10 de junho de 2026

Privatizações vão continuar, “não adianta fazer greve”, declara Tarcísio

Governador de São Paulo também classificou a greve do funcionalismo como política e "ilegal"
Tarcísio de Freitas (Foto: Isadora de Leão Moreira/ Governo do Estado de São Paulo).

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou, na manhã desta terça-feira (28), que as propostas de privatização irão continuar, independente dos protestos do funcionalismo público do estado. 

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As desestatizações, os estudos para concessões, não vão parar, não adianta fazer greve com esse mote. Nós vamos continuar tocando porque nós dissemos que faríamos isso. E a operação da Sabesp vai acontecer ano que vem, podem ter certeza disso”, declarou o político, em pronunciamento à imprensa. 

Trabalhadores de diversas categorias, incluindo professores estaduais, funcionários do Metrô, CPTM, Sabesp e Fundação Casa iniciaram os protestos à 0h de hoje. Esta é a terceira paralisação só esse ano e deve durar 24 horas.

Em nota conjunta, as entidades cobram diálogo com governo sobre os temas, como a “reestatização dos serviços públicos privatizados”, o fim das terceirizações e a reintegração de metroviários que foram demitidos após a última greve da categoria em outubro. 

Não adianta fazer greve, não tem o que ser negociado, não tem acordo, o governo vai continuar a fazer desestatizações e eles vão continuar discordando“, acrescentou o governador. 

Tarcísio também classificou a greve como política e “ilegal”. Segundo ele, um comunicado foi enviado aos funcionários determinando que 80% da operação no Metrô e CPTM fosse cumprida. A gestão estadual afirmou que irá penalizar os grevistas.

Estamos trabalhando para minimizar os impactos de mais uma greve ilegal e abusiva que tenta colocar a população refém de uma pauta política e corporativista. Uma minoria que não se constrange em impor prejuízo e sofrimento a milhares de trabalhadores por puro oportunismo. Não é só egoísmo, é irresponsabilidade e crueldade com quem depende do transporte público“, escreveu o governador, nas redes sociais. 

Justiça 

A Justiça do Trabalho determinou que 85% dos trabalhadores da CPTM e 80% dos serviços do Metrô deverão operar nos horários de pico:

  • Das 4h às 10h e das 16h às 21h na CPTM
  • Das 6h às 9h e das 16h às 18h no Metrô

Já nos outros horários, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou a operação de 65% nos serviços da CPTM e 60% no Metrô.

No caso de descumprimento, as multas previstas são de R$ 600 mil para os sindicatos dos ferroviários e R$ 700 mil para o dos metroviários.

A Justiça também se manifestou contra as catracas livres, alegando alto risco de tumultos nas estações.

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Ana Gabriela Sales

Repórter do GGN há 9 anos. Especializada em produção de conteúdo para as redes sociais.

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Ana Gabriela Sales

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Camila Bezerra

Graduada em Comunicação Social – Habilitação em Jornalismo pela Universidade. com passagem pelo Jornal da Tarde e veículos regionais. É...

Carla Castanho

Carla Castanho é repórter no Jornal GGN e produtora no canal TVGGN

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