Governo Bolsonaro eleva cota de importação e etanol sem tarifa beneficiando EUA

Portaria foi publicada no Diário Oficial da União dias após encontro entre Trump, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo e Eduardo Bolsonaro

Eduardo ao lado do pai e de Trump, no encontro do G20, em foto publicada por ele em seu Instagram. Reprodução/INSTAGRAM

Jornal GGN – Após reunião em Washington entre o presidente norte-americano Donald Trump, o chanceler brasileiro Ernesto Araújo e o deputado federal Eduardo Bolsonaro, o governo brasileiro anunciou a elevação de 600 milhões para 750 milhões de litros a cota para a importação anual de etanol sem tarifa.

A medida foi publicada no Diário Oficial da União, durante o final de semana, e vigorará por 12 meses. A portaria publicada pelo Ministério da Economia e pela Secretaria Especial de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais especifica ainda que as importações ficam limitadas a 187,5 milhões de litros por trimestre.

O maior exportador de etanol para o Brasil hoje são os Estados Unidos, beneficiados portanto com a decisão do governo Bolsonaro. Ainda assim, a medida foi definida pelos produtores de biocombustíveis daquele país como “desapontadora” porque “mantém barreira comercial protecionista contra o etanol dos EUA”, disse em nota a Renewable Fuels Association (RFA).

“A simbólica elevação da cota não ajuda em nada os consumidores brasileiros que enfrentam preços mais altos de combustíveis por causa da política discriminatória do Brasil”, completou os produtores norte-americanos.

Segundo informações da Reuters, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), que fez diversas manifestações contrárias a conta de importação de etanol sem tarifa, manifestou satisfação com a decisão de ampliar o volume, isso porque o temor dos produtores brasileiros era que houvesse uma liberação total do mercado.

A entidade disse ainda que o acordo final “demonstra firmeza do Brasil” e “uma grande vitória do governo brasileiro”, destacando como um passo para “um incremento futuro do comércio bilateral de etanol”.

O desenho dos produtores do Brasil é a “abertura do mercado americano de açúcar, um dos mais protegidos do mundo, e a implementação efetiva do E15 (mistura de 15% de etanol na gasolina, versus os 10% atuais) nos Estados Unidos”.

Leia também:  Bolsonaro trabalha para colocar Eduardo líder na Câmara, e PSL se divide

Segundo a Unica, a proposta negociada entre os governos brasileiro e norte-americano foi antes negociada pelo Ministério da Agricultura com membros da equipe do ministro da Economia, Paulo Guedes e, ainda, que o novo limite estabelecido contou com negociações entre a entidade de classe e a ministra da Agricultura, Teresa Cristina, com respaldo do presidente Jair Bolsonaro.

*Com informações da Reuters

Você pode fazer o Jornal GGN ser cada vez melhor

Assine e faça parte desta caminhada para que ele se torne um veículo cada vez mais respeitado e forte.

Assine agora

1 comentário

  1. Nassif: esse tal de Trump é genial. Sabe que é dono de um vasto quintal, com serviçais e lacaios de todos os naipes, sempre vigiados pelos VerdeSauvas, seus súditos. Então, tá tranquilo com essa dos chinas. Se barrarem os produtos dos gringos ele consomem o que serve e o resto manda pra Pindorama, sua Colônia. Esse foi apenas o primeiro negócio. Pra esquentar os tamborins. Quando daBalinha assumir o Macdonald ai sim. Até espelhinhos e pentes serão mandados de presente, como faziam os porgueses, na época do descobrimento. O cara, tenho que admitir, é de dar rasteira em gilete…

    PS.: continuo não robo.

Deixe uma mensagem

Por favor digite seu comentário
Por favor digite seu nome