgio

Publicada originalmente em 10/5/22 às 8:51

No “Xadrez de como será o golpe da Urna Eletrônica” mostramos os sistemas adquiridos pela ABIN (Agência Brasileira de Inteligência) e pela CDCiber (Defesa Cibernética do Exército Brasileiro). E mencionamos como figura central o general Héber Garcia Portella, dirretor do CDCiber e militar incumbido de representar as Forças Armadas na comissão criada pelo então presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, para supervisionar os estudos de segurança da urna eletrônica.

Portella foi autor do relatório com 45 pedidos de explicação para o TSE. Posteriormente, esse relatório foi utilizado por Jair Bolsonaro para colocar as urnas em dúvida.

Dias atrás, o Brasil de Fato publicou reportagem informando que Portella fechara contrato com uma empresa israelense para adquirir softwares de supervisão das eleições.

No início da tarde de ontem, o Ministro da Defesa, General Paulo César, solicitou ao TSE que as informações para as Forças Armadas fossem endereçadas diretamente a ele.

Coincidentemente, no final da tarde estive com fonte bem informada sobre os bastidores do governo. Ela me garantiu a contrariedade do general Portella com o uso político do relatório. Sustentou que ele foi indicado para a comissão apenas por ser o mais técnico dos militares e seu relatório visava exclusivamente colaborar para o aprimoramento do sistema.

Ao mesmo tempo, a Comunicação Social do Exército informou o Brasil de Fato que os sistemas negociados com Israel eram apenas cursos de iniciação para a era das redes sociais, adquiridos sem custo.

Enquanto isto, o Ministro da Defesa soltou nota dizendo não ter sido atendido pelo presidente do TSE, para um pedido de reunião. E, nos últimos tempos, passou a emular cada vez mais o discurso de Bolsonaro. E em nenhum momento rebateu a utilização indevida do relatório das Forças Armadas. O inusitado da história é que, como Ministro da Defesa, ele representa o presidente da República, não as Forças Armadas. Por esta razão, o pedido era totalmente indevido, já que colocaria informações nas mãos de um candidato à reeleição.

A partir dessas informações, algo desencontradas, há três hipóteses para a decisão de Paulo Sérgio de dar um bypass no general Portella.

Hipótese 1 – o general Portella permanece legalista. Por esta razão, o general Paulo Sérgio quis tirar dele o controle absoluto sobre as informações provenientes do TSE.

Hipótese 2 – o general Portella é golpista e a decisão visaria esvaziar seu poder de botar fogo no tema.

Hipótese 3 – a decisão do general Paulo Sérgio visaria aliviar a situação do general Portella, que se tornou personagem central dessa polêmica.

Faltam informações maiores sobre o tema. De minha parte, colocaria leve favoritismo na Hipótese 1.

6 Comentários

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.

Marcus Lopes

- 2022-05-11 17:21:42

O Brasil parece uma nação amaldiçoada... militares, Sarney e o MDB, Collor e sua gang,FHC e os neoliberais, Lula também vacilou e fez acordos com a plutocracia, Michel,o Migué e a ponte para o inferno e agora um capitão do mato que é um terrorista frustrado que só pensa em destruição.... só pode ser maldição.

Seu Barriga

- 2022-05-11 01:21:16

O golpe tá em andamento. Não atravessaram o Rubicão? Lula é prudente. Ciro corajoso. 30% do Brasil debaixo da servidão voluntária. E houve uma batalha no Céu...

Luiz Gomes

- 2022-05-11 00:54:43

Empresas Israelenses são famosas mundialmente por seus sistemas de espionagem cibernética, mais famoso é conhecido o Pegasus, usado por vários governos inescrupulosos para espionar jornalistas e inimigos políticos. A imprensa precisa investigar bem esse curso gratuito adquirido pelo exército.

O Rubem

- 2022-05-10 10:39:33

Os generais a serviço dessas desgraça de desgoverno são golpistas e vai ser muito difícil retirada deles do controle das forças armadas. Um amigo diz que o Brasil precisa de Forças armadas profissionais, mas não precisa de tanques nem de exército . Também acho inúteis os tanques e o exército que só consome muito $$$$$$$$ e não dá retorno algum a população. Ps Defendo as Forças Armadas como indispensável Marinha e Aeronáutica.

Antonio Deiró

- 2022-05-10 10:25:06

As Forças Armadas do meu País estão tão mal representadas e despretigiadas pelo capitão do mato e seus generais subservientes, que, se vivo fosse, Sérgio Porto teria abundância de material para compor o Samba do Milico Doido. Acho que ele começaria mais ou menos assim: Foi lá em Caxias Perto de Aparecida Que o general Villas Boas Arresolveu parir o genocida. E por aí iria o grande Stanislaw Ponte Preta.

Guatimozin II

- 2022-05-10 09:14:53

Caro amigo Putin, solicito encaminhar ao Bolsonaro a mensagem abaixo. Considerarem um favor pessoal. Espero vê-lo em breve quando da coroação. Aracaju, 13 de Fevereiro de 2022. Excelentíssimo Sr. Ministro Presidente do Superior Tribunal Militar Gal Luis Carlos Gomes Mattos. "Excelentíssimo Senhor Ministro Presidente do Superior Tribunal Militar. Honorários Sucumbênciais JOSÉ LUIZ RODRIGUES DA SILVA - Guatimozin II - Comandante em Chefe das Forças Armadas, Imperador e Defensor Perpétuo do Brasil, brasileiro, Tec. em Informática, divorciado, portador da Carteira de Identidade RG nº 04325057-0, inscrito no CPF/MF sob o nº 89896343772, residente e domiciliado à Av Jerônimo Afonso, 143 -A - Caramujo, Niterói, no Estado do Rio de Janeiro, CEP24140-316, atuando como Rábula, vem respeitosamente à presença de Vossa Excelência interpôr a presente Ação de Indenização e restituição de posse que patrocinou contra este STM, representando à União, em sede do Habeas Data (anexo 1). Considerando a dificuldade em se obter um valor justo para a causa, pois trata-se de uma área aproximada de 8,6 milhões de km². Vem requerer a liberação de alvará concedendo parte dos honorários de sucumbência, a)Disponibilização imediata para a Família Imperial, a saber: S.M.I Guatimozin II e Imperatriz, Duquesa de Propriá D. Antonia Maria Silva e Agregados, do imóvel conhecido como Palácio Guanabara - Situado à Rua Pinheiro Machado, S/nº - Na Cidade do Rio de Janeiro, Objeto da DECRETO Nº 447, DE 18 DE JULHO DE 1891, bem como, todas as dotações orçamentárias destinadas a sua manutenção; b) Reascenção ao serviço militar da ativa, com promoção ao Posto de Almirante, derradeiro Posto da Armada. Dispensadas todas as comendas à exceção da Ordem da Rosa; c) Proventos atrasados desde a recepção pelo Réu da petição intitulada Tomada do Poder datada de 30/10/2017, em tramitação neste Tribunal (Anexo 2); Como é certo o Réu foi condenado em honorários de 10% (dez por cento), incidentes sobre o valor da condenação, portanto, os honorários devidos são estabelecidos em R$ 2.500.000.000,00(dois bilhões e quinhentos milhões de reais). Isto posto, requer a citação do Réu, para, no prazo de 03 dias, efetuar o pagamento do valor de R$ 2.500.000.000,00(dois bilhões e quinhentos milhões de reais), inclusive demais despesas judiciais acrescidas, sob pena de não o fazendo, lhe serem penhorados tantos bens quantos bastem a solução da dívida, independente da interposição de embargos ou eventual impugnação. Nestes termos Exige deferimento.

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor.

Apoie e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Seja um apoiador