Bolsa Família e carteira

É de cabo-de-esquadra a manchete principal da “Folha” de hoje -“Benefícios Sociais afastam trabalhador do emprego formal” (clique aqui).

Segundo a reportagem de Fernando Canzian, “por medo de perder benefícios sociais pagos pelo governo, ou na esperança de conquistá-los, trabalhadores rurais no Nordeste estão se recusando a aceitar empregos com a carteira de trabalho assinada”.

Pronto, conseguiu as provas para confirmar as suspeitas do economista José Márcio Camargo, para quem esses pobres calculistas preferem ficar fora do INSS porque sabem que aos 65 anos de idade receberão automaticamente a aposentadoria rural.

Qual o emprego que estão recusando? Segundo o jornal, “são necessárias iniciativas como anúncios em rádio e em carros de som em feiras para arregimentar gente disposta a ter a “carteira assinada por três meses ou mais e ganhar, como base, um salário mínimo por mês“.

Ou seja, está-se falando de emprego temporário, de carteira assinada por três meses por ano. A partir daí, acusar a Bolsa Família de impedir a formalização do emprego é um exagero inversamente proporcional aos “privilégios” recusados pelos trabalhadores.

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